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Jornal Diário de Suzano - 30/09/2020
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Thule Tuvalu

17 MAR 2016 - 08h00

eduardo caldas corEm 15 de março, a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP) participou pela segunda vez consecutiva do Circuito Universitário da Mostra de Cinema Ambiental Ecofalante.

Foram exibidos dois filmes. No período da manhã, o filme Thule Tuvalu (Suíça, 2014, 96'); e no período da noite, o filme A Lei da Água (Brasil, 2014, 78').

Thule Tuvalu é a justaposição de dois nomes, o povoado de Thule, localizado na Groelândia; e Tuvalu uma remota ilha-nação no Oceano Pacífico. O filme trata das mudanças climáticas a partir de seus resultados em dois pontos do Planeta: Thule, com recordes de degelo; e Tuvalu, um dos primeiros países em via de afundar como resultado da elevação do nível do mar.

No caso de Thule, o degelo exige a mudança da vida tradicional que por séculos foi experimentada por meio da caça, do treinamento de cachorros, da construção de trenós e de equipamentos de caça e da transmissão da arte da caça para pessoas de confiança do caçador. Nascer, tornar-se caçador, transmitir a arte da caça e morrer é a sequência da vida em Thule. No entanto, sem gelo, não há caça. Sem caça, não se precisa do caçador. Toda harmonia entre homem e natureza construída ao longo do tempo será transformada.

No caso de Tuvalu, o desaparecimento do território é decorrente da elevação do nível do mar por causa do degelo das calotas polares, do pico das grandes cordilheiras e também de Thule, localizada no norte da Groelândia. Em Tuvalu, a tradição é a pesca e a construção de canoas. A alimentação é a base de peixe, de coco e da seiva do coqueiro. Com as cheias, a terra torna-se salobra, os coqueiros morrem e a base alimentar do povo ilhéu altera-se completamente.

Nos dois casos, emergem os refugiados climáticos, pessoas obrigadas a abandonarem suas terras e se refugiarem em outras paragens por conta da mudança do clima.

Além de apresentar a questão dos refugiados climáticos, os dois casos são importantes, dentre outros motivos, para mostrar o que os economistas chamam de externalidades negativas. Externalidades são os efeitos colaterais de uma decisão sobre aqueles indivíduos que não participaram da referida tomada de decisão. Exemplo de externalidade é a poluição dos carros sobre as pessoas que não usam carro; da água contaminada bebida por gente que não contaminou a água. Nos casos de Thule e Tuvalu, as externalidades negativas são o degelo e o risco de submersão da ilha no oceano, ambas em decorrência das mudanças climáticas causadas por outros países, principalmente por países industrializados. Então, esses países industrializados geraram externalidades negativas (um efeito colateral de suas ações) sobre Thule e Tuvalu.

Finalmente, a partir dessa ideia de externalidade, o filme é quase um apelo para que se pense em mecanismos capazes de fazer com que os países geradores de externalidades, internalize-as.

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