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Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
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Vidas ceifadas

14 JUN 2016 - 08h00

lorena burger jurada do c de cronica-frrMais uma vez nossa região é afetada com um acidente de grande porte que ceifa a vida de muitos jovens com promissoras carreiras.

Todos nós já fomos estudantes um dia e sabemos a alegria que é o retorno ao lar, maior ainda quando podemos confabular com nossos colegas e roçar ideias sobre matéria dada na sala de aula ou sobre a última prova.

A viagem longa acaba levando esses jovens a se acomodarem e aproveitarem a viagem demorada para descansar.

Talvez alguns ainda permaneçam acordados, absortos em seus próprios problemas, enquanto outros dormem o sono leve das viagens em estradas com curvas e algumas paradas em seu percurso, onde um ou outro colega vai descer por ter chegado ao seu destino.

Essas viagens aconteceram durante quase meio ano, sem que nenhum problema tirasse o sossego desses estudantes, que após trabalhar durante o dia, se reúnem em grupos para esperar o chamado "fretado" que os levará com destino às faculdades em outra cidade, longe de suas moradias, mas que é o local onde buscam se aprimorar para obter boas chances de emprego com o diploma ali conquistado.

Muitos desses ônibus seguem das proximidades das faculdades para os mais diversos destinos levando esses jovens de volta para casa e essa rotina durante alguns anos não foi abalada, a rotina não tendo alteração e eles indo e voltando com tranquilidade.

Entretanto, encerramos o dia 8 de junho com a triste notícia do ônibus que levava estudantes com destino ao litoral, com ponto final em São Sebastião, que tombou na serra úmida e fria causando a morte de 18 desses jovens que após o dia de trabalho e a noite nos bancos escolares. Voltava para o lar, para o descanso merecido.

O acidente deixou transtornadas as pessoas das nossas cidades, pois, há exatos 44 anos aconteceu outro acidente violento, que também causou a morte de outros jovens que e dirigiam para as mesmas faculdades.

Nós que temos filhos jovens que ainda buscam o aprendizado e o aperfeiçoamento e, que para que isso aconteça se sacrificam nas conduções lotadas, nos trens ou nos ônibus fretados, sabemos que nossos corações somente se tranquilizam quando os vemos entrar em casa sãos e salvos, mesmo sabendo que no dia seguinte tudo se repetirá.

Assistimos com lágrimas nos olhos alguns pais receberem a confirmação da morte de seus filhos e, percebemos que o brilho que neles havia a vida que naquele olhar palpitava se apaga diante da rudeza da notícia... Os sonhos que morrem a felicidade que se esvai, o futuro cheio de dor e tristeza que será rotina dali para frente...

Colocamos-nos no lugar desses pais, que após receber a notícia arcam, como se o peso do mundo estivesse acomodado sobre suas costas e imaginamos se isso nos ocorresse, como seria nossa vida... O vazio que se instalaria o desânimo de progredir, o desalento de não mais ver aquele sorriso jovem entrando e saindo de casa trazendo o sol e o calor para nosso peito.

Nesse momento, só podemos nos unir em pensamento e vibrar para que o Mestre receba em seu regaço essas jovens almas que partiram tão cedo e que permita o consolo para a dor da perda, para aqueles que ficam com o vazio no coração, na alma e na vida...

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