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Jornal Diário de Suzano - 22/02/2018

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26 MAI 2015 - 08h00

Ela era uma senhora muito elegante, sofisticada; considerada como uma das mais ricas da cidade. Tinha tudo que queria; carros de luxo, roupas de grife e joias caríssimas. Morava em uma ampla casa no bairro mais nobre; tinha empregados para tudo. O problema é que repentinamente faleceu em razão de enfarte fulminante. Ao chegar na sala de espera do céu, ela encontra um anjo e diz: "Na terra, lugar de pecadores, Deus me propiciou grande prosperidade; pude ter tudo o que desejava. Imagino que agora aqui no céu Deus vai me dar um castelo para morar. O anjo lhe respondeu: "Tens razão, estava verificando seu fichário; Deus foi muito misericordioso contigo. A questão é que você foi deveras egoísta; não teve misericórdia com teu próximo. Ponderando erros e acertos, a conclusão é que suas boas ações na terra foram tão poucas que só dá para lhe proporcionar aquela humilde barraca embaixo daquela árvore, onde vais ficar para sempre. Moral da história: Deus não condena a riqueza, Deus condena o egoísmo. Arnaldo Jabor disse certa vez que "existe um porre muito antes do álcool. É a bebedeira egoísta e narcisista de ignorar os outros". Acredito que é muito pouco nos dedicarmos apenas aos parentes e pessoas que amamos. Na verdade, isso nada mais é que obrigação. Deveríamos ter olhar um pouco mais longo. À vezes, para não termos sentimento de culpa ou deixar aflorar a caridade, depositamos algumas moedinhas no pires da igreja ou na mão de uma criança de rua. Será que é o suficiente? Para que nosso planeta seja um lugar melhor para se viver, é necessário que aqueles mais favorecidos com inteligência, equilíbrio emocional, saúde, riqueza, racionalidade e espiritualidade dividam um pouco do bônus que receberam. Não levaremos absolutamente nada deste mundo. Tenho convicção que a partida será mais afável se tivermos a certeza que soubemos dividir no decorrer da vida tudo o que tivemos de bom não só com aqueles que estimamos mas também com aqueles que pouco conhecemos mas que necessitam de muito.



Jorge Lordello

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