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Jornal Diário de Suzano - 01/10/2020
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Você tem o hábito de combater o efeito ou a causa de seus problemas?

28 OUT 2015 - 07h00

Jorge LordelloSentados à beira do rio, dois pescadores estavam esperançosos de fisgar muitos peixes, que serviriam para alimentar suas famílias. De repente, gritos desesperados de crianças invadem o silêncio do bucólico local. Assustados, olham para frente, para os lados e nada enxergam. Os gritos continuam, e, de repente, trazida pela correnteza, surge a imagem aterrorizante de duas crianças pedindo socorro. Os pescadores imediatamente se lançam nas águas do rio. À custa de grande esforço, conseguem salvar duas meninas, que tinham de 5 a 6 anos. Logo em seguida, mais berros agonizantes... Agora, o pesadelo era maior; quatro crianças estavam sendo tragadas pelo rio. Os valentes homens novamente se jogam na correnteza, mas, infelizmente, só conseguem salvar duas crianças... as outras se afogam. Naquele momento, surge o sentimento de frustração pela perda de duas vidas. Não refeitos, ofegantes, exaustos, escutam uma gritaria ainda maior. Desta vez, oito pequenos seres se debatem, lutando por sobreviver à força do rio, que nessa noite parecia uma fera faminta. Um dos pescadores pula na água; o outro vira-se rumo à estrada que acompanha a subida do rio. O amigo grita: "Você enlouqueceu, não vai me ajudar a salvar vidas?" Sem diminuir o passo, o outro, responde: "Tente fazer o que puder. Vou verificar por que está acontecendo isso com as crianças e tentar sanar o problema". A presente estória nos leva a profundas reflexões. Muita gente se torna expert em combater o efeito, deixando, no entanto, de procurar a causa de seus problemas. Do que adianta tomar analgésico forte contra dor de dente se não for ao dentista para descobrir o motivo do sofrimento?

E têm aqueles que reclamam por não conseguir relacionamento afetivo profícuo. Mas qual será o motivo? E os que sempre estão passando por dificuldades financeiras e culpam, por isso, tudo e a todos, sem atentar para a busca da raiz do insucesso. Imputar infortúnios a outras pessoas, ao sistema, à economia, ao azar... não leva a lugar nenhum que não seja o agravamento da situação. Amigo leitor, não adianta remédio paliativo, a resolução do problema está em encontrar a verdadeira "causa" que o gerou. E essa resposta sempre vai estar em nossas mãos e não em mãos alheias.

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