Envie seu vídeo(11) 97569-1373
quinta 03 de dezembro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 03/12/2020
Sec de Governo - Educação Kit de Atividades 02 - Dezembro
Sec de Governo - Educação Kit de Atividades - Dezembro

Volante e bebida

04 NOV 2015 - 07h00

lorena-burger-jurada-do-c-de-cronica-frrAs pessoas consumirem bebidas alcoólicas e se posicionarem atrás do volante é um fato bem mais comum do que parece e é uma coisa que acontece desde há muito tempo...

Em outros tempos os veículos mais pesados, sem tanta tecnologia, por isso quando ocorria um acidente o mais comum era ter como vítima o próprio condutor e o passageiro...

Já era uma irresponsabilidade dirigir nessas condições, mas as punições eram brandas e as pessoas não se preocupavam em pagar cestas básicas quando feriam terceiros, coisa meio típica de nosso povo, infelizmente.

Atualmente os veículos são muito mais tecnológicos mais leves e por isso mesmo necessitam de muito mais atenção do condutor, pois, respondem rapidamente a qualquer intervenção do condutor, mesmo que errada.

Como profissional do direito, desde há muito vejo o descaso dos condutores quando são flagrados alcoolizados ao volante, quando a penalidade pecuniária era mais leve sequer se incomodavam e não se preocupavam com a Justiça, onde já sabiam que iriam ser punidos com o pagamento de cestas básicas ou prestação de serviço comunitário...

Hoje a penalidade administrativa é a perda do direito de conduzir veículo por um ano, a multa é relativamente alta, mas não preocupante... E na Justiça vão ser penalizados certamente, mas por um crime culposo, como se não tivessem tido a intenção de fazê-lo, podem ter que indenizar a família da vítima, mas saem de certa forma ilesos e ainda conseguem apresentar recursos em outras instâncias que se delongam no resultado final, protelando a Justiça esperada pela vítima ou pelos seus familiares.

Entretanto, os especialistas em Direito de Trânsito, entendem que o enquadramento do crime de atropelamento como culposo atenua em muito a punição deixando ao responsável à sensação de que nada fez de grave e aos familiares a ideia de que justiça não foi eficiente.

Se tomarmos do volante, cientes que bebemos e que não estaremos em perfeitas condições mentais e físicas para conduzir um veículo, sabemos de antemão de estaremos colocando em risco à própria vida e a vida de outras pessoas que por infelicidade cruzarem o nosso caminho então, é com esse entendimento que o crime de atropelamento deveria ser enquadrado como doloso, isto é, que teve sim a intenção de fazer uso indevido de uma arma perigosa que é um veículo conduzido sem o senso de responsabilidade.

Enquadrado de maneira diversa do que é atualmente entendido, certamente tornaria o crime passível de penas maiores, tanto as pecuniárias como as privativas de liberdade. Impediria também que esse condutor se reabilitasse rapidamente e voltasse às ruas com tanta facilidade.

Pode parecer terrível, mas a maioria de nós só se coloca no lugar do condutor e poucos se colocam no lugar da vítima ou de sua família, que é de fato a que recebe a maior punição... A possível deficiência ou a ausência definitiva de alguém querido...

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias