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Jornal Diário de Suzano - 12/05/2021
COLUNA

Jorge Lordello

delegado e escritor

Geração de jovens que culpa pais e o sistema

27 JAN 2021 - 05h00
Relembrando a época da escola, me veio à mente alguns professores que tive e que eu os julgava rudes e enérgicos demais. Depois que me formei na faculdade e comecei a trabalhar, entendi que esses mestres queriam extrair o melhor dos alunos, buscavam que tivessem uma boa formação escolar. 
No meu primeiro emprego, meu chefe também era um homem rigoroso, que buscava os melhores resultados para a empresa mas também para se manter no trabalho. O professor rude estava preocupado com minha formação, já o chefe... 
Sempre teremos bons alunos e aqueles nem tanto. Como de resto, existem os bons trabalhadores e os que deixam a desejar. No entanto, atualmente, é muito grande o número de jovens, uma verdadeira legião, com pouco interesse em estudos e também em buscar emprego. São praticamente viciados no uso de celular e em jogos eletrônicos. Pior ainda é o fato que boa parte deles migram para o mundo das drogas e ilicitudes. Talvez por falta de ambição profissional, material e intelectual, não fixam objetivos, não têm sonhos que não sejam os de nada fazer; não têm nada no horizonte, só o opaco presente. 
Grande parte desses moços e moças ainda têm tempo; vão amadurecer e melhor se encaixar socialmente. Mas, desde que se conscientizem e estabeleçam novos padrões de comportamento e atitude. No entanto, grande parcela deles opta por colocar a culpa nos pais por seus desajustes. Esquecem de apontar seus próprios erros e péssimas escolhas. Não plantaram e reclamam por não conseguir colher nada. 
Cabe, ainda, comentar sobre aqueles que desejam salvar o planeta ou passam o dia todo discutindo sobre política nas redes sociais e WhatsApp, mas não conseguem arrumar os próprios quartos. Entram em discussões acaloradíssimas na defesa de seus ideais, mas pouco desenvolvem de útil na vida pessoal e profissional. Repetir de ano, cabular aulas ou desafiar os professores, pode parecer engraçado na adolescência, mas na maioridade o jogo é outro; é sério e demanda respeito, noção de hierarquia e disciplina.
A vida não é mais dividida em semestres, não existem mais os verões livres e a possibilidade de emendar feriados. 
A última reflexão é para aqueles que ainda estão na fase estudantil. Sejam amigos dos chamados CDFs, pois num futuro, a possibilidade de virem a trabalhar para um deles é grande. 
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