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Jornal Diário de Suzano - 12/05/2021
COLUNA

Jorge Lordello

delegado e escritor

O erro de querer sair da zona de conforto

09 ABR 2021 - 05h00
O leitor acha possível ir ao Guarujá colocando no APP de localização um endereço da cidade de Ubatuba? É óbvio que não, pois o direcionamento está completamento errado. Seguindo essa esteira de raciocínio, muita gente se equivoca quando decide sair da chamada zona de conforto. 
O leitor ficou confuso? Calma, vou explicar! Nosso cérebro foi formatado para evitar esforço. É a autopreservação, quanto menos energia gastar, melhor para a sobrevivência. Com o tempo, por causa da repetição de comportamentos, o cérebro passa a entender o ritmo de vida da pessoa e, consequentemente, aciona o modo automático, que chamamos de hábitos diários. 
Hábitos são instalados na mente através de repetições constantes por longos períodos, criando, assim, uma "zona de conforto", que nada mais é que a reunião de todos os hábitos. Surge um problema quando, por se sentir improdutiva ou infeliz, a pessoa quer mudar hábitos e, para tanto, passa a pensar da seguinte maneira: "Preciso sair da minha zona de conforto". 
É um erro acreditar que isso é possível. Poucas pessoas implementam mudanças que se tornam contínuas a ponto de gerar novos hábitos. O segredo não é "sair" da zona de conforto e sim "ampliá-la". Ninguém sedentário torna-se atleta do dia para a noite. É impossível perder 11 quilos em curto espaço de tempo de forma saudável. Mas se, diariamente, a pessoa emagrecer apenas 200 gramas, em um ano terá atingido o peso desejado. Dessa forma, estabelecendo mini hábitos diários, não sai da zona de conforto mas amplia sua delimitação de forma vagarosa e praticamente imperceptível, o que evita a desmotivação e a falta de energia. 
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