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Jornal Diário de Suzano - 28/11/2021
COLUNA

Lorena Burger

Advogada

Lorena Burger de Freitas Alves dos Santos é advogada

Memórias de um tempo gostoso

23 NOV 2021 - 05h00

Infância... Quando passamos por ela usufruímos tudo que é permitido, até com algumas travessuras que nos custaram algumas broncas, castigos e até mesmo uns merecidos puxões de orelha... Mas certamente não tem tempo melhor em nossa vida...
Tínhamos nossos pais, a família sempre próxima a nos proteger, alimentar e cuidar, dando carinho e atenção, não tínhamos preocupações a não ser usufruir a vida desde que abríamos os olhos até o momento em que nossos pais nos encaminhavam para a cama, para onde ainda relutávamos a nos recolher.
Nos dias de chuva impedidos de brincar ao ar livre, ficávamos dentro de casa, muitas vezes aconchegados aos nossos irmãos no sofá, assistindo desenhos, imaginando que era muito melhor se o Sol tivesse aparecido e estivéssemos livres no quintal para correr e saborear as frutas colhidas na hora, mas estávamos ali, debaixo do cobertor, certamente provocando o irmão mais próximo só para poder ouvir a mãe lá da cozinha nos chamar atenção...
Esse tempo infelizmente voou... Passou muito rápido e logo nos vimos envolvidos em obrigações escolares e tempo reduzido para as brincadeiras tão salutares e envolventes com irmãos e coleguinhas...
E de repente, sem nos darmos bem conta de como isso aconteceu, estamos cercados de obrigações e compromissos, com tempo mais restrito para lazer e diversão...
Brincadeiras e reuniões com os coleguinhas, os irmãos e até mesmo com a família parece ter ficado num tempo tão distante que só faz parte de nossas memórias felizes.
Envolvidos nas obrigações cotidianas do trabalho e da família, por vezes nos pegamos lembrando quando não tínhamos noção do tempo e das horas, só mesmo lembrando de nos alimentar quando éramos chamados por nossas mães ou quando nossas barrigas roncavam de fome após tantos exercícios e travessuras. 
Envolvida no trabalho dia destes mais frio e chuvoso, lembrei com saudade de tempos passados, quando minha avó sempre carinhosa e preocupada com nosso conforto nos trouxe mantas de lã para nos aquecer nos dias mais frios... Muito mais leves que os cobertores que usávamos normalmente assim acabávamos levando também para o sofá quando não podíamos sair de casa por conta da intempérie e assim aconchegados assistíamos na televisão os desenhos que nos divertiam e faziam passar mais rápido o tempo.
Agora as crianças veem de maneira muito diferente esse tempo tão curto e feliz de nossas vidas, empolgadas com tanta tecnologia, envolvidas em jogos eletrônicos, mal percebem o Sol que aquece e ilumina o dia, nem sabe o que é brincar de correr, de esconder, de pular corda, de conversar sobre o futuro, sentados em turma na calçada, não tem noção do que é cair e ter que limpar o machucado e depois passar o terrível mertiolate que doía e não amenizava nem mesmo com assopro coletivo.
As conversas são pelo telefone celular nas páginas sociais, sem contato, sem risco de machucados e tombos, mas que certamente causam preocupações bem maiores aos seus pais, pois, silenciosos guardados na solidão de seus quartos, muitas vezes enfrentam problemas que nem sequer podíamos em outros tempos imaginar...
Fico aqui imaginando que boas lembranças terão do tempo de sua infância, vivida assim tão isolada e apática...

 

SECOM VOLTAS AS AULAS

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