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Jornal Diário de Suzano - 25/01/2022
COLUNA

Lorena Burger

Advogada

Lorena Burger de Freitas Alves dos Santos é advogada

Saudosismo

07 DEZ 2021 - 05h00

Por que será que nos tornamos tão saudosistas com o passar dos anos?
Sempre temos boas lembranças de histórias que já vivemos em qualquer idade e contamos com prazer nossas peripécias mesmo as recentes para nossos familiares e amigos e isso sempre traz felicidade.
Entretanto, o passar dos anos nos traz uma imensa saudade de coisas que fizemos que vivemos que partilhamos, mas traz também a impossibilidade de rememorar com aqueles que conosco vivenciaram esses momentos especiais, alguns pela distância, outros por termos perdido contato e a grande maioria porque já partiram...
Levantamos e ao tomar café já sentimos uma nostalgia, nos parece que o pão tinha mais sabor, que a consistência da manteiga era diferente...
E assim prossegue o dia, e as recordações tomam conta do tempo que temos e que agora, mais tranquilos parece ser imenso...
Enquanto observamos a natureza, confortavelmente sentados lá na varanda relembramos nosso tempo de criança, o café colocado à mesa com carinho por nossa mãe, o pão normalmente feito por ela logo cedo e até mesmo aquele comprado no armazém que não era assim pequeno e individual, mas em enormes filões que serviam a toda família, tudo parecia ter outro sabor...
Nossas viagens em família quando crianças, nossas aventuras quando adolescentes com os primos e com os amigos, tudo tinha outro contexto.
Aí, sem muito para fazer vamos curtir as páginas sociais, uma modernidade que aderimos com prazer e lá também vemos outros como nós reclamando das mudanças nos sabores, na qualidade e na forma de quase tudo.
Temos saudade das viagens de trem, com seu balanço e barulho peculiar, que nos levava passear longe de nossas casas para visitar parentes queridos que moravam no interior e, lá chegando a alegria com que nos recebiam e os dias prazerosos que lá vivenciávamos era tudo maravilhoso.
A volta sempre animada com tanta coisa para comentar e relembrar deixava a viagem bem mais curta.
Agora muito mais sossegados que em outros tempos, a maioria curtindo a merecida aposentadoria, podemos relembrar com calma de coisas que vivemos e que participamos, certamente interiormente ficamos felizes com essas recordações, principalmente com aquelas que nos é possível repartir com quem vivenciou tudo aquilo conosco e além de rir de algumas situações compartilhar e sentir aquela felicidade novamente.
Esses novos tempos nos trouxeram conforto, mas também nos trouxeram preocupações e nos deixamos levar por elas e por alguns problemas que nos atingem e com isso não viajamos tanto, preferimos o conforto de nossos lares e assim não abrimos oportunidades para novas atividades e acabamos vivendo de doces lembranças que acalentam nossos corações e, de certa maneira nos deixamos levar.
Certamente temos ainda parentes que residem distante de nós, que hoje sem o trem, nada nos impede de ir visitar, afinal ainda existem ônibus, nossos veículos e para as viagens mais distantes o avião, então poderíamos nos locomover até lá, reviver com aqueles que ainda estão por aqui muitas alegrias, mas preferimos dar desculpas esfarrapadas para nós mesmos e nos manter recolhidos em nossas casas, fazendo nosso cérebro funcionar, nos trazendo todo tipo de recordação e nos fazendo sentir saudade de um tempo feliz que usufruímos na certeza de ali hoje faltam muitos personagens importantes... 

 

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