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Jornal Diário de Suzano - 05/12/2021
COLUNA

Padre Carmine

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Os 100 Anos da chegada dos japoneses em Suzano

09 JUL 2021 - 05h00

É muito óbvio que a Colônia Japonesa não vai deixar de celebrar este ano os 100 anos da chegada em Suzano da primeira família japonesa.
De fato, conforme o historiador Dr. Suami P. de Azevedo, o primeiro a se estabelecer foi Jihei Haguihara, em março de 1921.
Por isso, é da apreciar a data tão significativa dos 100 anos, dando valor às
comemorações e celebrações de caráter cultural, religioso, folclórico, culinário e familiar, envolvendo toda a sociedade suzanense.
Além da enormidade cósmica que o Japão tem no cenário mundial, sobretudo com a realização das Olimpíades, também podemos destacar a importância que a Colônia japonesa tem na Região do Alto Tietê e em Suzano. 
Sei que a imigração japonesa no Brasil tem como marco inicial a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908.
Do porto de Kobe a embarcação trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão.
No entanto sabemos, segundo o historiador Mario Sergio de Moraes de Mogi das Cruzes que a respeito da Região do Alto Tietê, a Colonia Japonesa se estabeleceu antes em Mogi das Cruzes, no bairro do Cocuera que recebeu o sr. Shiguetoshi Suzuki e sua esposa em 1919 e logo em seguida, em março de 1921, a família do sr. Jihei Haguihara, se estabeleceu em Suzano. Os municípios de Biritiba Mirim, Guararema, Salesópolis, Santa Isabel e Arujá, também registram grande número de descendentes nipônicos. 
A chegada nos municípios se deu pelo fato de muitas famílias japonesas que trabalhavam no interior do Estado de São Paulo começaram a enfrentar várias dificuldades, como péssima remuneração, arrogância dos fazendeiros, isolamento no campo.
É ainda comum, descendentes de japoneses da faixa dos 80 anos dizerem que têm aversão de comer abóbora, afinal, é o que comiam no dia-a-dia nos cafezais paulistas.
Por isso decidiram se deslocar para outras áreas, no intuito de nelas concretizar seus planos de permanência definitiva no Brasil. 
A Região do Alto Tietê foi uma das regiões escolhida em virtude da existência de vários grupos de imigrantes e também por seu potencial econômico para o setor agrícola Em Mogi das Cruzes e Suzano, muitos japoneses se radicaram e voltaram- se para a agricultura.
Ao longo de décadas eles se uniram, fundaram cooperativas agrícolas que distribuíam a grande produção, que teve como auge a década de 70, em que a Região do Alto Tietê se projetava como uma das maiores produtoras de legumes, verduras e aves do Estado de São Paulo.
Os imigrantes Japoneses vieram para o Brasil encaminhados pelas companhias de emigração do Japão. Eram todas famílias de lavradores, que tinham suas 
passagens bancadas pelo governo paulista, vindo diretos para a lavoura cafeeiraonde trabalhariam como colonos.
Adotaram o Brasil como segunda Pátria, vivendo e evoluindo na sociedade brasileira, formando colônias e contribuindo muito para o progresso do Brasil.
Bom seria celebrar na Matriz de São Sebastião ou no Bunkyo da Associação Cultural Suzanense ou do ACEAS uma Missa de Ação de Graças ou um Culto Religioso com outras entidades religiosas conforme as necessárias solicitações da Colônia Japonesa.

 

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