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Jornal Diário de Suzano - 05/12/2021
COLUNA

Padre Carmine

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São Francisco, o cantor da Criação

01 OUT 2021 - 05h00

São Francisco, o Santo de Assis, festejado no dia 4 de outubro, é lembrado no mundo inteiro por ser o cantor da Criação. Ele viu nela a presença do Criador e a grandeza da Obra divina, porém, ao mesmo tempo, percebeu as muitas feridas provocadas pela ação humana contra a natureza.
São Francisco nos convida a refletir sobre a realidade da mãe terra, sobre a escassez da água, sobre o desmatamento das florestas, sobre o baixo nível dos rios e sobre a extinção de várias espécies de animais. O Papa Francisco continua ainda hoje a nos alertar que a degradação do meio ambiente e as substâncias tossicas que provêm das industrias, provocarão graves danos a toda a humanidade.
Há anos, a Igreja vem trabalhando em defesa da Criação e do meio ambiente e por meio da Pastoral da Ecologia visa proteger a “Casa comum” e a mãe terra, generosa e rica de minerais e de recursos naturais.
Houve um tempo em que a natureza estava marcada por formas de vida mais equilibradas entre o homem e a mãe terra. Hoje existe uma ação devastadora em áreas de proteção ambiental e não há como entender tamanha destruição, visando apenas ao fator econômico e a extração do minério.
É preciso aplicar todas as medidas, a fim de fortalecer a riqueza natural da mãe terra.
Em consequência do desastre que afeta o planeta Terra, deve ser possível encontrar algumas pistas, para trilhar o caminho que leve a conhecer a verdade sobre o uso dos recursos naturais.
Cresce hoje, a consciência de que o sofrimento dos seres humanos está também ligado à devastação do planeta Terra.
Sem o diálogo, o respeito e a intimidade com a criação e com tudo o que ela oferece, a humanidade não terá condições de sobreviver.
Que os males cometidos contra a Criação acionem a consciência de cada ser humano, despertando os mais profundos sentimentos, para uma nova conduta ética na defesa do meio ambiente.
Por sua vez, também as religiões do mundo inteiro deveriam concentrar-se menos sobre o céu, o nirvana, a salvação a ser alcançada no paraíso, para dedicar seus esforços no sentido de curar as feridas sofridas pela mãe terra. É preciso eliminar as pragas históricas das guerras, dos bombardeios, dos experimentos nucleares, da devastação do solo e concentrar-se na defesa integral da Criação, da Casa Comum e dos bens materiais e divinos,
A destruição das florestas, em diversos cantos da terra longe de ser vista com sentimentos de comiseração, diz respeito ao desejo profundo de remediar todas as formas de sofrimento que corroem a humanidade e o meio ambiente.
O Santo de Assis olhava com ternura, com veneração e respeito tudo o que estava ao seu redor.
Diante da tamanha grandeza e beleza da irmã terra, do sol, da lua, da água, dos seres viventes que existem sobre a terra, nas águas e no céu, compôs o “Cântico das Criaturas”, um louvor cósmico, no qual manifestava a sua experiência de fé vivida com o Criador e com a Criação. Possa o Santo de Assis suscitar na sociedade atual o mesmo fascino e encantamento que ele experimentou contemplando o universo e elevando um canto de amor a Deus e à Criação.

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