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COLUNA

Lorena Burger

Advogada

A doença do século

20 MAI 2019 - 23h59
Não sou médica e não entendo nada de medicina, aliás, sou péssima até para guardar nomes de enfermidades e remédios...
Entretanto, estamos todos sendo atingidos pelo mal do século, como muitos chamam o Alzheimer. Vemos com tristeza nossos entes queridos aos poucos irem esquecendo fatos próximos, que creditamos ao estresse diário que atinge a tantos de nós.
Entretanto, silenciosamente a memória vai se apagando e repentinamente percebemos que não se lembram de quem somos o que fazem naquele local e, enquanto ainda mantém ativos os movimentos e a fala, conseguindo se higienizar, se alimentar e se locomoverem sozinhos ainda agradecemos a Providência, pois, apesar das raras e esmaecidas lembranças ainda convivem com os familiares, refazendo inúmeras vezes a mesma pergunta e se repetindo em fatos que já contaram para todos os membros da família.
E mesmo sabendo das dificuldades desse ser querido, vamos buscando entender a lógica do corpo humano que para uns mantém a mente ativa e para outros a apaga lentamente, sem ter um por que definido ainda pelos estudos da medicina.
Infelizmente alguns não só esquecem seus nomes, e todos os fatos de sua vida, acabam por esquecer como mastigar os alimentos, caminhar ou se movimentar, é como se uma limpeza geral no cérebro tivesse apagado todos os registros de atividades cotidianas e rotineiras...
Quando isso acontece se impõe duro sofrimento aos parentes próximos, que não são mais reconhecidos, que não recebem um olhar amoroso, ao contrário quando se aproximam recebem um olhar disperso, onde não se vê nem um mínimo de curiosidade... Perdido no tempo e no espaço, olhando para o nada que sua existência se transformou.
É necessário um exercício diário de amor e de lembranças, para continuar tratando com muita atenção aquele ser que agora ocupa um espaço em nossa casa, mas que de nada recorda...
Ter a consciência que apesar do corpo estar ali inativo, aparentemente ausente, em muitos casos, é a esse ser que ali está que devemos a vida, o carinho que teve quando nos ensinou os primeiros passos, quando com atenção nos mostrou como balbuciar as primeiras palavras e quem devemos tudo que conquistamos durante nossa jornada e, tratar com atenção e carinho, mesmo que tenhamos a certeza de quem nem um leve aceno de agradecimento iremos receber em troca de nossos cuidados.
Temos que ter consciência que o corpo hoje sem movimento e livre de lembranças ainda pulsa cheio de vida, apesar de mais se assemelhar a um vegetal, que carece de cuidados para sobreviver.
Afinal, aquele corpo sem memória e até mesmo sem movimentos, tem uma alma que não mais consegue manifestar seus desejos e anseios, mas que de algum lugar pode nos observar, porque o que se perdeu foi a memória do corpo, a alma não adoece somente se vê impedida de expor suas afeições...
É certo que quando esse mal atinge alguém que nos é querido é próximo, o sofrimento é imenso, pois, ali não mais veremos o olhar amoroso, os cuidados que recebíamos diariamente, a atenção para nossas conversas, mas mesmo assim é alguém a quem devemos retribuir muito amor e atenção...
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