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COLUNA

Sueli Barão

É evangélica, professora escreve aos domingos

A glória é de Deus

04 FEV 2018 - 05h00
Conta-se que o Titanic foi considerado pelos seus construtores como o navio que "nem Deus podia afundar". Mas o Titanic bateu em um iceberg, que tinha 30 metros de altura. O rombo que ele deixou no casco direito do navio, que nem Deus poderia afundar, tinha 90 metros de comprimento. A altura de um edifício de 25 andares. Morreram 1502 pessoas. Foi a maior tragédia que já aconteceu no mar. E era, para os seus construtores, uma tragédia impossível de acontecer. A Bíblia diz que o orgulho precede a queda. (Provérbios 16:18) O que é o homem? O Salmo 8 mostra quão pequeno é o homem diante do Universo: "Quando admirado, olho o céu à noite, o céu que Tu criaste com as Tuas mãos; quando vejo a lua e as estrelas que lançaste no espaço, fico pensando... Afinal, por que Deus foi dar tanta atenção a essa coisa tão pequena que é o homem? Por que Ele procura se aproximar de nós? No entanto, o homem é apenas um pouco menor que Deus. Tu, Senhor, deste ao homem grande glória e honra!" O homem foi considerado a coroa da criação. Mas tudo isso com o propósito de glorificar o Senhor. O que vemos, porém, é que isso raramente acontece, pois o homem é tentado a usar as habilidades dadas por Deus de forma egoística, sempre em proveito próprio. 
Nada é mais detestável para Deus do que o orgulho. O primeiro pecado, o fundamental, em essência, é o que objetiva a entronização do "eu" no lugar de Deus. Foi esse pecado que transformou Lúcifer, anjo de luz, guardião do trono de Deus, no abominável inimigo infernal, e que o levou a ser expulso do céu. Das muitas formas que esse pecado assume, nenhuma é mais abominável do que o orgulho espiritual. Ser orgulhoso dos dons que Deus concedeu, ou da posição a que Seu amor e graça nos elevaram, é esquecer de que a graça é uma dádiva, e que tudo quanto temos nos foi dado por Ele.
O orgulho quase fez o general sírio Naamã, doente de lepra, perder a chance de ser curado. Como se sabe, ele não queria de jeito algum sujeitar-se a mergulhar sete vezes no rio Jordão, um rio pequeno de Israel, já que podia fazê-lo nos grandes rios de seu país. (II Reis 5) O rei da Babilônia, Nabucodonosor, foi acometido de uma doença estranha, provavelmente licantropia, por causa de seu orgulho. Essa doença fez com que ele agisse como um animal inferior. Tudo começou quando ele estava passeando pelo terraço do palácio real e disse: - "Eu mesmo, com o meu grande poder construí esta bela cidade para ser minha casa, a capital do meu grande império". Ele ainda estava falando, quando ouviu uma voz que vinha do céu: "Você já não é o rei deste grande império! Você será expulso do seu palácio e vai viver com os animais do campo; vai comer capim como os bois durante sete anos, até compreender que Deus é quem domina sobre os reinos da terra e os entrega a quem Ele quer". No final dos sete anos, a mente de Nabucodonosor voltou a funcionar como mente de homem. São dele essas palavras: "Por isso, agora eu, Nabucodonosor, louvo, glorifico, honro o Rei do Céu, o grande Juiz, porque todos os seus atos são justos e bons. Ele pode humilhar os orgulhosos, fazendo com que se arrastem no pó". Amigo leitor, que a nossa vida aqui na Terra, em todos os aspectos, traga sempre glórias a Deus!
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