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A perda de um grande campeão suzanense

26 SET 2018 - 23h59
Uma bela amizade pude viver ao longo de muitos anos com o casal Davi Trinca, já falecido e Neuza, pais de Marco Aurélio, Marcelo e Alana. Por minha sorte encontrei o casal e os filhos várias vezes. Foram momentos bons, como a celebração das Bodas de Ouro do Sr. Davi e da Sra. Neuza e momentos tristes como a recomendação do corpo do Sr Davi, que teve uma impressionante carreira de judoca e foi técnico de uma das mais procuradas escolas de judô em Suzano. Foi ele que ensinou Marco Aurélio e Marcelo a esticarem os braços e pernas para derrubarem os adversários.
Marco Aurélio Trinca teve uma brilhante carreira, foi um dos maiores esportistas na história do Judô Sentimos muito a sua perda, por ser não apenas um grande campeão, mas um excelente esposo, pai, atleta e amigo. Era estimado em toda a cidade de Suzano e pelo mundo afora. Estava prestes a disputar a oitava competição mundial, após ter ganhado 4 títulos, sem contar os sucessos nos campeonatos Sul Americanos e Pan Americanos.
O Judô foi a sua paixão, a sua vida. A sua história foi bem semelhante à história de seu pai, que quando estava vivo, acompanhava feliz as vitórias de seu filho.
O impacto crucial que Marco enfrentava, não era a luta contra os adversários, mas a luta contra a morte, porque ele se tornou conivente com ela, sem medo de carregá-la e enfrentá-la. Uma boa parte de responsabilidade da tragédia que causou a sua morte, veio do maior obstáculo contra o qual Marco Aurélio lutou durante muitos anos.
Sabendo que o coração não cura o coração, após o primeiro infarto sofrido há alguns anos, ele se submeteu a vários tratamentos, foram oito cateterismos, precisando colocar 6 stents. Para lutar com força e confiança Marco seguia um ritual de cunho religioso: era devoto de Nossa Senhora. Ela lhe dava a capacidade de lutar, de vencer, de sorrir, de viver, não obstante ele estivesse consciente do desgaste físico que atingiu fatalmente o seu coração. Marco Aurélio, no breve tempo da sua existência prestigiou o tempo cronologicamente curto de 53 anos, com uma intensa vida familiar ao lado do pai, de sua mãe, dona Neuza, que está inconformada pela perda de seu filho, da sua esposa Célia com a qual estava casado há 26 anos e ao lado dos filhos Marco Aurélio e Yasmin, do irmão Marcelo e da irmã Alana
Foi uma despedida grandiosa para um grande amigo e campeão. Sem achar, claro, que ele ficaria trancado ali no caixão, mas com a certeza de que ele será conduzido por Deus a viver de forma mais segura, mais humana e vitoriosa, a sua jornada eterna no céu.
Do luto e da tristeza passemos a nos alegrar com o triunfo no céu, o dele e o de tantos outros vencedores que na terra souberam vencer as batalhas da vida, sem egoísmo e sem maldade. Tenho certeza que a vida de Marco Aurélio ficará enaltecida não pelos títulos e medalhas conquistadas, mas por ter sido um ser humano capaz de amar e ser amado. A vida do judoca ficará na história de Suzano, do judô suzanense, brasileiro, Sul Americano, Pan Americano e Mundial.
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