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Jornal Diário de Suzano - 03/08/2020
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COLUNA

Lorena Burger

Advogada

Lorena Burger de Freitas Alves dos Santos é advogada

Amores incompreendidos

01 MAI 2018 - 00h59
A mulher ao tornar-se mãe muda e se transforma numa pessoa melhor, dadivosa, que não consegue cobrar a reciprocidade do amor que dedica aquele ser que gerou durante longos nove meses no aconchego do seu ventre.
Esquecem as dores, os sofrimentos e somente lembra tudo de bom que viveu o primeiro sorriso, o balbuciar, primeiros passos, a alegria dos passeios, da escola, dos aprendizados... E para ela tudo sempre tem o lado positivo, a alegria que vivenciou.
O tempo passa eles crescem e vão viver suas vidas e ela fica com as lembranças e a esperança sempre viva no olhar, aguardando o retorno, a visita e, o coração já bate acelerado quando sabe que estão chegando. 
Não precisam trazer nada, nem presentes, nem flores... Só a presença é suficiente para encher de alegria aquele coração de mãe, de mulher que se transformou ao dar passagem para uma nova vida.
Esse é um sentimento, uma sensação inigualável e inexplicável, só entendido por aquelas que geraram vidas ou que abriram seus braços para aconchegar vidas que não geraram, mas que receberam com o coração aberto para dar muito amor.
E esses filhos crescem, por vezes formam novas famílias e ela, apesar de sentir a dor da perda, do afastamento, fica feliz por eles e, deseja no mais profundo de seu âmago que tenham uma vida maravilhosa e abençoada.
Acredita que nada vai mudar que as visitas vão continuar frequentes, que poderá sempre contar com o abraço carinhoso e a chance de aconchegar novamente perto de si aquele ser que lhe é tão especial razão de enxergar o brilho do sol de cada dia carregado de esperança e de amor.
Entretanto, muitas vezes, por conta da formação de uma nova família, os filhos esquecem suas mães, que muitas vezes viúvas ficam sozinhas e sentem a solidão em seu mais amplo sentido...
Não possuem mais o companheiro para as conversas amistosas nos finais de tarde e anoitecer, os dias se prolongam e, parecem não ter fim desde o seu amanhecer...
Nos finais de semana prepara guloseimas, na esperança de ter com quem compartilhar, mas ninguém aparece e nem mesmo liga para saber como está...
É como se sua vida não tivesse nenhuma importância para aquelas pessoas a quem dedica tanto amor, que em nenhum momento lembram-se de suas mães, que mesmo assim os espera para poder abraçar e até mesmo acariciar os netos, essas crianças que ela trata com a doçura só possível para as avós...
E assim mais um final de semana passa e seu olhar se enche de tristeza, perde o brilho, a alegria...
A semana começa e ela novamente se vê esperançosa, faz planos, prepara a casa com enfeites, na cozinha o cheiro bom de bolo e doces será sentido quando o final da semana se aproximar, o olhar ganha um brilho especial e seu coração transborda de amor genuíno e grandioso...
Para as mães não é difícil perdoar aqueles que gerou, não é difícil entender e desculpar seus deslizes, seus esquecimentos, suas ausências e suas distâncias...
Para as mães tudo é fácil explicar...
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