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Jornal Diário de Suzano - 16/08/2019
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COLUNA

Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Angústia!

15 MAR 2019 - 23h59
A expressão “angústia” me veio à mente, ao coração, com tudo o que passamos em Suzano nessa semana. Seria isso mesmo o que sentia, angústia? Vi o dicionário. De fato, lá estava. O que eu sentia em mim era um “espaço reduzido, uma estreiteza” no peito. Por isso fiquei a imaginar os pais, parentes e amigos das vítimas, os parentes dos demais alunos e demais funcionários da Escola Raul Brasil. Sei que essa “carência, essa falta” angustiante é por demais impactante. Sei que leva um tempo que se alonga para nos darmos conta. Em conversas com amigos, ouvi alguns dizerem do choque sofrido pela gente da Cidade, “um estado de grande inquietude que parece apertar o coração& rdquo;. Sim, sentíamos mesmo a forte angústia, uma “aflição”, é isso mesmo, um “sofrimento”. E como podemos dar força aos tantos que se angustiam agora? Apoio psicológico? Certo. Apoio assistencial? Certo! Carinho da atenção? Sim, claro! Mas sabemos também que este padecimento é demorado, se prolonga...
Com meus quarenta anos de Magistério presenciei muitas coisas, tristes, difíceis, complicadas em Escola. Mas, não lembro de nenhuma tragédia semelhante. Fui assaltado com arma de fogo? Fui, por três vezes. Ruim? Claro! Mas eu já era adulto. E mesmo assim, incomodou por longo tempo. Mas, tem uma diferença, nas minhas experiências nenhum assaltante chegou a atirar. É muito diferente.
Como Gestor de Educação precisei apoiar professores que passaram por experiências traumáticas, como serem agredidos fisicamente por alunos e/ou pais de alunos. Alguns não conseguiram retornar às aulas. Sempre apoiei o programa de Professores Mediadores nas escolas estaduais. Mas tive de demandar por muitos anos, sem sucesso, a atuação de psicólogos nas equipes escolares. Hoje sabemos que, com os inúmeros casos de depressão, precisaríamos também de psiquiatras.
E a questão da segurança nas escolas? Sempre batalhei pelas escolas mais próximas da Comunidade, especialmente com vinculação mais próxima com os pais. Ainda que com uma reserva atenta nas relações. Sempre apoiei os programas antidrogas e, especialmente, o antigo sistema de Polícia Comunitária, a partir da Escola, que, se não me engano, iniciou em Suzano.
Alegar que os problemas da maior tragédia da história da nossa querida Suzano, uma das maiores do País, foram causados só por Bullying ou por falta de segurança nas escolas é não ver, ou não querer ver, a amplitude do que ocorre na Educação Nacional. Ninguém fala do Burnout dos professores, seu extremo desgaste pessoal e de outras tantas questões da nossa Educação. 
Nossa sociedade tem muito a fazer? Isso é absolutamente seguro! Mas, sem mexer na Educação é não querer enfrentar a base do problema. Já cansei de ouvir gente dizendo que os nossos políticos são péssimos. Mas por que a maioria os elege? Seguramente pela formação que tem. As nossas políticas públicas não costumam ser preventivas e as autoridades deixam para consertar, quando dá. E as inundações aparecem. E quem joga lixo nos rios e nas ruas? É gente sem formação educacional.
Quanta falta! Angustia! Então, onde temos de começar os reparos? 
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