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José Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo

Aumento de jornada resolve?

21 DEZ 2017 - 05h00
A quarta conclusão da McKinsey em relação ao Exame PISA de 2015, é no sentido de que o aumento da jornada escolar para até sete horas diárias contribui para melhorar os resultados. Mas também é possível obter ganhos significativos com um melhor uso do tempo atual.
Há um pensamento recorrente de que o ensino integral - permanência o dia todo na escola - é mais produtivo do que a jornada reduzida. Houve tempo em que foram necessários três turnos diários, diante de uma demanda crescente e insatisfeita, não fora essa estratégia.
A jornada média escolar na América Latina é de cinco horas diárias. Mas 15% das escolas oferecem menos de quatro horas diárias de instrução e 6% oferecem mais de sete horas.
A tendência no Brasil é prolongar a jornada letiva diária. O projeto de Escola Integral esbarra em algumas resistências. A primeira é a sistemática da adesão da própria escola. Nem sempre a comunidade escolar está disposta a aceitar um novo regime. Embora alunos e suas famílias queiram a escola num período expandido, não se consegue implementar o projeto, ante a resistência dos profissionais da educação.
Outras vezes é a própria família que pretende se servir do potencial de trabalho dos jovens. Resiste ao ensino o dia inteiro, pois ficará privada de uma contribuição daqueles jovens que já podem trazer para casa algum dinheiro, se cursarem apenas um turno do ensino regular.
Um dos modelos estaduais paulistas onera o orçamento, pois significa 75% por cento a mais na remuneração dos mestres. Então a crise também impede a ampliação no ritmo desejável.
O essencial é concluir que cada meia hora adicional de instrução, até o limite de sete horas diárias, melhora os resultados dos alunos. Isso a McKinsey apurou em seu relatório. Mas é urgente corrigir a constatação de que a maioria dos países da América Latina não aproveita o tempo em sala de aula de modo produtivo. O modo como o tempo é aproveitado é crítico. a OCDE recomenda que 85% do tempo em sala de aula seja usado para aprendizado. Nenhum país latino-americano chega a atingir essa meta. A Colômbia é a campeã: 65%, seguida pelo Brasil - 64%. Mas é muito difícil mensurar a qualidade do tempo de aprendizado. 
A missão dos educadores é a realização de um trade-off, pelo menos no curto a médio prazo, entre investir para aumentar o número de horas da jornada escolar diária e extrair mais instrução - e de melhor qualidade - dentro do horário de aula atual. 
Atividades no contraturno também são interessantes modalidades de intensificar o empenho do estudante para perseguir focos que ele mesmo estabeleça como meta atingível. Conscientizá-lo disso é também uma "lição de casa" a ser encarada pela família, pelos profissionais da educação e por toda a sociedade. Todos somos chamados a contribuir para reduzir as deficiências do processo educacional em nosso País. 
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