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Jornal Diário de Suzano - 17/08/2019
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COLUNA

Padre Carmine

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Carnaval

28 FEV 2019 - 23h59
Muitos municípios grandes ou pequenos comemoram nestes dias a festa do Carnaval. Uma festa sem conquistas e sem vitórias sociais. Atrizes e modelos são as estrelas que o povo quer ver brilhar no carnaval. Estes dias são de muita alegria, dança, festa, comida e bebida, dias de festival e espetáculo colorido com ritmos alegres e variados. 
O mapa dos sambódromos e das avenidas onde desfilarão os carros alegóricos, não mostra, porém, o mapa da vida dos brasileiros, não mostra o mapa de uma sociedade que sofre pelo poder corrupto de sempre. O barulho dos tambores e tamborins, cobre o grito dos excluídos, dos que vivem sem a casa garantida, sem recursos, sem leito nos hospitais, sem remédio ou atendimento necessário, sem emprego
O Brasil para de vez. O carnaval acaba apagando a memória das matanças, das traições dos políticos, dos assassinados, das vítimas de Brumadinho e de seus moradores ainda desaparecidos, dos alagamentos nas cidades de Rio, de São Paulo e de tantos outros lugares do Brasil. Há um contraste enorme entre o Carnaval e a realidade sofrida do povo.
A lua, na sua manifestação gloriosa e cheia de luz, mirando do alto assiste a este grande espetáculo, o Brasil inteiro assiste e sabe que o grito de carnaval sai do coração ferido dos que clamam pela vida, pela igualdade, pela justiça, pela saúde, pela segurança, pelo respeito e por políticas públicas voltadas para o povo. 
Talvez, o Carnaval seja apenas e somente uma válvula de escape para o povo, a causa das desigualdades e injustiças sociais que geram uma vida amarga e sofrida. Com certeza não vai ser o Carnaval a fazer renascer a esperança da vida, da comida sobre a mesa, do prato saboroso, da fartura de uma terra tão linda, fértil e generosa. 
No entanto, mesmo diante de um cenário cheio de tensões, a todos é permitido curtir a alegria de uma festa ritmada pela música, pela dança e pela competição entre as escolas que apresentam seus carros alegóricos. Assim, da mesma forma que o
Carnaval é comemorado em outros países, sem violência, sem brigas e sem desrespeito para com as pessoas.
Centenas de anos atrás, povos agricultores que viviam no Hemisfério Norte
se mascaravam, imitando os animais, dançavam e comemoravam as boas colheitas. No Egito os foliões usavam máscaras e disfarces, simbolizando a inexistência de classes sociais. Os portugueses trouxeram no 1700 para o Brasil o carnaval, cuja tradição na Europa tinha sido transferida na semana antes de começar a quaresma. Foi em Veneza que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles. No Brasil surgiram primeiro os clubes carnavalescos, depois as escolas de samba, até chegar à grande festa que vemos hoje, festa de samba, de show, de desfiles, de carros alegóricos, de fantasias e de libertinagem. Porém, alegria sempre, confusão nunca.
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