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Eduardo Caldas

Foi candidato a prefeito em Suzano em 2004. É professor de Gestão Políticas Públicas na USP

Combate ao Desperdício: uma experiência argentina

30 JAN 2019 - 22h59
No final de novembro, conheci uma experiência de combate ao desperdício de alimentos da cidade de Buenos Aires apresentada no VIII Encontro Regional do Observatório de Direito à Alimentação na América Latina e no Caribe.
Os números gerais que motivam qualquer iniciativa de combate ao desperdício são alarmantes. Em 2017, enquanto o mundo tinha 821 milhões de pessoas subnutridas; as perdas de alimento e o desperdício chegavam à ordem de 1,3 milhões de toneladas anuais no planeta.
Em Buenos Aires, o desperdício na comercialização é motivado por 06 elementos: estético; datas de vencimento próximas do limite; renovação de estoque; fim de promoções; administração ineficiente; e impossibilidade ou ineficiência de coordenação de doações e excedentes.
O desperdício no consumo final é motivado por outros 03 elementos: falta de planejamento nas compras; desconhecimento sobre formas de manejar e preparar os alimentos; erros de interpretação de datas de vencimento.
A partir desse diagnóstico, foram implementadas cinco políticas, educativas, eficazes e simples:
1. Material de difusão sobre o combate ao desperdício. 
É a produção de livretos sobre leitura de etiquetas nos produtos alimentícios, dicas práticas para o reaproveitamento de alimentos, técnicas para o preparo do alimento em casa, e ferramentas para combater o desperdício na cidade.
2. Programa Minha Escola Saudável, desenvolvido por meio de oficinas de educação alimentar, com atividades recreativas e entrega de material didático, tem o objetivo de melhorar os hábitos alimentar e a prática de atividades físicas dos estudantes.
3. Programa Estações Saudáveis. Instalação de 40 bancas em pontos estratégicos da cidade e a criação de outras duas estações móveis para promover oficinas sobre bem estar físico e nutrição. Os objetivos são incentivar a promoção de hábitos saudáveis à população em geral, orientar para o controle periódico de fatores de risco à saúde, estimular a realização de atividades físicas e a aquisição de hábitos alimentares saudáveis.
4. Programa de Nutrição passo-a-passo. Realização de oficinas com cozinheiros e nutricionistas a partir da instalação de painéis e balcões em pontos chaves da cidade. Nesses espaços são apresentados e discutidos a importância em diversificar os alimentos, cálculos de porções, criatividade para converter sobras em novos pratos, leitura, análise e compreensão dos rótulos, aproveitamento máximo de ingredientes e ferramentas para reduzir o desperdício.
5. Programa de Agricultura Urbana. 
Oficinas de práticas de agricultura urbana e produção de alimentos em varandas, pátios, jardins, vasos, em terrenos públicos e privados, além de técnicas de compostagem dos resíduos orgânicos.
Os cinco programas são iniciativas de Educação Alimentar e Combate ao Desperdício, partes importantes de um programa mais amplo de Segurança Alimentar e Nutricional.
Que aprendamos com nossos vizinhos argentinos e reflitamos sobre as perdas alimentares, o desperdício na comercialização e no consumo e o desperdício sistêmico de mão-de-obra desempregada, de terrenos baldios, dos descartes diversos, dos resíduos orgânicos e do mau uso das matas, das águas, do vento e da energia solar.
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