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Samir Ferreira Rodrigues

Graduado em Direito pela Faculdade Unida de Suzano (UNISUZ), Pós-graduado em Direito Constitucional e Administrativo pela Escola Paulista de Direito (EPD), Advogado, membro OAB/SP seccional Suzano

Das Minhas Leituras

09 NOV 2018 - 22h59
Todos vocês viram pela TV e jornais as matérias sobre livrarias que estão fechando lojas. Muitas livrarias. Não estão mais vendendo livros. Em nossa Região do Alto Tietê praticamente nem temos mais livrarias. A última já está para ser fechada num shopping. Os cálculos afirmam que 30% dos brasileiros nunca compraram um livro. Seria só uma questão econômica? Certamente, não. 20% dos brasileiros leem, no máximo, um livro por ano. Talvez sejam estudantes “obrigados” a fazê-lo. Ler tem de ser prazer. Isso se aprende. Praticando.
Sei que gosto de ler e sempre li muito. As vezes dois ou três ao mesmo tempo, especialmente científicos. Coisa que se pega no meu trabalho de professor universitário, preparando aulas em especial. Depois de aposentado não perdi a mania. Mas nunca consegui ficar sem ler poesia, literatura de ficção e por aí sempre fui.
“Ler”, palavra que vem do latim “legere”, nos direciona para o sentido de “percorrer com a vista”, algo como chegar a interpretar o que está a nossa frente, tomar conhecimento. A palavra “ler” pode ser tão ampla que passaria até pelo fazer do professor, isto é, “lecionar”. Ou, mais restritamente, poderia ficar em algo como decodificar, ou mais, perceber, ou seja, entender amplamente o que nos seja oferecido.
Com o estudo e a reflexão, ao longo do tempo, vamos aprendendo coisas. O que o Autor de um texto escreveu nem sempre é entendido como ele pretendeu dizer. O leitor é quem define, o leitor é quem “lê”. O leitor é quem dá o significado do texto. E se o ser humano, com o passar do tempo vai mudando seus costumes, ele também muda os significados das coisas ditas, escritas.
Estava pensando no tanto que leio, nas minhas escolhas de leitura. E não deixo de pensar nuns tantos livros que também tenho de me desfazer. Você já sentiu isso? Já passei por essa fase antes, e, de certo modo, dói. Tenho dificuldade em me afastar do que me deu prazer. E livro impresso é o suporte, o objeto do meu prazer de ler.
Meus pais gostavam de ler e sempre tivemos livros em casa. Alguns foram conservados enquanto viveram. Depois dividimos certos livros. Lembro de ter ficado com dicionários portugueses, um exemplar do Lelo e uns volumes do Caldas Aulete, bastante antigos. Eles me ajudaram muito quando lecionava Filologia em cursos de Letras, isso já faz tantos anos. Onde andarão?
Depois que me aposentei do ensino universitário iniciei um processo de listagem de livros a me desfazer, de que vou me libertando mais lentamente. Passei muitos livros a amigos, a gente que estava ou está fazendo pesquisa, a bibliotecas de instituições, algumas que eu mesmo iniciei, e a quem me pediu. Já havia feito assim outras vezes. Quando mudei de casa para apartamento repassei alguns milhares de livros, muitos recortes de jornal, anotações. Percebi que nem todos foram conservados. Pois é, para esses não forneço mais. Quem doa livros gosta de gente que gosta de ler, ou mostra algum interesse, senão seu ato perde a graça.
Arruma um jeito de ler. Só nos acrescenta. Crescemos bem. É bom.
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