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Jornal Diário de Suzano - 03/08/2020
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Lorena Burger

Advogada

Lorena Burger de Freitas Alves dos Santos é advogada

Desrespeito

25 JUN 2018 - 23h59
Chegamos a nossos lares cansados da labuta diária e imaginamos que vamos poder descansar e recuperar nossas energias com um sono reparador.
Percebemos que o vizinho comemora o aniversário de algum familiar e em se tratando de final de semana, entendemos normal a conversa em tom um pouco mais alto, as risadas, enquanto se alimentam. Até o som mais alto do que o normal ainda é aceitável, afinal a noite apenas começou e ainda estamos todos nos preparando para o jantar, para as conversas noturnas e somente depois do noticiário e talvez da novela é que a maioria de nós se recolhe para o merecido descanso.
Banho tomado, já nos preparamos para deitar e o som agora parece ter sido aumentado, o tom das conversas após algumas cervejas também está alterado e já conseguimos entender tudo que falam.
A música não está sendo somente ouvida, agora fazem coro para acompanha-la e riem. 
Acredito que todos na vizinhança estão na expectativa de que logo o barulho irá cessar, afinal a noite já avança e logo se iniciará a madrugada e, alguns mesmo sendo final de semana ainda irão trabalhar, pois, para eles a semana ainda não terminou.
Ouço o barulho de janelas que são abertas e fechadas com agressividade, talvez na tentativa de mostrar que o barulho está incomodando. 
Alguns acendem as luzes e logo a seguir as apagam, todos estão incomodados com o som alto, com a conversa e as risadas, afinal já se faz tarde e nenhum dos moradores vizinhos à residência está conseguindo dormir.
No entanto, nenhum de nós quer ir lá e pedir para que o barulho cesse, afinal somos todos moradores de longa data na mesma via todos nos conhecemos e vimos as crianças crescerem e se tornarem adultas, todos esperam que percebam que já se faz tarde e que a noite foi feita para o repouso, pois, trata-se de uma rua que só possui residências e todos os moradores ainda trabalham e esperam poder descansar.
Entretanto, as luzes não se apagam, o som não diminui o coro agora agregou mais gente e está bem mais barulhento e desafinado, dessa forma o incomodo aumentou consideravelmente.
Olhando pela janela, percebemos que a maioria dos vizinhos está acordada, sem conseguir dormir, mas não percebemos a presença dos pais desses jovens, que já se recolheram e todos temos ciência de que de nada adiantará ir lá para conversar, vão responder com agressividade como é normal para a idade e alegar que somente estão se divertindo um pouco, direito de todo mundo...
O direito da vizinhança está sendo esbulhado, o respeito deixou de existir e todos estão sendo incomodados.
A noite avança a madrugada chega e nada se altera o dia já vem chegando e o Sol com os primeiros raios acorda a passarinhada que já corre em busca de alimentos para seus filhotes.
Estressados, cansados pela noite sem repouso, alguns vizinhos já se preparam para sair trabalhar, sem ter conseguido dormir.
Os jovens se recolhem e agora vão dormir, sem nenhuma preocupação, a consciência do respeito pelos demais moradores é coisa que não existe...
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