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COLUNA

Lorena Burger

Advogada

Dia dos pais

12 AGO 2019 - 23h59
Houve um tempo que essa era uma data festiva e de reunião familiar, onde um casal sempre com muitos filhos via aí mais um motivo para reunir todos em volta de uma grande mesa, com comida simples e farta e muito diálogo.
O melhor presente era mesmo a presença de todos, filhos e filhas acompanhados de suas famílias, onde havia fartura de abraços e sorrisos.
As conversas duravam horas e eram sempre alegres e leves. Mesmo os que vinham de longe traziam no rosto o sorriso feliz do reencontro familiar.
As tarefas eram divididas entre todos, que transformavam tudo em brincadeira e motivo para risos e piadas... O tempo passava e ninguém percebia ou se apressava para as despedidas, que ocorreriam com o início da noite e seriam calorosas e alongadas.
Não havia preocupação com a compra de nenhum presente, o que importava era estar junto, comemorar a vida, a recordação da infância, do tempo que viveram juntos e que enfrentavam todos os problemas e dificuldades buscando as soluções no diálogo e no entendimento familiar.
Os tempos foram passando e a família foi acompanhando as modernidades que iam aparecendo... O comércio dessas datas especiais passou a ter muito mais importância do que a convivência, do que estar próximo...
Muitos passaram a comprar um presente e mandar entregar para não precisar visitar ou ter que sair do aconchego do seu lar para estar próximo daqueles que são de fato sua família.
As mudanças foram se expandindo e muitos filhos somente passaram a dar um telefonema e cumprimentar a mãe ou o pai em suas datas especiais sem mais ir visita-los, achando que essas datas não tem importância nenhuma, são meros marcos comerciais para agitar as vendas.
Melhor um encontro com os amigos de sempre para um bom bate-papo do que a conversa amorosa da família, que se tornou cansativa e chata.
A visita ao lar deixou de ser agradável, afinal uma casa cheia de móveis antigos, pesada cortinas nas janelas, sofás velhos e desconfortáveis e a ausência da internet deixaram de ser alegre e convidativa. E assim as pessoas foram se afastando umas das outras, isolando-se em seus mundinhos particulares.
Essa mudança foi se tornando mais obvia quando percebemos as novas doenças, hoje sabemos que a depressão é real e cruel, porque nas redes sociais as pessoas só mostram o lado bom de suas existências, mesmo que sejam mínimos momentos de felicidade, mas o que deve ir para a vitrine é só o que é bom, o que é ruim deve ser escondido.
Então alguns acreditando que só eles passam por problemas, pois, também vivem isolados e não usam mais o diálogo como meio de comunicação, acabam entrando num abismo depressivo do qual se torna difícil sair.
Entretanto, se mudarmos nossa maneira de ver a vida e voltarmos às origens, vamos perceber que é bom conviver com a família, trocar confidências com nossos irmãos, receber abraços francos e carinhosos, que almoço simples feito com amor é muito mais saboroso e nutritivo e relembrar os tempos de infância é que de fato nos faz feliz.
Assim também estaremos dando atenção para aqueles que foram nossas origens e, que em silêncio esperam ansiosos as visitas dos filhos com suas novidades, suas famílias, transformando a data num dia festivo e alegre para todos.
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