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Jornal Diário de Suzano - 03/08/2020
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COLUNA

Lorena Burger

Advogada

Lorena Burger de Freitas Alves dos Santos é advogada

Doando agasalhos

18 JUN 2018 - 23h59
E o frio chegou depois de uma chuvinha que mal molhou o solo ressequido e carente de água. As plantas nem conseguiram sentir a umidade tão necessária para a vida, mas essa ameaça de chuva já fez a temperatura mudar radicalmente e aí todos sofrem principalmente aquelas pessoas que por problemas que desconhecemos preferem morar sob as marquises, debaixo dos viadutos ou nas obras abandonadas e que sempre tem um animal de estimação para dividir o alimento e o cobertor ralo nessas horas difíceis.
Sofrem também com as baixas temperaturas aquelas pessoas que já não são tão jovens e que tem a circulação sanguínea mais lenta e demoram em se aquecer, mesmo que razoavelmente cobertas e alimentadas.
O vento frio e úmido que tem acompanhado a diminuição da temperatura também colabora para que a sensação de frio seja maior e dificulte a vida de muitos.
Para os que se encontram em seus trabalhos e ao final do dia podem se aconchegar em seus lares, aonde irão após um banho quente saborear um caldo, o frio parece afetar menos, entretanto, nesses tempos difíceis muitos mal tem um alimento que irá nutrir e aquecer e, por conta disso, ficarão mais expostos à possibilidade de serem atacados pelos muitos vírus que nesta época parecem proliferar por todo lugar.
Essa facilidade para adoecer levará muitos aos leitos hospitalares, onde buscarão a ajuda necessária para recuperar o bem maior que é a saúde.
Aqueles que são um pouco mais privilegiados e possuem cobertores que os aquecem e alimento que os mantém saudáveis e dispostos, devem exercer agora o maravilhoso dom da caridade e buscar entre as suas roupas, aquelas que por muitos motivos não são mais usadas e ficam lá no fundo do guarda roupa ocupando espaço e assim aproveitam para renovar as energias e doar, seja para os abrigos que recolhem os moradores de rua, seja para aqueles que cuidam de crianças ou idosos, pois, assim estará contribuindo para minimizar o sofrimento dos menos favorecidos.
Conveniente também, para aqueles que têm veículo, carregar sempre um agasalho sobressalente e até mesmo um pacote de bolacha que com certeza aquecerá e alimentará alguém que encontrará em seu caminho.
Devíamos por aqui aderir também àquela ideia que já toma conta de muitas pessoas em outros países, de ao tomar um café, deixar outro pago para alguém desprovido de condições de pagar por esse líquido que nos aquece e dá disposição.
É verdade que muitos moram nas ruas por decisão própria e gostam dessa vida errante, mas livre, no entanto, sabemos que entre eles existem aqueles que ali estão por força de circunstâncias alheias à sua vontade e, que não planejaram viver ao léu e por esse motivo são mais tímidos ao buscar os abrigos e pedir ajuda, por isso acabam sofrendo muito mais os reveses dessas baixas temperaturas.
Não nos custa nada buscar ajudar alguém que precisa e a sensação de paz e a alegria vai se instalar em cada coração do doador, ao ver o sorriso de agradecimento que vai receber por esse ato simples.
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