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Jornal Diário de Suzano - 03/08/2020
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COLUNA

Lorena Burger

Advogada

Lorena Burger de Freitas Alves dos Santos é advogada

Família

17 ABR 2018 - 00h59
Sou daquele tipo que desde criança aprendeu que nos finais de semana vestíamos nossa melhor roupinha e íamos visitar os parentes que moravam mais distantes e aqueles que víamos menos.
A família reunida, sem o conforto dos automóveis, lá íamos nós de trem e, diga-se de passagem, a viagem era ótima e até hoje nos traz boas recordações, seguia para outras cidades que tinha encantos diferentes daqueles que estávamos acostumados a conviver diariamente. A curiosidade era natural, enquanto éramos puxados pela mão pelos nossos pais, nossos olhos ficavam perdidos com tantas novidades.
O tempo passou, a modernidade chegou e com ela essa comunicação diária pelas redes sociais que às vezes nos dá a sensação que estamos próximos de todos aqueles que amamos, mas nada supera o contato físico, o abraço apertado, as conversas, as histórias de tempos que nem existíamos, fatos que aconteceram em nossas famílias quando nossos pais ainda eram crianças, mas, que nos fazem sentir que aquelas atitudes que de vez em quando temos e, que por vezes nos parecem estranhas tem explicação... É a genealogia forte, mostrando de quem descendemos.
Os olhares brilham quando recebemos aqueles abraços apertados de nossos tios queridos, que nos tratam com tanto carinho, carinho que nos trazem boas lembranças de pais que já se foram e que hoje somente são saudade em nossas vidas.
As conversas alegres com os primos, que apesar de nos "falarmos" diariamente pelos grupos de família, se tornam mais íntimas e felizes quando são travadas pessoalmente, olho no olho, tratando de assuntos mais profundos e que nos trazem alívio.
Nada se compara a esse sentimento de pertencer, de fazer parte, de ter o mesmo sangue, ser da família...
Ter histórias em comum nos aproxima e nos torna sempre parceiros, cúmplices no bom sentido.
Quando participamos desses encontros nos sentimos mais fortes, protegidos, saímos mais preparados para enfrentar as dificuldades que a vida nos apresenta.
Transmitimos esse sentimento de proximidade intensa para nossos filhos, que por sua vez transmitem aos seus filhos e esse movimento continuo vai aumentando os membros dessa entidade, que por vezes possui o mesmo sobrenome, fisionomias parecidas, histórias comuns e principalmente a mesma origem.
Hoje já não vamos de trem visitar os familiares mais distantes, as visitas são feitas com o conforto de boas estradas, de veículos que nos transportam desde a garagem de nossas casas até o destino, mas as cidades ainda nos encantam por suas particularidades especiais e muitas vezes porque ali viveram nossos ancestrais ou nasceram nossos pais.
Mesmo com a agitação dessa vida moderna e atribulada é muito bom podermos nos encontrar com a família, os próximos e os mais distantes, sabermos das novidades, abraçar e ser abraçado, ouvir palavras de carinho, de conforto e de ânimo e poder retribuir com muito amor e guardar na lembrança todas as conversas e histórias que nos unem.
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