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Jornal Diário de Suzano - 28/06/2022
COLUNA

Daniel Naufel

Daniel Naufel é médico pediatra, professor de Saúde Pública e Pediatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC)

Hepatite misteriosa? Já não bastava a Covid-19?

26 MAI 2022 - 05h00

Muito se tem falado nas últimas semanas sobre uma nova forma de hepatite fulminante em pacientes de 1 mês a 16 anos de idade (com predomínio nos menores de 5 anos) por todo o mundo, inclusive em nosso país, e que muito nos tem preocupado, afinal de contas, já não bastasse a pandemia pela Covid-19 que nos assolou, surge agora uma “nova” doença em nosso meio, porém de forma mais agressiva.
Digo “nova” doença, pois a hepatite viral é uma doença já amplamente conhecida, tanto é que temos algumas vacinas (vacinas contra a hepatite A e B) que são disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunização em nosso país.
As formas de hepatite viral mais conhecidas são aquelas causadas pelo vírus da hepatite A, B e C, e menos frequentes porém não menos importantes, as causadas pelos vírus D e E.
Seus sintomas gerais mais comuns incluem: fadiga, dor abdominal, vômitos, diarréia, associado a icterícia (cor amarelada na parte branca dos olhos), urina escurecida e fezes esbranquiçadas.
Sabendo de tudo isso, nos deparamos agora com uma nova hepatite (inflamação do fígado), causada por uma suposta variante de um vírus habitual do nosso meio, o adenovírus, causador de diversos problemas respiratórios bem como de gastroenterites, conjuntivites e cistites, dentre as suas mais de 50 variantes existentes na comunidade.
Embora o adenovírus tenha sido isolado em diversos pacientes ao redor do mundo como um provável agente causador desta hepatite fulminante, desde mesmo a sua primeira descrição há pouco mais de um mês no Reino Unido, não se sabe exatamente o motivo de seu aparecimento e nem porque uma provável cepa esteja possivelmente desencadeando tal processo inflamatório e de forma tão agressiva. Hipóteses ainda estão sendo estudadas na tentativa de melhor entender tal doença que em muitos casos têm evoluído de maneira rápida para a necessidade de transplante hepático.
Vale então, neste momento, o resguardo de nossa jovem população através da vacinação completa contra as doenças já conhecidas, mantendo sempre a higienização constante de mãos e alimentos e atenção aos primeiros sinais e sintomas de uma provável doença hepática. 
Na dúvida, procure sempre a orientação médica e/ou de profissionais de saúde capacitados para o esclarecimento de dúvidas e diagnósticos.

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