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Miguel Torres

Miguel Torres é presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e vice-presidente da Força Sindical

Lares sem trabalho, Brasil sem futuro!

21 SET 2017 - 06h00
Além da marca de 13,5 milhões de desempregados, o país tem ostentado outro recorde desastroso que envolve aposentados e pessoas que desistiram de procurar alguma recolocação no mercado: há, atualmente, 15,2 milhões de lares sem trabalho. Uma conta simples evidencia de forma ainda mais clara o problema. Se em cada domicílio temos em média quatro pessoas, a população sem trabalho pode ser superior a 60 milhões, atingindo principalmente os mais pobres.
Esta é a ponte do futuro prometida pelo desgoverno Temer? Se for assim, não teremos futuro algum! Isso porque a falta de emprego repercuti para além dos números da economia e da balança comercial. Incide diretamente sobre a exclusão social e o aumento da violência. Como, portanto, sair da crise em renda e trabalho dignos?
Medidas a curto prazo visam necessariamente a retomada do desenvolvimento e a geração de emprego. É preciso que a roda gire. Sem produção o empresário não consegue vender seus produtos e, como consequência, não contrata. As demissões serão cada vez mais frequentes e as falências das empresas acontecerão num futuro próximo.
Para se ter uma ideia, o peso da indústria no PIB, que já chegou a 28%, esse ano não chegará a 7%. A política que tínhamos de produção local, que garantia o mínimo de produtos que gerasse mão de obra no Brasil, está sendo descartada. Isso é contra o trabalhador, é contra o país!
O setor de máquinas e equipamentos, por exemplo, é um dos mais prejudicados. O BNDES, que exigia essa política de produção de conteúdo local para liberar investimentos, não vê mais essa necessidade. Estamos dando um tiro no pé do desenvolvimento. E é o cidadão brasileiro que está pagando essa conta.
Recentemente levamos ao governo federal a questão da renovação de frota veicular. Um assunto amplamente debatido, que tem impacto direto na economia do país trazendo tecnologia, diminuição de acidentes de trabalho e melhorando o meio ambiente, o que, portanto, aumentaria a oferta de emprego. Não temos massa salarial no Brasil para fazer a economia crescer e o governo está paralisado. 
Mesmo diante deste cruel cenário, o desgoverno Temer e seus aliados no Congresso Nacional insistem em proclamar que é necessário mexer na Previdência, e que as recentes mudanças na legislação trabalhista vão modernizar as relações de trabalho e gerar emprego.
Pura balela! Não sairemos da recessão com estas "deformas". A travessia para o futuro só será democrática e progressista se recolocarmos o Brasil imediatamente nos trilhos do desenvolvimento, com retorno dos investimentos sociais em saúde e educação, com respeito aos direitos trabalhistas e previdenciários, valorização da indústria nacional e geração de emprego, renda, trabalho decente e justiça social.
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