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Jornal Diário de Suzano - 21/09/2019
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COLUNA

Lorena Burger

Advogada

Lei Maria da Penha

15 AGO 2017 - 06h00
São passados 11 anos da aprovação da Lei Maria da Penha, entretanto, parece que ainda não conseguimos conscientizar as pessoas de que a agressão às mulheres hoje é crime grave.
Ainda, apesar de tanta divulgação, temos que promover atividades pelo fim da violência contra a mulher. 
A Ordem dos Advogados do Brasil é uma das classes mais atuantes em favor da mulher e da sua defesa e, hoje unida a outros órgãos municipais e estaduais procura dar maior visibilidade ainda para essa Lei, que alguns fazem de conta não existir.
Infelizmente para muitas mulheres, seus companheiros imaginam erroneamente que ela é propriedade dele e pode dispor de seu corpo e de sua vontade ao bel prazer, imaginam que o sexo não precisa de consentimento e de parceria e que a obediência deve ser irrestrita e, se não forem atendidos em seus desejos e suas ordens podem usar de todo tipo de violência contra aquela que chamam de esposas e companheiras.
A violência de maneira geral contra a mulher em nossa região é bastante alta e reincidente, espancamentos são frequentes e em muitos casos ocorre de maneira tão agressiva que leva a vítima a morte.
Não são raros os casos que vem a público pela imprensa de mulheres que são atacadas na presença de seus filhos menores e que muitas vezes na vã tentativa de se defender, acabam tornando seus companheiros mais irados e agressivos e estes as atacam com facas, pedaços de madeira e até armas de fogo. 
Algumas, munidas de coragem buscam o auxílio junto às delegacias especializadas, que ainda não são realidade em todas as cidades de nossa região, e ali encontram amparo e refúgio junto com seus filhos. Por conta dessa atitude contam com medidas protetivas e muitas vezes um lugar seguro para não ficar ao desabrigo ou a mercê de familiares que nem sempre as recebem e apoiam.
Essa violência que parece ser comum nas classes mais baixas ou onde ocorre o vício de bebidas alcoólicas ou de drogas, na realidade atinge mulheres de todas as classes sociais, mas somente aquelas mais simples é que na maioria das vezes busca o socorro da lei. As de classe um pouco mais favorecida temem os comentários maldosos de vizinhos, de familiares e de amigos e vivem escondendo seu infortúnio com maquiagem e desculpas que não conseguem encobrir as manchas e mágoas que acalentam doloridamente em seus corações.
Nas famílias onde a violência se torna rotina não temos a certeza de que os filhos serão pessoas tranquilas, pois, essa agressividade pode parecer normal para eles e, acabam agindo da mesma maneira com colegas de escola, com namoradas e certamente se portarão da mesma maneira com suas esposas.
Nessa violência incluímos o estupro de menores, dentro e fora de seus lares, de mulheres que saem de madrugada para seus trabalhos...
A melhor maneira de se defender é buscar apoio nas entidades que as recebem e apoiam e gritar sempre que se sentirem ameaçadas, até usando apitos e não esquecer... Em caso de perigo "Não hesite, apite".
PMMC ENTREGAS
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