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Jornal Diário de Suzano - 21/09/2019
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COLUNA

Elvis José Vieira

É arquiteto e urbanista, é secretário de Planejamento Urbano e Habitação de Suzano.

Mais árvores, menos concreto

30 OUT 2018 - 23h59
No momento discutimos como nossas cidades contemporâneas deverão se comportar para abrigar o alto índice de crescimento populacional do planeta, com mais de 7 bilhões de habitantes e com projeções que indicam chegarmos a 9 bilhões ainda em meados deste século, segundo dados da UrbanAge 2015. Da mesma forma, estudos demonstram que mais de 75% da população viverá em meio urbano. 
Em 2015, um levantamento realizado pela Universidade de Yale, publicado pela revista cientifica Nature, contabilizou que o número de árvores no mundo passa de 3 trilhões. Isso significa compreende 420 árvores para cada habitante do planeta. Segundo o estudo, a distribuição por país revela uma enorme desigualdade, com "ricos" como a Bolívia, com mais de 5 mil árvores por pessoa, e notoriamente "pobres", como Israel, onde há apenas duas para cada habitante.
Do total de espécies arbóreas, os cientistas estimam que 1,39 trilhão estejam em regiões tropicais, como a Amazônia, ou subtropicais. Cerca de 610 bilhões estariam em locais de clima temperado e 740 bilhões nas florestas boreais - os imensos grupos de coníferas que circulam o globo logo abaixo do Polo Norte. Ainda assim cabe ressaltar que a humanidade já destruiu a metade de todas as árvores da Terra, levando a números assustadores. Se mantivermos este ritmo, todas as espécies desaparecerão em 300 anos. 
Hoje somos pouco mais de 208 milhões de brasileiros, segundo dados do IBGE 2018, e diferentemente do que apontam as pesquisas, mais de 85% desta população já habita os meios urbanos dos 5.570 municípios de nosso país. Sob esta ótica, as cidades devem contemplar espaços capazes de gerar a necessária qualidade de vida. 
De acordo com a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (Sbau), a instituição sugere uma proporção mínima de 15m² de área verde por habitante, considerando apenas parques, praças e outros espaços públicos destinados à recreação. No entanto, sabemos que as árvores urbanas são importantes elementos naturais que podem amenizar as altas temperaturas, umedecer o ambiente e reduzir os poluentes atmosféricos, além de diminuir a poluição sonora. 
Mas se elas são tão importantes para o controle do ecossistema urbano, por que deixamos de plantar árvores em nossas cidades? Em sua maioria, desejamos a remoção destas espécies das calçadas e dos passeios; as vemos como vilãs da acessibilidade urbana e as recriminamos por "sujarem" nossos caminhos e espaços públicos. 
E se pensássemos de forma diferente? Ao invés de contabilizar as áreas verdes por metro quadrado, poderíamos iniciar o desafio de plantar uma árvore por unidade cadastral urbana, a cada dez metros em nossas calçadas e passeios públicos, criando corredores verdes urbanos, túneis naturais de cores e olfatos diversos, reduzindo a temperatura, atraindo espécies de aves e novos sons, com caminhos mais permeáveis e cidades mais verdes e menos cinzentas! 
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