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Jornal Diário de Suzano - 24/06/2018
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COLUNA

Lorena Burger

Advogada

Memórias revividas

13 MAR 2018 - 01h00
Uma brincadeira na internet nos faz reviver outros tempos, onde a vida tinha outra maneira de ser vivida.
Essa brincadeira faz sentido para as pessoas que viviam em nossas pacatas cidades em tempos não tão distantes e nas demais cidades do interior deste país, onde tudo caminhava mais lentamente, o progresso vinha devagarinho e só íamos percebendo o tempo passar e as novidades chegando e vindo fazer parte do nosso viver sem mudar muito a maneira de encaramos o que nos cercava.
Aos domingos após a missa íamos à matinê, onde podíamos assistir séries quase tão longas como as novelas atuais, a diferença eram os artistas que mal sabíamos os nomes. Saíamos dali caminhando em turmas conversando em voz alta, alegres e as despedidas eram festivas nos portões de nossas casas, não tínhamos pressa de chegar, cientes de que já nos aguardavam em casa com um almoço caprichado onde toda a família iria se reunir em torno da mesa para saborear em silêncio, pois, só os mais velhos podiam conversar durante as refeições.
Ninguém precisava mandar alimentados sabíamos de nossas obrigações, após o almoço, enquanto nossos pais descansavam nos uníamos na limpeza da cozinha, que devia ficar como diziam antigamente "um brinco"... 
Após isso podíamos novamente nos unir no portão com colegas da vizinhança onde podíamos conversar brincar de roda, de pião, de passa anel e até mesmo flertar de maneira muito discreta para não sermos pegos em flagrante por nossos pais.
Durante a semana podíamos sair para buscar o pão quentinho na padaria logo cedo para alimentados irmos para a escola que raramente era próxima de nossa casa, então íamos nos juntando pelo caminho com os outros colegas até chegarmos à escola, onde formávamos filas para nos encaminhar para as salas de aula, onde em carteiras duplas assistíamos as aulas com atenção, senão seríamos severamente advertidos e podíamos até ter nossos pais chamados para serem colocados a par de nosso comportamento... E, isso era o pior que podia nos acontecer, pois, o castigo era não ir ao cinema no domingo e perdermos a sequência da série que assistíamos, além das obrigações que iriam ser acrescidas, sem direito a brincadeiras no portão.
Muitos de nós acompanhava nossas mães ao armazém onde as compras do mês eram feitas e tudo anotado em cadernetas, que seriam pagas religiosamente no final do mês, a confiança era mútua entre vendedor e comprador, que se encarregava de anotar o que estava sendo levado e na maioria das vezes sequer era conferido pelo comprador. 
O compromisso apalavrado era o que valia. Honestidade de ambas as partes.
Com o passar do tempo podíamos ir aos bailinhos nas casas dos colegas, uma vitrola, vários discos e íamos aprendendo a dançar ao som de músicas que faziam bem ao ouvido e ao coração, ali os flertes iam se transformando em namoro, que logo seriam comunicados aos pais que não facilitavam para autorizar que os encontros saíssem do portão e passassem para o interior das casas, sempre sob a vigilância austera e nada discreta dos mais velhos.
Essa brincadeira que toma conta das páginas sociais nos faz perceber que a vida era muito mais bem vivida que nos tempos atuais, apesar de toda tecnologia que nos acompanha...
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