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Jornal Diário de Suzano - 13/12/2018
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COLUNA

Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Mulher

10 MAR 2018 - 02h00
Dia 8 de Março é o Dia Internacional da Mulher, temos mais é de comemorar. Quem tem um pouco de sensibilidade para exibir sabe que temos mais é de reconhecer a importância desse ser absoluto no universo humano.
Tive mãe atuante, tive namorada, tive, e tenho, mulher, sempre presente na minha vida. E tanto dependi desse encantamento.
Meu reconhecimento não é coisa só de Poeta. E coisa de Ser Humano, coisa de gente que vive relação saudável de eterno aprendizado.
 
Sempre fui enamorado de mulher. Como negar? Por que negar? E ela, a Mulher, sempre atuou, sempre surgiu, forte nos meus versos. E tantas vezes me questionei, e ainda me questiono, se a Mulher não é a própria Poesia. Se a Poesia não é a própria Mulher.
Em meu livro “Aprendiz de Encantamento” (2012, Mirambava Editora) tenho as minhas passagens sobre essa dúvida, ou quem sabe, certeza, Mulher é igual Poesia. Vejam este Poema a seguir, justamente denominado “Mulher”:
“minha senhora/ é como a poesia quer/ que lhe trate/ e peça um instante de atenção/ em agradecimento/ por ser o que importa/ pretendendo sempre melhorar ainda/ dar sem tirar/ ficando etérea e terrena/ sólida e líquida/ base humana forte e terna/ quem leva à luz da vida/ e a viver ensina”.
A Mulher é assim! Tudo isso e mais uns tantos. Como deixar de receber-lhes a Luz que delas emana? Somos tanto do que elas nos possibilitaram, ou nos concederam. Temos de homenageá-las. Sempre! Por inteiro!
 
O lado feminino é algo a ser identificado. Tem de estar, tem de ser explícito. Sei que ainda hoje há quem não se aperceba disso. Sei que há a brutalidade, quando alguns seres humanos (ou desumanos?) esquecem de que são parte e não o todo, ainda que se recusem.
A primeira mulher que nos impressiona, a mãe, nos envolve e seduz. Minha mãe sempre foi um encantamento. Com certeza, levei um bom tempo a perceber tudo isso. Depois dessa descoberta, não pude mais ver de outra forma. Um Bem suavemente dominante.
 
E fui pelo caminho até encontrar quem me encantasse a desejar repartir o meu singelo espaço. A longa vida tem me oferecido condições de reconhecê-la como quem já faz parte de mim com todo o seu jeito de caminhar no mundo.
Nesse mesmo livro, “Aprendiz de Encantamento”, tenho lá outra expressão desse viver, o Poema “Ser Imensa”:
“quando te escondes/ no dia/ na rua/ quando te exibes/ na noite/ na cama/ quando te esqueces/ na lua/ no espelho/ como desvendar o calor dos teus dedos?”//
“generosos instantes/ em que te entregas inteira e amante/ delicados instantes/ em que te dás absoluta e materna/ saborosos instantes/ em que te voltas sábia e dominante/ rigorosos instantes/ em que te abandonas completa e maestra”//
“és mulher/ ou poesia tão somente?”//
“quem há de dizer/ de toda a luz do teu horizonte?/ quem há de escrever/ a palavra em teu sonoro pensamento?/ quem há de conhecer/ o sorriso do teu ser caminhante?”//
“quedamos a teus pés no silêncio do teu abrigo/ quem dirá teu segredo?/ quem saberá o que és?”
Sinta!
Mulher é Poesia!
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