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Jornal Diário de Suzano - 17/01/2020
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Nonagenárias libanesas estão prestes a comemorar 100 anos

05 DEZ 2019 - 23h59
Elmoza Cury, Mounira El Khouri Bou Assi e Salwa Moukbel Youssef Antoun, são as únicas nonagenárias das famílias libanesas residentes na Região do Alto Tietê, que estão prestes a comemorar os 100 anos.
A vida das três mulheres sempre se manteve na órbita de uma boa convivência humana, conjugal e social. Elas tiveram uma vida repleta de luzes e também de momentos críticos e difíceis, pois apesar da fortaleza moral e espiritual, há sempre uma margem de fragilidade psicológica na vida das pessoas.
Hoje as três mulheres nonagenárias libanesas estão desligadas da correria da vida, da rotina do trabalho em casa ou fora de casa, dos compromissos sociais, mas continuam a ser senhoras no lar, entre os familiares e de si mesmas.
No entanto, para falar da personalidade de Elmoza, Mounira e Salwa precisamos situá-las no ambiente familiar, sócio -cultural e religioso libanês em que viveram, com um passado e presente histórico, cheio de grandeza e beleza, de dor e de perdas humanas, causadas por conflitos internos e externos acontecidos no Líbano e que motivaram a emigração de suas famílias ao Brasil.
Daí podemos colocar em evidência os grandes valores humanos e religiosos, que as nonagenárias adquiriram na terra libanesa e vivenciaram ao longo de toda a vida.
Sonharam serem ótimas esposas e viverem felizes no matrimônio, saboreando o amor dos esposos a tal ponto que todo o resto parecia insignificante e secundário.
Miguel Cury foi o esposo de Elmoza. Kemel o esposo de Mounira e Moukbel o esposo de Salwa.
Sabemos que na infância, na adolescência e na juventude tudo gira em torno do “eu”, tão natural em querer ser prestigiado e exaltado, porém, no matrimônio, os seres humanos adquirem a dimensão de “nós” e acontece algo de inefável. As palavras jamais expressarão a alegria de ter filhos com uma paternidade e maternidade fecundas. As três mulheres perderam seus esposos, mas vivem bem, sabendo que a melhor maneira de agradecer a Deus por ter uma vida quase centenária é reverenciar a velhice como um dom gratuito da natureza e de Deus.
A velhice é um premio, um presente, uma riqueza. A alegria de estar prestes a celebrar 100 anos é tão grande, tão humana, mas também tão pequena em comparação à vida sem fim que o Senhor nos permitirá viver na morada eterna.
Elmoza e Mounira, duas das três mulheres quase centenárias, efetuam ações e intervenções fora de série, continuando a sublimar os laços afetivos de maneira atraente, amável e adorável.
A vida terrena dos seres humanos, pode ser esticada na maior parte dos viventes até os 90 anos. Alcançar 100 anos será possível para alguns e será motivo de santo orgulho mas também de muita gratidão a Deus.
Elmoza, Mounira e Salwa estão emocionadas e agradecidas por estarem prestes a comemorar 100 anos e por terem sido em diferentes maneiras objeto da predileção do Altíssimo. Não nos esqueçamos de que não obstante elas passarem dos 90 anos, continuam a conduzir com sabedoria a própria existência.
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