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Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Nossa Mel

05 ABR 2019 - 23h59
Encontramos ela em dezembro de 2004. Pouco antes do Natal. Um bebezinho daschund. Naquela casa havia muitos filhotes. Estavam uns quietos outros andando para lá e para cá. Apenas um se dirigia a nós. Queria se comunicar conosco. Demos atenção ao pequeninho. Ele aceitou nosso carinho. E pediu mais. Fomos nos ligando ali. Ela nos queria, Nós a queríamos. Talvez nós estivéssemos dependentes. A Jolie havia partido, outra dashund. Um novo encantamento. Era uma femeazinha em sua cor de mel. Claro, foi assim batizada. Não nos separamos mais. Nós nos vinculamos, sei lá. Coisa de amor. 
A Mel veio conosco para casa. Apesar de pequenininha tinha um latido forte e impositivo. Cada pessoa que chegava em casa ela recebia com seu latido impressionante. Prestadores de serviço ficavam espantados. Depois de cheirar aceitava na casa. Só não aceitava que alguém saísse. Os prestadores de serviço, novamente se espantavam. E se alguém da família saísse ela latia ainda mais forte. E pegava sua caminha nos dentes e carregava até a porta, "se saírem vão sair comigo também". Tínhamos de conversar, acalmar. 
Sempre tivemos em nossa casa, como nas casas de nosso pais nossos animaizinhos, ou animaizões. Tivemos gatos, coelhos, cães. Sendo alguns bem grandes, como pastores belgas, que os nosso filhos, pequenos, até tentavam montar. Essas convivências só nos trouxeram boas emoções. Todos sempre aprendemos a repassar carinho. 
Uma vez, lá na minha infância, estava no primeiro ano de uma escola rural, morávamos numa fazenda, perto de Juiz de Fora, fui mordido por um cão com raiva. Acho que ele não entendeu a minha tentativa de carinho, de afago. Ele reagiu. Tive de tomar umas tantas vacinas na barriga. Aprendi que temos de sentir se o bicho quer carinho ou teme uma agressão. Meu filho na sua infância não sabia da minha experiência, e foi acarinhar um cão de um nosso vizinho, que lhe estranhou e lhe mordeu. É preciso atenção, com certeza.
Por muito tempo morei em casa. Tinha sempre quintal e podia ter um cão, ou dois ou mais que isso. Grandes e pequenos. Quando fomos para apartamento, tivemos de nos desfazer. Coisa muito sofrida. Deixamos uns num sítio de um amigo. E íamos visitar de quando em quando. Até que adoeceram muito. Foi triste. A Bela, uma pastora bem grande, com seu latido muito poderoso, era um anjo. Impressionava pelo tamanho, mas quem se aproximasse dela ia receber muito carinho. Ela acabou indo para a casa de um amigo que justamente queria só afeto. Ela ficou velhinha. Também já se foi.
Num apartamento tinha de ser um bichinho menor. A gente queria. A gente precisava. A linda Jolie nos veio acompanhar. Tinha lá seu pedigree. Mas desde bem pequena era frágil. Bem antes de seu tempo adoeceu e nos deixou.
Foi quando a Mel nos escolheu. Lá vão seus quatorze anos de distância. Num Pet não faz muito vi essa equivalência, numa raça pequena, com seu peso, ela tinha já o equivalente aos humanos com seus mais de oitenta anos. Ela foi atingida de modo muito duro, um ultrassom revelou. E nós também. Dia 2 de Abril ela se foi. Fica em nós a sua marca. 
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