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Sueli Barão

É evangélica, professora escreve aos domingos

O amor é paciente

16 NOV 2019 - 23h59
Nós somos imediatistas. Queremos resultados sem que para isso precisemos esperar e batalhar muito. E, quando as coisas não acontecem no tempo em que esperamos, já queremos "chutar o pau da barraca" e dar um basta na situação. Assim somos nós, impacientes. Mas o apóstolo Paulo, no texto de I Coríntios 13:4, afirma que o amor é paciente. E essa paciência aprendemos com Deus, que é amor. Na vida familiar a paciência é provada todos os dias. Muitas vezes é o marido que quer sempre fazer as coisas de seu jeito, sem ao menos consultar a opinião da esposa; é a esposa que deseja que o marido faça os consertos da casa, quando ela pede; é o filho que não quer seguir as normas da casa, causando conflitos. No trabalho, pode ser um chefe que nos trata mal e vive cobrando resultados sem nos dar recursos para desenvolver bem o trabalho, ou um colega que vive tentando "puxar o nosso tapete", agindo de forma desleal; enfim, são muitas situações cotidianas que testam a nossa paciência. Fico imaginando o quanto de paciência precisaram ter os casais que estão com 30, 40, 50 anos de casados?! Paciência não significa, de modo algum, sentar-se de braços cruzados para simplesmente aguentar coisas difíceis. Significa, sim, resistência vitoriosa, constância máscula sob provação, visando a um bem maior. É a habilidade corajosa e triunfante para suportar situações conflitantes, lutando espiritualmente em oração, o que nos capacita a ultrapassar o ponto de quebra, sem quebrar, a saudar o imprevisto sem perder a alegria e boa vontade. Paciência não significa aquiescência passiva, nem submissão à derrota. Quando lidamos com situações difíceis e, aparentemente, insolúveis, precisamos da paciência vinda de Deus para não desmoronar. 
O povo hebreu no deserto, sob a liderança de Moisés, não foi paciente. Deus mandava o maná, que dava para moer, fazer farinha e bolos. Não era o que eles esperavam. Todavia, era o suprimento possível. O povo, no entanto, não estava contente com a provisão que Deus estava mandando. Eles queriam as carnes, os pepinos, melões, alhos e as cebolas do Egito. A impaciência está associada ao egoísmo - "eu quero aqui, agora; não vou esperar". Começaram a chorar como crianças. Tal atitude do povo levou Moisés ao desespero. - "Onde ele conseguiria carne para todo aquele povo?!" Moisés chegou a pedir a Deus que lhe tirasse a vida, caso não resolvesse aquela situação dramática. Deus, então, mandou um vento que trouxe codornas do mar, e elas caíram em volta do acampamento. O povo comeu carne, até que esta lhes saísse pelo nariz. Muitos morreram em razão de uma praga provocada pela ingestão daquele alimento. Deus tinha prometido uma terra maravilhosa; porém, eles não tiveram paciência, quando enfrentaram problemas. Por isso perderam a bênção. (Números 11:1-35) 
O nosso Mestre, Jesus, mostrou muita paciência para com os seus discípulos, que não eram pessoas fáceis de se lidar. E quanta paciência Ele tem conosco também! O que seria de nós, se não fosse a misericórdia do Senhor?! A conversa de Jesus com Filipe, que já havia passado um longo tempo com Jesus, presenciando os milagres que Jesus fazia, ouvindo os Seus ensinamentos, surpreende, quando Filipe faz um pedido - "Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta". (João 14:8) Jesus responde: "Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? E passa a explicar tudo de novo. Jesus também foi paciente com Pedro, que O negou três vezes. E é esse mesmo Pedro que escreve mais tarde : " O Senhor não demora em cumprir a sua promessa (referindo-se à volta de Cristo), como julgam alguns. Ao contrário, Ele é paciente convosco, não querendo que ninguém se perca, mas que todos cheguem ao arrependimento". (II Pedro 3:9). Aprendamos com Jesus a exercitar a paciência!
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