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COLUNA

Lorena Burger

Advogada

O bom velhinho

07 JAN 2019 - 22h59
É tempo de Natal, em todos os lados vemos papais Noel espalhados pelas vitrines, pelas prateleiras e nas ruas... Sua presença lembra a todos que o Natal é tempo de presente, de lembranças e principalmente de estar presente na vida daqueles que nos são caros.
As lojas estão cheias e o comércio parece viver seus melhores momentos, todos carregando sacolas pequenas ou grandes, coloridas e cheias de compras seja apara o lar ou para uso pessoal.
Os supermercados estão abarrotados de produtos para as festas de final de ano, os sorrisos são fartos e constantes em quase todos os rostos.
Aparentemente é um tempo de paz e entendimento, o bom velhinho e sua longa barba branca parece comandar as ações e o coração de todos.
Mas esse amor não se espalha de maneira igual para todos...
Basta um olhar mais atencioso para notarmos que outros velhinhos, estes verdadeiros, não recebem o mesmo tratamento que é dado a Noel...
Silenciosos empurram pesados carrinhos cheios de papelão e outros recicláveis, recebendo reclamações dos transeuntes afoitos com as compras e de motoristas estressados com o trânsito intenso dos centros urbanos.
Ninguém os olha com atenção e carinho, estão no calor escaldante que exaure suas forças já desgastadas pelo tempo para juntar quilos de recicláveis que renderão ao final do dia parcos reais que mal darão para adquirir o feijão, arroz e pão que levarão para casa, onde bocas aguardam para serem alimentadas, pois, em sua maioria, mesmo após longos e árduos anos de trabalho, aposentados com mirrados benefícios, se veem obrigados a voltar ao trabalho, agora nas ruas juntando papelão, porque não serão aceitos em seus empregos antigos ou em outro qualquer, pois, são velhos e desajustados para os novos tempos...
Sujos, maltrapilhos e suados sequer são notados e infelizmente muitos, após sua árdua luta diária ao chegar a suas casas não são sequer recebidos com respeito e carinho por aqueles que vivem as suas expensas. 
Desconhecem seus direitos previstos no Estatuto do Idoso e, se os conhecem nada podem fazer para fazer valer e nada reclamam aceitando tudo com o entendimento daqueles que já vivenciaram muito e aprenderam a relevar aquilo que os fere, aguardando seu tempo findar...
Dois olhares tão dispares, um solidário e atencioso com os bonecos barbudos de roupas vermelhas espalhafatosas, que todos acham lindas e outra de escárnio e desrespeito com aquele ser humano real, que apesar da lida sofrida de anos a fio para sustentar-se e manter sua família com certo conforto e dignidade, ainda se submete a dureza e a dificuldade que a idade impõe para juntar uns caraminguás, que sequer pagam o esforço de empurrar o carrinho cheio de recicláveis pelas ruas movimentadas e desumanas, que trilha cabisbaixo e esquecido.
Envelhecer é para todos que sobrevivem, entretanto, o respeito e a dignidade que se espera receber com o avançar da idade não é para todos... 
A desigualdade é visível diariamente nas ruas, nos hospitais e nos asilos, onde muitos são abandonados por seus parentes mais próximos, para livrarem-se de retribuir os cuidados que um dia receberam e jamais agradeceram...
EPAMINONDAS ADVOGADOS
Mirante dos Pássaros 14/10 a 15/11
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