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O Grito dos Excluídos

05 SET 2019 - 23h59
No dia 07 de setembro, amanhã, a Igreja Católica do Brasil convoca as paróquias e comunidades, como também os membros de outras denominações religiosas, para elevar o clamor do povo por todos os cantos, diante de tantas injustiças cometidas no campo político e social.
Deverá ser ouvido, não apenas o clamor dos trabalhadores, mas de toda a sociedade e sobretudo das minorias que vivem marginalizadas debaixo de viadutos ou debaixo de um emaranhado de fios elétricos se cruzando de maneira embrulhada e às vezes pendurados no chão ou em cima de barracas, onde vive gente que só tem espaço para a cama, a geladeira e o fogão.
Os Excluídos são aqueles que trazem no rosto a história de uma vida sacrificada por algo que remete às tantas idas para a prefeitura em defesa da moradia e de tantos outros problemas a serem resolvidos, com um olhar triste, embora carinhosamente esperançoso.
Os excluídos ganham a vida, mesmo tendo que viver no meio de latas e ralos, com risco alto entre a vida e a morte.
Uma boa parte da população é analfabeta, mas as pessoas gostam de ver as novelas que ofuscam ainda mais a lucidez e a consciência, impedindo-lhes de sair do anonimato e lutar para que a sociedade alcance novos rumos no campo político e social.
Os excluídos não conseguem desfrutar dos bens necessários para o bem estar da família e para viverem mais dignamente. Não se revoltam. Não protestam para conseguir melhorias e nem se alegram. O fardo e o pêso da pobreza e das injustiças que carregam, enfraquecem a luta e ficam atrás na defesa de seus direitos, não avançam no crescimento social e econômico.
Sobram tédio e resignação e tudo fica do mesmo jeito, de maneira que tanto faz do jeito que está.
No entanto quando tudo é a mesma coisa, o marasmo é total.
Os excluídos engolem todas as injustiças e se levantam famintos.
É por isso que as comunidades católicas, as CEBs, com a aprovaçao da Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil (CNBB) criaram o “Grito dos Excluídos” no dia 07 de setembro, uma data histórica que comemora também o Dia da Independência do Brasil.
O Grito quer ser um ato provocador de reflexão, embuído de um novo espírito, de uma nova utopia, para sair do anonimato e se lançar na luta para uma sociedade mais justa e solidária.
Afrodescendentes, índios, nordestinos, migrantes que deixam a terra de origem para irem à outros Estados, imigrantes latino-americanos, são chamados a participar do “Grito dos Excluídos”, prontos a surpreender os governos locais, estaduais e o federal. Ressonando e clamando por políticas públicas, sem medo, dando-se as mãos e olhando para um futuro novo.
Um olhar que deve levar a vislumbrar sonhos num horizonte que por vezes parecem distantes, sonhos guardados com dignidade, sem ódio e sem violência.
Basta de trabalho escravo, de analfabetismo, de consultas e cirurgias marcadas a longo prazo, de doentes que não podem se curar por falta de remédios ou que ficam nos hospitais em macas estacionadas nos corredores.
Os governos não podem ser omissos, deixando o povo de lado como quem joga fora algo de pouca importância.
É necessário reconhecer a dignidade humilde das minorias, sem humilhá-las, e promover políticas que dizem respeito à saude, à educação, à segurança, à moradia, e oferecer para todos uma vida digna.
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