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Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

O Livro

01 NOV 2019 - 23h59
Você já parou para pensar no livro na sua vida? Coisa incrível!
Um dia descobri que sabia ler. Coisa mais impactante! Fiquei com muito medo de dormir. Na minha cabeça passava a ideia de no dia seguinte podia acordar e ter esquecido como se lia. Que enorme medo! Ler e escrever, que coisas mais mágicas. Mas, no dia seguinte, ainda consegui ler. Parecia que a tal descoberta estava lá dentro de mim.
Antes, pegava aqueles livros cheios de desenhos e “lia”. Ou fazia que lia. Contava histórias que achava que o livro dizia. Era coisa meio estranha, mesmo. Lia pelos desenhos. Mas aprender a ler pelas palavras era coisa muito especial. Gostei muito. Fiquei encantado. Em uma semana não desaprendi a ler. Então, claro, a tal coisa de ler estava mesmo lá embutida em mim. E não deixaria mais sair.
Como não lembrar dessas coisas se estamos vivenciando a Semana do Livro? De fato, em 29 de Outubro comemoramos o Dia Nacional do Livro. Mas por que isso? Simples, foi nessa data que no ano de 1810, depois da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, que um decreto do Príncipe Regente (depois D. João VI), determinou que deveria ser construída uma sede oficial para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro (antes chamada de Livraria Real, lá em Portugal). Porém, só foi aberta ao público, realmente, em 1814.
Ainda em Lisboa, em 1º de Novembro de 1755, um terremoto atingiu a Cidade e destruiu por um incêndio, a antiga Livraria Real. O que se conseguiu salvar foi depois, em 1808, trazido para o Brasil, ainda com um acervo importante, cerca de sessenta mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas. E foi a princípio acomodado em salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo. Em 1821, com a volta a Portugal, a Família Real retomou grande parte do acervo. E só em 1824, depois da Independência do Brasil, é que um acordo, estabelece a Biblioteca Imperial e Pública da Corte, com o pagamento de parte do acervo. O prédio atual, começou a ser construído em 15 de agosto de 1905, durante a Presidência de Rodrigues Alves. A inauguração só vai mesmo se realizar em 29 de outubro de 1910.
Hoje a Biblioteca Nacional dispõe de cerca de dez milhões de itens, a UNESCO a reconhece como uma das dez maiores Bibliotecas Nacionais do mundo, e a maior da América Latina. Mas é evidente que o espaço, está precisando de uma restauração e mudança de suas condições para os tempos atuais. E grande parte de seu material deveria ir para um local projetado para o bom acolhimento do acervo.
E só para lembrar, antes da vinda da Família Real jornais e livros eram proibidos de serem publicados no Brasil. Hoje dizem que os livros impressos não interessam aos brasileiros, menos ainda aos nossos jovens digitalizados. Perdemos livrarias. Em nossa cidade de Suzano, com 300 mil habitantes, temos apenas uma livraria/revistaria. Será que nossos professores com seu salário miserável conseguem comprar livros? Quem não tem o hábito de ler consegue estimular leitura? Vida complicada. Coisa bem difícil!
Temos de repensar o nosso Brasil!
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