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Jornal Diário de Suzano - 17/08/2019
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COLUNA

Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Obstinado Rigor

10 MAI 2019 - 23h59
Gostei e gosto de alguns Artistas, Intelectuais, Cientistas e pessoas do Bem. Tive e tenho muito carinho por vários pela vida. Passei e fiquei por Tom Jobim, por Einstein, por Van Gogh, por Mario Quintana e tantos mais. 
Contudo, tem um que me acompanha bem por esses últimos quase sessenta anos, o tal de Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou simplesmente como é conhecido, Leonardo da Vinci. Era um cara nascido em Anchiano, na antiga Republica de Florença, no Norte da Itália atual, em 15 de abril de 1452. Sujeito que veio a falecer em Amboise, na França atual, em 2 de maio de 1519. Portanto, estamos sem ele faz exatamente quinhentos anos. 
Leonardo mexia com muita coisa, fosse como cientista, como matemático, como engenheiro, como inventor, como anatomista, como pintor, como arquiteto, como escultor, como botânico, como poeta ou também como músico. Tanto que é reconhecido como uma das mais importantes figuras do Renascimento. 
Garoto, eu tinha medo de paraquedas e balão, precisava saber mais disso, acabei chegando a Leonardo. Foi ele quem inventou um monte de artefatos que levaram uns 400 anos para serem desenvolvidos.
Pois é, um ídolo é gente para se seguir, ou se mirar, quase como um espelho que gostaríamos de seguir ou imitar. Não tinha ideia do que cursar na Faculdade. Era bom aluno em Matemática, Língua Portuguesa e Biologia, quanta variedade. A variedade de áreas de conhecimento do Leonardo já me inspirava. Acabei escolhendo Filosofia. Mas só havia na USP com apenas 40 vagas, com prova oral no vestibular. Infelizmente tirei 42º lugar, fiquei de fora. Então aceitei a proposta de meu Pai, entrei em Direito. Até que um dia, fora do Brasil passei para o curso de Letras, me especializando em Linguística. Ainda ligado à Lógica e à Matemática, fiz um Mestrado seguindo a linha do Estruturalismo. Analisei um livro de Poesia com gráficos e tabelas. Esse livro era de autoria do magnífico Poeta Português Eugénio de Andrade, de quem me tornei amigo. Um livro especial, uma obra-prima escrita com apenas 300 palavras, tendo por título exatamente o lema de Leonardo da Vince: “Ostinato Rigore”. Coincidências da vida?
Em português essa expressão significa: “Obstinado Rigor”. Obstinado é aquele passional, firme nas suas posições. Rigor é uma outra forma de rigidez, de coisa precisa. Um lema que mistura emoção e razão, ao extremo. Um baita modelo a ser seguido, por mim ou por você, caro leitor, claro. 
Certa vez me perguntaram se de fato Leonardo da Vince foi Maçom. Não há registros disso, como a Ordem Maçônica sempre mantém. Mas existem, verdadeiramente, interpretações razoáveis de obras dele que trazem sinais da Alquimia de seu tempo. Ainda temos mais a descobrir.
Há muitas obras sobre Leonardo da Vince. Mas, se me permitem, gosto muito da recente biografia Walter Isaacson, “Leonardo da Vince”. Um belo trabalho, ilustrado, como deve ser algo sobre esse fantástico Mestre das Artes e das Ciências. Tão perto...
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