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Jornal Diário de Suzano - 20/01/2018
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Padre Carmine

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Os adolescentes e seus relacionamentos com os pais e professores

12 JAN 2018 - 05h00
Todos os dias nos deparamos com os adolescentes, às vezes trocando algumas palavras, ou jogando conversa fora. O ritual entre pais, professores, adultos e adolescentes, sejam meninos ou meninas, não é mesmo descontraído. Parece estarem com pressa, com pouca vontade de conversar ou permanecem com a cara fechada. Algo que possa facilitar o diálogo é conversar com eles quando estão de bom humor, sempre que for possível. É melhor conversar algo que não tenha sido tantas vezes já mastigado, ou pior, cuspido fora e jogado na cara dos pais, dos professores, de pessoas da família ou de fora dela. Talvez, para alguns pais, assuntos novos dignos de serem aprofundados sejam escassos de achar. No entanto, os adolescentes se deparam todos os dias com problemas que afetam o crescimento, o equilíbrio psicofísico, a responsabilidade e o bom comportamento. As respostas que dizem respeito aos problemas que enfrentam, não são dadas de primeira mão pelos pais, ou professores, mas pelos amigos e amigas, sem a necessária e mais correta visão da vida. Temas fundamentais que dizem respeito à sexualidade, á liberdade, à solidariedade e à vocação de cada um, são deixados muitas vezes de lado na formação dos adolescentes, seja em casa, como também na escola. A maior desgraça acontece quando os pais e os professores se intrometem demais na vida pessoal dos adolescentes. Há uma certa privacidade que eles consideram intocável e quando se erra por intromissão exagerada ou por querer vasculhar demais a vida deles, nesses momentos passam do egoísmo e orgulho à revolta e rebeldia. É verdade que certos sentimentos fazem parte do círculo íntimo da vida das pessoas. No entanto é impróprio dizer que cabe aos adolescentes toda a responsabilidade das escolhas a serem feitas. A gravidez, a maternidade ou a paternidade não condizem com quem tem apenas 13 ou 14 anos. Sem a menor dúvida, nos papos dos adolescentes, a sexualidade e o sexo estão muito presentes, mas sem o respaldo da maturidade e responsabilidade que são necessárias, quando se trata de temas profundamente sérios e comprometedores. 
Às vezes, os adolescentes tornam certos assuntos tão interessantes entre eles, que o tempo de suas conversas parece sempre pouco demais. 
Porém, quando estão em casa ou na escola diante da tentativa dos pais ou dos professores em querer puxar um assunto sério, tentam atropelar a conversa. 
Ao mesmo tempo estão cheios de curiosidade. Todos eles têm sonhos e procuram uma pista para realizar o que vêm sonhando. Aqui está o mistério! Qual a pista a ser percorrida? Os pais e os professores devem ter uma grande humildade para apresentar aos adolescentes o caminho a ser percorrido. Talvez seja por falta de humildade, que os adultos dizem ter insistido tanto com os adolescentes, sem ter obtido resultado que prestasse. É necessário aproximar-se deles com passo de formiga e celebrar o encontro com uma mútua emoção e recíproco respeito.
Sp Rio Fm

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