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Jornal Diário de Suzano - 03/06/2020
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COLUNA

Lorena Burger

Advogada

Profissão de respeito

14 OUT 2019 - 23h59
O artigo 133 da Constituição Federal é claro quando estabelece que "O advogado é indispensável para a administração da Justiça, sendo invioláveis seus atos e manifestações no exercício da profissão".
A advocacia é uma das mais antigas profissões tendo surgido a milhares de anos e vem sendo moldada e aperfeiçoada por várias culturas. Na história sempre houve alguém que lutou pela aplicação da Justiça, pelos direitos de alguém.
Muitos advogados fizeram parte ativa de nossa História e lutaram para que as instituições se validassem em benefício do povo e da nação, entre eles podemos destacar Rui Barbosa, Clóvis Beviláqua, Luís Gama, homens ilustres que forjaram nossas as leis que direcionaram nosso país pelos caminhos da legalidade, da emancipação e da igualdade na aplicação do Direito e da Justiça.
Quando garota, inúmeras vezes acompanhava meu pai nas visitas que fazia aos museus, onde aprendia a história de nossa pátria contada por ele que nutria um orgulho imenso por ser brasileiro.
Às vezes me levava ao Palácio da Justiça, onde eu me encantava com o edifício e sua arquitetura majestosa, além das vestes que os advogados ostentavam antes de entrar para as audiências, togas longas, negras e muito bem passadas e alinhada ao corpo.
Imaginava como se portavam naquelas salas imensas, com mobiliário escuro e nobre...
Quando ia aos escritórios dos amigos dele, me encantava com a biblioteca, paredes com prateleiras cheias de livros robustos, de capas duras, normalmente nas cores preta e vermelha, com letras douradas.
As conversas versavam sobre diversos assuntos jurídicos, que meu pai entendia e participava, mesmo não sendo advogado, lia muito e se mantinha sempre atualizado.
Meu pai também me falava sobre o Fórum Romano, sobre os legisladores de lá e acabava usando inúmeras citações em latim, que davam um ar muito mais solene a profissão que eu já admirava.
Os anos passaram e fui trabalhar, me envolvendo muito mais com comunicação, vendo meus pais trabalharem como jornalistas e, fui deixando de lado o sonho de ser advogada. Entretanto, meu pai não esquecia as nossas conversas e acabou me incentivando a seguir a carreira jurídica, da qual hoje tanto me orgulho e, mesmo antes de partir desta vida trilhou os caminhos do Direito, quase terminando a faculdade que nos permitia conversar e sonhar juntos, fazendo planos de advogar no mesmo escritório que ele já vinha planejando e estruturando.
Pelas contingências da vida ele não pode completar o percurso da faculdade, mas eu prossegui e me formei, levando adiante o meu e o seu sonho e tenho muito orgulho dessa profissão que se mantém alerta na defesa da Justiça, que trata com ética e respeito as mais diversas situações em que o ser humano se envolve e que por esse motivo necessita de quem olhe e zele por seus direitos, e que atualmente se divide numa gama imensa de assuntos que devem ser tratados e estudados com atenção, aplicando a Lei a cada caso específico, sempre defendendo aqueles que necessitam, sem fazer distinção da posição social que ocupam.
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