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Jornal Diário de Suzano - 03/08/2020
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COLUNA

Lorena Burger

Advogada

Lorena Burger de Freitas Alves dos Santos é advogada

Surpreendendo o ladrão

21 MAI 2018 - 23h59
As mulheres que aguardavam para comemorar com seus filhos o dia das mães em frente à escola foram pegas de surpresa com a presença daquele homem de arma em punho as ameaçando e deixando todas apavoradas, pois a vida delas e de seus filhos estava correndo grande risco.
O que ninguém esperava é que entre as mães que estavam ali reunidas esperando ansiosas eu o portão da escola se abrisse para poderem curtir alegremente a homenagem que lhes seria prestada, encontrava-se uma jovem mãe policial militar, que estava em seu momento de folga...
Ela agiu rápido e sacando de sua arma, atirou naquele homem que já estava para atirar numa das mães e nervoso poderia atingir não só adultos, mas as crianças que se encontravam desnorteadas com aquela situação de terror que vivenciavam.
O tiro foi certeiro, afinal, ela fez curso para manusear sua arma, seu instrumento profissional e agiu como se esperava, conteve o ladrão, o desarmou e providenciou que o resgate chegasse logo. Quis a fatalidade que ele acabasse morrendo...
Entretanto, não era um ladrão qualquer, se não tivesse sido contido a tempo pela policial não hesitaria e atirar, pois, em sua folha de antecedentes já contabilizava outras mortes, inclusive a de um bancário de nossa cidade, que ficou desaparecido por muitos dias, até ser localizado seu corpo carbonizado, portanto, não se tratava de uma alma inocente somente tentando amedrontar mães e filhos com uma arma de brinquedo... Sua arma era verdadeira e, teria causado danos se essa policial não tivesse agido rapidamente como fez. 
Poderíamos estar chorando a morte de mães de família e de seus filhos inocentes que se preparavam para lhes homenagear.
Certamente esse homem não estava pensando com carinho em sua mãe, quando as viu ali reunidas com seus filhos, só imaginou que uma porção de mulheres com crianças seriam presas fáceis para satisfazer seus ímpetos malévolos e sairia dali tranquilamente carregando celulares, dinheiro, documento e tudo mais que pudesse levar se tivesse tido oportunidade.
E certamente teria tirado a vida da policial, sem nenhuma piedade, se tivesse percebido sua profissão enquanto praticava o assalto como é comum acontecer. 
Ceifam sem dó a vida desses profissionais que zelam por nossa segurança, na maioria das vezes sem nenhum reconhecimento, pois, para todos não fazem mais que sua obrigação, nossa segurança é prioridade, mesmo que a vida deles esteja sempre em perigo.
Se estivesse vivo, ficaria por pouco tempo preso, pois, não teria conseguido seu intento de praticar o roubo, pela iniciativa rápida dessa policial, mas não pagaria pelas mortes que já praticara, nem pelos demais crimes, pois, cumprido algum tempo na cadeia logo estaria livre para ameaçar e praticar novos crimes.
Não entendemos que a morte deva ocorrer e, acreditamos que nem mesmo a policial quando atirou o fez com essa intenção, mas a certeza de que não cometerá outros crimes, que não mais colocará a vida de inocentes em risco, traz um imenso alivio para a sociedade, que vive em constante estresse por conta da insegurança que vivenciamos atualmente.
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