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Jornal Diário de Suzano - 14/11/2019
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Pedro Alves Benites

É presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano e 2° Tesoureiro da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo

Uma vitória do Brasil

28 MAR 2018 - 01h00
Os trabalhadores brasileiros têm um motivo para comemorar. Depois de muita pressão por parte da sociedade, o Governo Federal recuou no projeto de Reforma da Previdência - pelo menos por enquanto. Aqui em Suzano, fizemos uma manifestação pacífica no dia 19 de fevereiro, caminhando pelas ruas da cidade e explicando à população o que realmente significa esse projeto do Governo. Na prática, os privilégios continuariam, os grandes devedores da Previdência Social não seriam incomodados e a conta cairia, mais uma vez, nas costas de quem ganha 1 ou 2 salários mínimos e sonha em se aposentar após 35 anos de trabalho. Ou seja, a maioria da sociedade.
Todos nós sabemos que o Brasil atravessa uma de suas piores crises, que afeta tanto os trabalhadores quanto as empresas. Como líder sindical, entendo que a economia precisa ser reaquecida para que este cenário comece a mudar. Aqui mesmo em Suzano, temos muitas empresas do setor metalúrgico, além de outras áreas, que podem gerar mais empregos caso o mercado se aqueça. Mas isso depende basicamente do Governo Federal, com medidas como a queda os juros e o incentivo ao setor produtivo, entre outras. Somente assim as indústrias terão mais encomendas e toda a cadeia de produção voltará a gerar empregos e divisas para as cidades.
Neste sentido, a proposta de Reforma da Previdência defendida pelo Governo Federal é um grande erro. Ela dificultaria ainda mais a aposentadoria da população e, ao lado da nova legislação trabalhista em vigor, estimularia ainda mais o mercado informal - que aliás já vem crescendo. Em dezembro do ano passado, segundo pesquisa do IBGE, a população ocupada era de 92,1 milhões de brasileiros. Desse total, os trabalhadores informais (sem carteira ou por conta própria) eram 37,1% do total, ou 34,2 milhões, superando o contingente formal, que somava 33,3 milhões. Segundo o IBGE, foi a primeira vez na história que o número de trabalhadores sem carteira assinada superou o conjunto de empregados formais. 
Esses dados são muito preocupantes. Na prática, as pessoas estão conseguindo se sustentar com trabalhos informais, deixando de contribuir com o Estado, que fica sem recursos. 
A economia como um todo encolhe e assim começa um ciclo negativo, que aliás estamos vivendo atualmente. Somente o estímulo ao setor produtivo pode reverter este quadro, mas o Governo Federal insiste em ignorar o caminho do crescimento - que é mais difícil e só dá resultados a longo prazo.
Enquanto isso, nós continuaremos atentos e lutando para que essa proposta de Reforma da Previdência seja sepultada de forma definitiva. Queremos um projeto que seja debatido de forma democrática e que ajude, isso sim, a colocar o Brasil de novo no caminho do desenvolvimento, com empregos e renda, e não um conjunto de medidas impopulares, que beneficiam apenas os grandes sonegadores e os setores da sociedade que sempre tiveram privilégios - e que querem se manter assim enquanto puderem.
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