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Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Umas Histórias

30 AGO 2019 - 23h59
Esta semana fui tomar café da manhã com um casal querido. Ele, o escritor, poeta, pesquisador, administrador e atualmente estudando a Cabala, João Anatalino Rodrigues. Ela, Amélia Lins Rodrigues, uma dessas mulheres batalhadoras, voluntária, sempre apoiando causas. Já nos conhecemos faz um bom tempo. E foi gostoso trocarmos nossas ideias. 
Uns amigos muitas vezes brincam comigo quando conto umas histórias. E, sei lá, acho que a gente sempre tem algo para contar. Talvez a gente nem se lembre, mas temos nossas histórias e estórias. E, com certeza, uns riem até mais ao saberem que muitas delas as teria vivenciado. 
Numa dessas conversas com amigos, daquelas de jogar conversa fora, ouvimos umas tantas histórias. Quase sempre são daquelas que não lembramos no dia seguinte. Mas se lembramos em outra ocasião, também valem, agregam ao encontro com amigos. 
Você já pensou nisso, nesses encontros como uma terapia? Não? Então pense, sim. Amigos são para a gente se soltar. Conte lá suas histórias. Jure sempre que são reais, como dizem os americanos no início dos filmes de ficção: “baseado em fatos reais”. Aliás, o que, verdadeiramente, quer dizer “baseado”? Olha, juro que nem estou falando da tal daquela erva tanto proibida quanto consumida. Mas o tal baseado permite tudo. Quer dizer, adaptamos do real. Ou seja, tudo é tirado do real, ainda que a gente tenha acrescentado algo a mais, né não?
Lembra daquele velho deitado? Ou será velho ditado? Coisa de gente antiga, que dizia assim: “quem conta um conto aumenta um ponto”, lembra?. Caramba, todo cara que mexe, ou já mexeu, com literatura sabe disso. Lembra do seu Ensino Médio? Coisa que vale para todo mundo, seja professor, seja escritor, ou seja, talvez o mais importante, o leitor. Todo mundo sabe que a gente pode até nem aumentar, mas apenas “ilustrar”, ou por outra, a gente pode “enriquecer” uma história, que ouviu, leu ou mesmo que entendeu. 
Já reparou que as gentes entendem o que nos contam de maneiras diferentes, de maneiras diversas, uns dos outros, dependendo da ocasião?
Lembro de um verso do poeta português Eugénio de Andrade, em que ele dizia que seu ofício era “juntar palavras”. 
Lembro também de ter ficado horas pensando sobre isso. 
O fim do homem talvez seja mesmo só se comunicar, encontrar linguagens, repassá-las aos outros, de modo que eles entendam e nos digam como as receberam, o que entenderam, como entenderam. 
Não seria essa a finalidade só do poeta, mas do ser humano, dividir com o outro o que sente, o que pensa, o que entende do mundo? Então, se a gente está aí só para misturar palavras (e elas já existiam bem antes de nós), o que nos resta é partilhar. 
Claro, estava pensando em poesia, que é uma coisa que não pode ser sintetizada, o poema já é a maior síntese possível de alguma coisa. E um poema chega de modo diverso a cada um. 
Temos de ouvir, certamente, mas também temos de nos soltar. Isso, gente, então, contemos nossas histórias. Tomara que os outros entendam... 
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