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Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Uns Vinhos

26 JUL 2019 - 23h59
Não sou enólogo, vou logo dizendo. E, mesmo não sendo um especialista, gosto de curtir uns vinhos, sempre que possível. E leio, sempre que possível, umas tantas informações, sei que se nos dispusermos podemos aprender mais. E quem gosta de um vinho se coloca disposto também a repassar o que sabe aos demais.
Esses dias, junto com uns amigos, começamos e acabamos falando sobre vinhos. E, claro, curtindo um saboroso rosé. Era o Garibaldi, da Serra Gaúcha, já premiado no Exterior. Senti, ou melhor, um e outro manifestou certo preconceito a respeito de vinhos brasileiros, permitam-me, amigos, comentar. Claro que compreendo tal sensação, como também sei de grande desinformação sobre os vinhos nacionais. Semana passada me falaram de queijos brasileiros muito bem premiados na Europa. Acredite quem quiser.
Sei também daquelas interpretações insistentes, “vinho bom é vinho velho”. O que também tem de ser reconsiderado ante a nossa realidade. Com certeza sabemos que existem vinhos, tintos, que são fortes, com significativa base em sua formação. Percebemos logo ao atentarmos ao aroma. Não todos os tipos de vinhos tem essas condições. Tais vinhos, são bem mais caros, mas disponíveis para serem guardados por mais tempo. Eles vão amadurecendo no seguir do tempo, exibindo sua própria complexidade. Vão revelando as condições de seus taninos e de sua acidez, bem mais elevados, o que lhes permitem viver no seguir dos anos. Mas não são todos nessas condições. Alguns são classicos e mais conhecidos dos interessados. Podemos listar certas origens, como os franceses, Bordeaux, Rhône, como os italianos, Chiantis, os portuguesess Douro e Porto, para destacarmos alguns. Mas é sempre bom os termos experimentados antes sabendo para o que os desejamos, ou para acompanhar uma refeição ou para um encontro de conversas.
Temos de observar o que compramos com mais atenção. É para guardar mesmo ou para beber em data próxima? Os vinhos mais duradouros não são comumente encontrados em supermercados. Então, se é isso mesmo o que você pretende, guardar por um tempo, alguns anos, talvez seja melhor buscar em lojas especializadas. E que condições você tem em casa para conservar esses vinhos? Tem adega, climatizada? com compressor? Os vinhos que nos surgem, nos supermercados são quase sempre possíveis de conservar por cerca de uns dois anos depois de sua safra, data que vem impressa no rótulo da garrafa. Esses vinhos são mais leves e frutados. E temos bons vinhos nessas condições no Brasil. E na América Latina temos exemplos de muito boa qualidade. Mas se passarem muito do seu tempo eles se aproximam dos vinagres, ficam ácidos, perdem a sua qualidade. 
Ainda estamos muito longe, muito longe, de alcançarmos os números de consumo dos nossos vizinhos, Uruguai, Chile, Argentina. Nos nossos estados do Sul, não só a produção, mas também o consumo de vinhos são bem maiores. E devagarzinho vamos buscando os vinhozinhos que aprendemos a amar. E seguimos avante melhorando nosso gosto, curtindo o aroma, curtindo o sabor. Curtindo nosso conhecimento. É coisa meio lenta. Mas é bom! 
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