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Luis Claudio Rocha Guillaumon

é médico oftalmologista e secretário de Saúde de Suzano.

Vacinar pra quê?

05 SET 2018 - 23h59
É uma pergunta que, apesar das décadas de avanços científicos comprovados de que a medicina moderna dispõe para melhorar a saúde da população, ainda pode ser ouvida.
Para responder, vamos lembrar que a vacina é o maior instrumento que a medicina e a ciência criaram para agir antes que uma doença se instale. Diferentemente da medicina curativa - aquela que tenta tratar o mais rápido possível para não haver sequelas de uma doença -, a preventiva evita que você tenha a doença ou atenue os problemas que ela possa gerar.
A vacina é o instrumento da ciência mais poderoso que a medicina tem contra as doenças. Ela vem do termo "vaccinus" - vaca. Um cientista percebeu que mulheres que ordenhavam vacas eram imunes a uma doença comum em uma região. O médico descobriu que esses animais tinham uma forma enfraquecida daquela doença e as ordenhadoras estavam contaminadas por esta, não desenvolvendo a forma grave.
Surgiu aí o conceito da vacina: dar ao corpo um pouquinho do problema, para que o sistema imunológico da pessoa possa se preparar e se fortalecer contra a doença em si.
Atualmente, vejo que este esforço em se prevenir as doenças esbarra em dois obstáculos:
1- Locais onde o Poder Público não chega; em algumas regiões onde o acesso é difícil, as campanhas são irregulares e o sarampo, por exemplo, ainda existe. Para resolver isso, é necessário investir em infraestrutura na área da saúde.
2- Grupos que escolhem não vacinar seus filhos. Infelizmente, há grupos filosóficos que defendem que as crianças não devem ser vacinadas. Contudo, estas pessoas foram vacinadas por seus pais. 
Acredito que todos tenham o direito individual de escolha, mas muitos se esquecem do direito da sociedade. Além de ser um direito de saúde, o acesso às vacinas é um direito coletivo, porque os programas de vacinação erradicam a doença coletivamente. A população como um todo precisa estar vacinada (as ações são individuais, mas o resultado é coletivo). Uma única pessoa não imunizada pode ser o vetor para uma doença e transmiti-la a alguém com a imunidade comprometida e que pode morrer por isso.
Os grupos que defendem a não-imunização, certamente, não viram as consequências dessas doenças, já que eles foram imunizados por seus pais e não conheceram pessoas infectadas na infância ou na adolescência. Não conheceram famílias que perderam conhecidos para essas doenças.
Ainda é preciso perguntar "vacinar pra quê"? Acho que não. Suzano acredita na Saúde. Vamos em frente!
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