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Jornal Diário de Suzano - 11/12/2018
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COLUNA

Lorena Burger

Advogada

Vidas sem sentido

12 JUN 2018 - 00h59
Com muita frequência temos observado que algumas pessoas estão dando fim à própria vida, aparentemente sem explicação.
Não importa a posição que ocupam na sociedade, afinal, aparentemente a solidão, mesmo que circundada de uma multidão de conhecidos, atinge a todos.
As pessoas aos poucos foram se isolando em seus casulos acompanhadas quase sempre de seus celulares ultramodernos que os conectam com o mundo, mas que os mantém em completa solidão.
Nenhum aparelho, por mais que permita a farta comunicação substitui a companhia e o contato físico entre as pessoas.
Esse contato que nos faz sentir importantes e imprescindíveis para as pessoas que queremos bem, que faz nossa voz ser ouvida, que torna nossa opinião importante é que nos tira do isolamento, que nos faz ser parte de uma família ou de uma roda de amigos.
Não faz diferença se a pessoa é importante, figura ilustre, assistida de longe por milhares de expectadores de seus programas culinários ou um ser desconhecido que avalia suas atividades e seu bem querer pelas curtidas que recebe nas redes sociais.
Afinal tanto um quanto outro vive em seu casulo e quando expõem suas ideias, seus projetos, e seus sonhos para pessoas que não conhece e sequer imagina como vive, espera que alguém nessa imensidão desconhecida ouça seu grito, entenda seu apelo, seu pedido de ajuda.
Muitos, entretanto, somente curtem e se manifestam por educação ou para serem notados, pois, também de certa forma esperam ser notados, sem nem mesmo ler ou prestar atenção ao verdadeiro sentido dado àquelas palavras muitas vezes carregadas de emoção e dor.
Algumas vezes quando somos mais próximos, podemos até questionar se algo está acontecendo e se precisa de ajuda, no entanto, tudo isso ficará só ali na rede social, sem uma busca mais atenta, sem a preocupação verdadeira, que seria normal no amigo real.
Essa solidão está presente até mesmo onde uma porção de pessoas se reúnem e que, em outros tempos estabeleceriam conversas, iriam rir uns dos outros, se tocarem, mas agora, apesar de estarem ali presentes fisicamente, seus olhares estão direcionados a fatos e acontecimentos que não se passam ali, mas em outros locais e com outras pessoas, na maioria das vezes desconhecidas.
Ficam assim reunidas fisicamente, não só entre amigos, entre familiares também, sem nem mesmo prestar atenção nos olhares perdidos, nos vincos profundos que tomam conta do semblante de alguns.
Vão para suas casas e recolhem-se aos seus leitos, acreditando que não são amados e que não fazem diferença na vida das pessoas que consideram importantes.
Muitas vezes só se sentem assim quando solitários, no escuro de seus quartos, isolados do mundo. O olhar perdido nas telas de seus celulares, lendo postagens que não lhes dizem respeito, mas que parece lhes ser direcionada.
Buscando apoio numa mão que não lhes será estendida, num abraço que nunca se efetivará, numa palavra de carinho que não ecoará em seus ouvidos e num olhar que não será correspondido, entediados e sentindo-se completamente abandonados acabam com suas vidas, talvez imaginando que assim acabarão sendo entendidos.
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