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Jornal Diário de Suzano - 21/09/2019
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COLUNA

Eduardo Caldas

Foi candidato a prefeito em Suzano em 2004. É professor de Gestão Políticas Públicas na USP

Viva o pedestre vivo e seguro!

27 JUL 2017 - 06h00
Quando se pensa em mobilidade urbana logo vem à mente os modais de transporte, principalmente o rodoviário e o ferroviário. Muitas vezes são esquecidas duas formas muito populares, comuns e antigas de deslocamento: por meio de bicicletas e a pé.
No entanto, transeuntes e ciclistas disputam espaço com o "reizinho de quatro rodas". A cidade parece, muitas vezes, pensada para acomodar os automóveis, veículos individuais e privados, deixando de lado tanto o transporte público coletivo quanto táxis, bicicletas e o deslocamento a pé.
Do ponto de vista ambiental, os maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa nos centros urbanos são os automóveis e as motos.
Do ponto de vista da segurança no trânsito, o maior número de mortes é de motociclistas e de pedestres. Os pedestres, que disputam o espaço urbano com o "reizinho de quatro rodas", são menos agressivos, menos pesados, menos espaçosos, menos impactantes no caso de um choque, e os mais sofredores.
Segundo o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, no primeiro semestre deste ano ocorreram 89.273 acidentes de trânsito com vítimas no Estado de São Paulo, dos quais foram totalizados 2.753 óbitos, sendo 175 óbitos de motociclistas (36%), e 141 óbitos de pedestres (30%), ou seja, 141 óbitos por atropelamento, colisão de veículo em movimento com pedestre. No município de São Paulo, no mesmo período, foram 91 mortes das quais 49 de pedestres.
Na busca por priorizar o pedestre ou pelo menos minimizar seu sofrimento, o município de São Paulo aprovou em sua Câmara Municipal a Lei 16.673, chamada Estatuto do Pedestre.
Não se tratou de iniciativa isolada de um vereador, mas de mobilização da sociedade por meio da Associação pela Mobilidade a Pé, Corrida Amiga, Sampapé, além da Associação Nacional de Transportes Públicos.
De acordo com a nova legislação, o Poder Executivo municipal deve garantir rede de sinalização para o fluxo e a rede mobilidade a pé; passeios e calçadas limpas, bem conservadas, com piso antiderrapante, inclinação e largura previstas nas normas técnicas e leis específicas; abrigos ou coberturas simples nas paradas de ônibus; ruas exclusivas para o uso de pedestres; ciclovias integradas; iluminação adequada.
O acesso à informação possibilita conhecer o que ocorre em outras paragens. A análise, entretanto, é feita a partir do chão que pisamos e do horizonte que vemos. Assim olho para São Paulo a partir de Suzano, vejo quanta ausência e quanto potencial temos a ser explorado.
Pensemos, pois, nosso sistema de calçadas, os calçadões, a iluminação pública, a implementação do plano cicloviário. Que nossas calçadas contribuam para humanizar a vida na cidade. Que consigamos garantir um ambiente menos poluído e mais seguro a partir da prioridade ao pedestre. Viva o pedestre vivo e seguro!
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