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Jornal Diário de Suzano - 01/08/2021
COLUNA

Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

A namorada

17 JUL 2021 - 05h00

O Dia dos Namorados passou. Para mim sempre o senti como um dia muito especial. Tenho a felicidade da minha namorada me compreender há muito tempo. E tento compreendê-la, igualmente. Sempre uma grande parceira, desde lá atrás, ainda meninota. Sempre homenageei-a com a dedicatória de meus livros de poesia. Sei que são muitos versos em meu caminho, nesses quase sessenta anos a poetar. Ela me provoca o lírico.
Poderia dizer, e já disse, que tive sorte na Vida. Mesmo tendo aprendido bastante com as tantas pedras das trilhas e alamedas e outros estranhos percursos que percorri ao longo dos meus tantos dias. Sei hoje, foi mais que sorte. O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, que tudo sabe, muito antes de nós, ante quem me deparo como um simples aprendiz de pedreiro, ofereceu-me muitas oportunidades. Uma delas, ao mesmo tempo singela e especial, foi aproximar-me de alguém que aceitou acompanhar-me por tantos rios e mares a que me deparei.
E as coincidências são tantas que passei a reconhecê-las como parte do caminho que me foi ofertado. Minha namorada está completando mais um aniversário. Nossas datas são bem próximas, sim. Mas não nos vejo como muito iguais, ela tem sua personalidade bela e firme e a minha, a seu jeito, a reconhece e acompanha como parceiro.
Ficamos juntos no correr dos tempos. Este ano completamos meio século nessa união com dois filhos, três netas e uma nora. Já agora ambos aposentados enfrentamos o mal que nos aflige a todos. Não é e não está fácil, sabemos bem. Mas juntos sempre se consegue algo mais positivo ou menos dolorido.
A leitura do mundo que cada um faz nunca é perfeitamente igual se não há submissão. Mas se aprende bem mais com os enfoques diversificados. O respeito e a aceitação nos oferece a liberdade de escolhas, coisa que envolve e encanta.
A mulher tem de ter apreço, não só do seu companheiro, mas da sociedade. Se não é assim, a sociedade exibe-se falha e oferece ofensas morais e físicas. Nenhum ser é superior a outro. Sabemos de leituras diversas, mas isso não pode permitir humilhação, de modo algum.
O ponto que miramos em nosso caminho é o que pretendemos alcançar, é a luz que buscamos adiante. E queremos que seja alcançado juntos. Não podemos deixar de olhar a paisagem que ao lado nos acompanha. Esse é mais um encanto que nos encanta e agrega com toda a sua diversidade.
Num dia 4 de Julho trocamos alianças. Coisa reservada. Entre nós. Um noivado? Como traço no poema “Aliança de Aço”:
“porque te encontrei numa estrela/ não pedirei mais luz/ nem mais calor/ surgiste em luar na escuridão/ de toda a minha cegueira/ refletindo mais longe/ tornando dias as noites/ porque era só/ triste perdido de alento/ fui feito amor e te amei/ do querer mais adulto/ do entregar mais maduro/ do amar mais puro/ porque me vi de esperança/ te vi sempre comigo/ sempre como agora/ com outros olhos outras mãos/ foi sentindo-me vivo homem/ ser além do nome/ te fi z mulher de amor/ chegando onde chegamos/ juntos”.
Isso mesmo. Sempre recebeu meus versos.

 

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