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Jornal Diário de Suzano - 26/05/2022
COLUNA

Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Ainda Não!

14 MAI 2022 - 05h00

Então, o Mal acabou? Pelas ruas da minha Vila as pessoas vão seguindo, a grande maioria sem máscaras. Houve de fato uma redução das mortes por um tempo. Mas, parece que vem aumentando, de novo. O número de casos ainda é significativo, muitas vezes maior que o da China, que por isso impõe o isolamento extremo. Mas aqui as autoridades já liberaram as proteções. Será que foi por campanha eleitoral? Nos mercados ainda se usa a proteção, defendendo-se a si mesmo e dos demais.
Os encontros, não só os privados, mas também os públicos, estão cada vez mais liberados em nosso País. Os eventos se espalham. E os políticos, desobedientes natos, cada vez mais, se contaminam. Nas escolas particulares, quando ocorrem três casos numa turma as aulas são suspensas. Nas escolas públicas... a coisa vai seguindo...
Pois é isso mesmo! O Mal ainda não acabou! Mas se queremos que acabe... temos de ir estabelecendo, e respeitando, regras para quem o nega...
No estado de São Paulo a grande maioria está vacinada contra Covid. Mas isso não impede que peguemos essa doença e outras tantas (que estão retornando com força). A vacina, claro, reduz os sintomas do mal, mas não impede totalmente as sequelas. Já se sabe que metade dos contaminados terão sequelas, bem complicadinhas, por mais de ano. Alguns padecem com restrições fortes, como sei de amigos. Lamentável.
Mas como não se sentir cansado de tudo isso? As consequências, em especial as emocionais, psicológicas, são demasiado fortes sobre todos, não há como nem porquê negar. Muitos de nós estamos mais frágeis. Ansiedade, depressão ocupam espaços. E vemos as pessoas, alguns sem nem mesmo se darem conta, agindo de modo perdido.
As pessoas andam mais irritadiças, por toda parte. Mas será que isso só ocorre com os outros? Já nos demos conta de nós mesmos? De como estamos seguindo ante todo esse tempo de dificuldades?
Sabemos bem que o isolamento na Pandemia restringiu fortemente a muitos de nós. Isso está transparente para os alunos, crianças, jovens e adultos. Já antes havia problemas de aprendizagem, agora precisaremos de muito mais esforço e tempo para nos encaminharmos à soluções. Fomos muito afetados, concorda? sim ou não?
Acha que o trânsito foi atingido? Percebemos talvez aí com mais facilidade. Temos muito mais carros pelas ruas. E parece que estamos desaprendendo bem. Não se respeita mais semáforos. Os pedestre e ciclistas “se oferecem” a atropelamentos.
Quem se acha armado com um automóvel será que sai ameaçando? Ou nem todos vemos isso? Será que as pessoas estão muito mais nervosas? Se esse efeito ocorre então temos com o isolamento mais casos de violência doméstica? É assim? Então temos também assaltos mais violentos, ou não? E quem tem um revolver ou uma faca vai reagir com mais agressividade quando se imaginar ameaçado por um sinal ou uma palavra?
A Economia nos aflige, é verdade, falta-nos um plano de política social. Sobra disputa por poder. Os mais frágeis, em especial os idosos, estão rejeitados. Como reagir?

 

Umc

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