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                                <title><![CDATA[Diário de Suzano - Suami Paula de Azevedo]]></title>
                    
                                <subtitle>Feed de notícias de Suami Paula de Azevedo do Diário de Suzano</subtitle>
                                                    <updated>2026-10-30T23:44:10+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Uma Luta Contínua]]></title>
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            <author>
                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Já tratei disso antes, mas como parar. Sigo. Sei que posso não ser um exemplo para alguns. Mas não paro. Lutei pelo que faço e fiz.Retomando, dia 13 de Outubro é o Dia do Escritor. E no 15 de Outubro...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p style="text-align: justify;">J&aacute; tratei disso antes, mas como parar. Sigo. Sei que posso n&atilde;o ser um exemplo para alguns. Mas n&atilde;o paro. Lutei pelo que fa&ccedil;o e fiz.<br>Retomando, dia 13 de Outubro &eacute; o Dia do Escritor. E no 15 de Outubro tivemos o Dia do Professor. Dia 18 de Outubro, Dia do Diretor de Escola. Para tamb&eacute;m n&atilde;o esquecer, em 28 de Outubro tivemos tamb&eacute;m o Dia do Servidor P&uacute;blico. Como me enquadro em todos esses itens, vou destacando. Tenho orgulho das minhas pr&aacute;ticas. Permitam-me contar um pouco dos percursos que segui. E voc&ecirc;, tem satisfa&ccedil;&atilde;o do que faz? Tente contar aos demais um tanto disso.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Um dia, fora do meu Pa&iacute;s, em 1972, quando escrevia meu primeiro romance, dei-me conta de que queria mesmo era ser Escritor. J&aacute; fazia meus poemas desde 1963. Ent&atilde;o fui cursar Letras. Quando no Mestrado na Sorbonne, fiz o primeiro trabalho acad&ecirc;mico sobre a constru&ccedil;&atilde;o po&eacute;tica do imenso poeta contempor&acirc;neo portugu&ecirc;s Eugenio de Andrade. Coloquei um livro de poemas no computador, a IA j&aacute; h&aacute; mais de cinquenta anos na Literatura. Ent&atilde;o, fui convidado a lecionar ali, como Professor-Assistente. Gostei mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Em seguida, dei continuidade, fazendo o Doutorado e lecionando. Ent&atilde;o, um acordo pol&iacute;tico permitiu a volta ao Brasil, em 1977. Aqui, continuei como Professor Universit&aacute;rio, depois tamb&eacute;m lecionando na Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Coisas muito diferentes, precisava saber mais. Fui cursar Pedagogia para melhorar minhas condi&ccedil;&otilde;es. Hoje sabemos que 60% dos professores cursam Faculdade a dist&acirc;ncia, EAD. Isso n&atilde;o atende a realidade. Que pena! As autoridades. Especialmente de S. Paulo, n&atilde;o valorizam os Docentes, que tem os piores sal&aacute;rios de profissionais com forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Depois dos anos de 1990 pude ir assistindo o severo desmantelamento, a destrui&ccedil;&atilde;o, do Servi&ccedil;o P&uacute;blico e em especial da Educa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, destacadamente aqui no nosso Estado. Lutei por anos para impedir isso. Mas hoje vejo que se tornou programa de governo. Como escritor fui por lindos caminhos. Escrevi os primeiros livros da Hist&oacute;ria Local da minha Cidade, recebi pr&ecirc;mios no meu Pa&iacute;s e no Exterior. Com agora meus mais de sessenta anos de Poesia ainda sigo pretendendo avan&ccedil;ar.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Continuei sempre estudando, podendo mostrar em Gest&atilde;o Educacional, que era poss&iacute;vel melhorar os resultados de aproveitamento dos alunos com a forma&ccedil;&atilde;o de Equipes de profissionais nas escolas, que tamb&eacute;m se aperfei&ccedil;oavam. Todos juntos, professores, alunos, funcion&aacute;rios, pais, comunidade. Isso est&aacute; registrado.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Hoje, aposentado, vejo, todos podemos ver, que o nosso Estado (e o nosso Pa&iacute;s) est&aacute; em fase bem complexa e de dif&iacute;cil progresso na forma&ccedil;&atilde;o do pessoal, al&eacute;m do econ&ocirc;mico. Mesmo assim, acredito que poderemos avan&ccedil;ar em qualidade, n&atilde;o apenas em nossa Educa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, atentos &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es do nosso Servi&ccedil;o P&uacute;blico, com mais e melhor sele&ccedil;&atilde;o do pessoal e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e voltados aos resultados. Sem privil&eacute;gios de algumas categorias como Ju&iacute;zes, Promotores e Militares (que est&atilde;o fora de reformas administrativas...).</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Saber das dificuldades n&atilde;o vai jamais me fazer desistente da constru&ccedil;&atilde;o de um Pa&iacute;s melhor para a nossa gente. Tenho orgulho do que fa&ccedil;o por toda a vida. Mesmo chegando aos meus oitenta anos de vida visualizo a Esperan&ccedil;a que me acompanha, com apoio da Fam&iacute;lia e dos Amigos.<br>Avante! Tentemos oferecer exemplos aos mais jovens.</p>]]></content>
                                    <category term="Colunistas" />
                        <category term="Suami Paula de Azevedo" />
                        <published>2026-10-31T08:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-10-30T23:44:10+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Equilíbrio]]></title>
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            <author>
                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
            </author>
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                <![CDATA[Essa coisa de estar ou ser equilibrado não é tão simples. Aos oitenta anos descobri, meio a força, a tal da “falta de equilíbrio” que me atingiu. Nunca tinha tido qualquer sinal dessa perda antes na m...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Essa coisa de estar ou ser equilibrado n&atilde;o &eacute; t&atilde;o simples. Aos oitenta anos descobri, meio a for&ccedil;a, a tal da &ldquo;falta de equil&iacute;brio&rdquo; que me atingiu. Nunca tinha tido qualquer sinal dessa perda antes na minha vida. N&atilde;o &eacute; coisa simples, nem f&aacute;cil para enfrentar. Refiro-me a todas as suas formas, sejam f&iacute;sicas, emocionais ou mesmo em outras bases.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Descobri que se perdemos o equil&iacute;brio porque atingimos a &ldquo;labirintite&rdquo; &eacute; o ponto mais simples. Toma-se rem&eacute;dios e a coisa volta ao normal. Curamos. Mas, se n&atilde;o &eacute; labirintite, temos in&uacute;meros exames a serem feitos at&eacute; se descobrir a causa malvada. O desequil&iacute;brio vem e nos afeta fortemente. Parece uma tontura. Ela vai atacando o nosso jeito de parar, de andar, de levantar da cama ou deitar. Atinge com fortes limita&ccedil;&otilde;es nossa leitura, nossa observa&ccedil;&atilde;o do mundo, nosso caminhar e nos imp&otilde;e um bom tanto do sedentarismo malvado. Mas temos de descobrir a base de tudo isso, claro. Coisa nada f&aacute;cil. Foram uns bons dias que me foram tomados. Mas agora &eacute; me cuidar.&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Descobri que o que me atacava era baseado na tal de &ldquo;velhite&rdquo;. Ter mais idade imp&otilde;e condi&ccedil;&otilde;es, teria de planejar melhor a minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Felizmente, estou podendo voltar a fazer os meus exerc&iacute;cios f&iacute;sicos. A barriga cresceu bem, perdi massa muscular, preciso de mudan&ccedil;as no meu jeito de ser. Estou retomando meus afazeres, claro. &Eacute;, a partir de agora, tenho de me cuidar em tudo o que fizer. &Eacute; prestar aten&ccedil;&atilde;o em como sigo. J&aacute; faz muitos anos que busco o equil&iacute;brio no meu caminho. N&atilde;o &eacute; s&oacute; coisa f&iacute;sica. J&aacute; tive de enfrentar movimentos radicalistas, que exibem, quase sempre, uma falta de equil&iacute;brio. Sei bem, a vida nos puxa. Mas, com certeza, quase sempre, podemos escolher. L&aacute; por 1968 e 1969, liderei movimentos estudantis. Com a Ditadura no poder n&atilde;o era coisa simples. As pessoas sumiam de um dia para o outro, como dizia uma m&uacute;sica, &ldquo;desapareciam num rabo de foguete&rdquo;. Al&eacute;m de S&atilde;o Paulo, no Brasil, o mundo passava por fortes rebeldias universit&aacute;rias, especialmente em Paris e na California. Nada como vemos agora. Ningu&eacute;m atacava lojas. Mas o Senhor me levou para um acidente, impedindo que eu fosse para onde muitos se foram definitivamente. Por isso fui deixado dias em coma, com a tal da Experi&ecirc;ncia Quase Morte (EQM), quando a mente sai do corpo e iniciamos nossa passagem para a morte. Foram meses internado. Pleno de restri&ccedil;&otilde;es, limita&ccedil;&otilde;es, depois sa&iacute; do Pa&iacute;s. Tinha de me restar equilibrado. Quando meu primeiro filho nasceu, na Fran&ccedil;a, em meado dos anos de 1970, me preparei no pr&eacute;-natal. E pude assistir o parto, sem desmaiar. Depois que sa&iacute; da Maternidade, quando voltei para a minha casa, consciente de que tinha uma crian&ccedil;a, uma fam&iacute;lia, para cuidar, dei-me conta de precisar ter muito mais cuidado ainda com a vida que viria dali em diante. Conscientizei-me de que n&atilde;o podia ser para sempre um revolucion&aacute;rio, mas tinha de me reconhecer como um reformista, sem precisar destruir o que j&aacute; existisse, mas cuidar de recuperar o que pudesse ser aproveitado. Minha mulher me apoiou muito. Vejo agora extremismo demais. Com polaridade, com radicalismo. Ao contr&aacute;rio, precisamos de mais calma, reflex&atilde;o. Podemos estragar tudo. Escolher mal. Precisamos mesmo &eacute; de equil&iacute;brio. Tentemos todos n&oacute;s o equil&iacute;brio como nossa escolha. Podemos ajudar a melhorar os demais e o nosso mundo.&nbsp;</p>]]></content>
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                        <category term="Suami Paula de Azevedo" />
                        <published>2026-10-24T08:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-10-23T23:45:59+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Comemore-se]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Disse comemore-se. Isso mesmo. Não disse “bebemore-se”. Apesar de saber que muitos preferem seguir seus chamados interiores mais líquidos...Lembro que antigamente, muito tempo atrás, adorávamos presta...]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Disse comemore-se. Isso mesmo. N&atilde;o disse &ldquo;bebemore-se&rdquo;. Apesar de saber que muitos preferem seguir seus chamados interiores mais l&iacute;quidos...<br>Lembro que antigamente, muito tempo atr&aacute;s, ador&aacute;vamos prestar homenagens aos demais. Era o reconhecimento, permanente, na nossa vida, dos valores sabidos dos outros. Tantos mereciam esses reconhecimentos que com alegria nos coloc&aacute;vamos em posi&ccedil;&atilde;o de quem sabe de seus compromissos, de seus deveres, como diz&iacute;amos, na vida coletiva. Verdade! S&atilde;o outros tempos.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Essa semana, n&atilde;o deixei de visualizar, foi cheia de espa&ccedil;os a reconhecer as devidas homenagens. A verdade &eacute; que este nosso ano corre bastante. E muitas coisas nos vieram chamar. Algumas, se reconhece, nem mereciam maior destaque, mas outras tantas nos tocam a sensibilidade, inegavelmente. Todos n&oacute;s fomos crian&ccedil;a, e curtir o Dia das Crian&ccedil;as sempre foi algo emocionante. Divertido demais. E, como negar, mesmo agora, como adultos, ainda que rememorando, ao ver os filhos e os netos se divertindo com brinquedos e tantos simples prazeres a mais &eacute; algo encantador, tamb&eacute;m agora. As crian&ccedil;as merecem se divertir. N&atilde;o podemos negar. Temos de possibilitar o mais poss&iacute;vel. S&oacute; assim ser&amp;ati lde;o adultos libertadores, como todos deveriam ser.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Como negar as satisfa&ccedil;&otilde;es e confian&ccedil;as reconhecidas por pessoas atendidas em seus pedidos tornados milagrosos, a Nossa Senhora Aparecida? Um encantamento indescrit&iacute;vel. Permitam-me, ao ver pessoas emocionadas em seus alcances atingidos, vejo a confian&ccedil;a no Ser Superior sendo alcan&ccedil;ada como algo apenas solicitado. N&atilde;o h&aacute; como n&atilde;o reconhecer tal evento como magn&iacute;fico. E coloc&aacute;-los todos em posi&ccedil;&atilde;o simples de humildes agradecidos. N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que s&atilde;o exemplos envolventes. Mas muito mais nos surgiu esses dias. Minha carreira de suas tantas d&eacute;cadas no Magist&eacute;rio jamais me deixaria esquecer tamb&eacute;m o Dia do Professor, que era mantido como Feriado Escolar, tendo as aulas suspensas. Hoje, ao que sei, mudaram a Lei, ou a desrespeitam. Na atualidade a desconsidera&ccedil;&atilde;o aos Docentes &eacute; generalizada, por pais, alunos, autoridades. Para retomarmos algo pr&oacute;ximo ao antigo respeito levaremos v&aacute;rios anos de trabalho nessa busca. E teria de ser algo desenvolvido coletivamente. Infelizmente, n&atilde;o consigo ver tal proposta sendo retomada. E a busca pelo saber, pelo conhecimento, vai se desfazendo como algo fundamental na pr&aacute;tica humana atual. A IA vai nos dominar? Ou j&aacute; nos domina? N&atilde;o precisaremos mais tomar atitudes, s&oacute; continuar andando?<br>Mais adiante teremos o Dia do Servidor P&uacute;blico. E da&iacute;? Parece que esse &eacute; mais um dos cargos que devem ser eliminados. S&oacute; falam em privatizar, seja Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o, at&eacute; Seguran&ccedil;a. Assim contratam aqueles que lhes obedecem mais. E o Poder torna-se de irrecus&aacute;vel reconhecimento geral. E a sociedade tamb&eacute;m vai tornando-se submissa aos mandantes, aos comandantes do momento. Ela mesma pode ir se exibindo como essa que prefere n&atilde;o ter que se manifestar, colocando-se apenas como a que se entrega aos que dizem o que ela deve fazer.<br>Ser&aacute;?</p>]]></content>
                                    <category term="Destaque" />
                        <category term="Suami Paula de Azevedo" />
                        <published>2026-10-17T08:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-10-17T00:34:19+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Um Mestre Amigo-Irmão]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.diariodesuzano.com.br/colunista/2026/10/10/um-mestre-amigo-irmao.html" />
            <id>https://www.diariodesuzano.com.br/01a12336-6ab2-708a-92e1-85d537b51595</id>
            <author>
                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Essas últimas semanas foram de atenção. Um amigo muito querido, não só para mim, como a tantos outros, nesta nosso Cidade, andou meio adoentado, sendo internado para tratamento. Há poucos meses ele ti...]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Essas &uacute;ltimas semanas foram de aten&ccedil;&atilde;o. Um amigo muito querido, n&atilde;o s&oacute; para mim, como a tantos outros, nesta nosso Cidade, andou meio adoentado, sendo internado para tratamento. H&aacute; poucos meses ele tinha completado os seus noventa aninhos. Isso trouxe umas tantas preocupa&ccedil;&otilde;es, claro, ainda que soub&eacute;ssemos que ele era atencioso com a sua sa&uacute;de. Foi para UTI. Ficamos mais preocupados. At&eacute; que recebemos a not&iacute;cia de seu falecimento, passado pela fam&iacute;lia.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Estou me referindo ao muito querido Masataka Hanashiro. Um amigo desde l&aacute; em 1977, quando voltei ao Brasil, depois de uns anos na Europa. Ele era de fam&iacute;lia do Interior do nosso Estado, de Lins. Mas depois, sua fam&iacute;lia migrou para o Litoral Paulista, para o Vale do Ribeira. L&aacute; tornou-se amigo do meu sogro, o senhor Martin Hermann Domschke, e cresceram. Suas fam&iacute;lias, uma alem&atilde;, a do meu sogro, e a dele, japonesa, passaram por umas tantas dificuldades desde antes e durante a Segunda Grande Guerra, com o plantio de bananas. E nas nossas conversas descobrimos que estudamos em Santos, no mesmo Col&eacute;gio Canad&aacute;, claro, em tempos diversos. A partir da d&eacute;cada de 1950 ambos trabalharam na Empresa Fongra, em Suzano.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>O Hanashiro veio estudar aqui na Regi&atilde;o, cursou Qu&iacute;mica, &aacute;rea em que se formou, mas acrescentou tamb&eacute;m as habilita&ccedil;&otilde;es nas &aacute;reas de F&iacute;sica e de Matem&aacute;tica, em que acabou tamb&eacute;m lecionando. Talvez at&eacute; por isso seu racioc&iacute;nio fosse t&atilde;o l&oacute;gico. N&atilde;o muito diverso do meu jeito pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>L&aacute; pelos anos de 1970 o Hanashiro tinha uma gr&aacute;fica de notas-fiscais, na rua Benjamin Constant, aqui em Suzano, coisa obrigat&oacute;ria ent&atilde;o. Passei a gostar de trocar ideias com ele. Era coisa boa, n&atilde;o importava o assunto. Eu e alguns outros amigos pr&oacute;ximos o cham&aacute;vamos de &ldquo;Chico&rdquo;, l&aacute; naqueles tempos idos.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Depois, eu ingressei no Magist&eacute;rio, j&aacute; no final da d&eacute;cada de 1970, com a minha mulher, a Cristiane, e nos aproximamos ainda mais. A filha dele, a doce Denise, tornou-se Professora, agora aposentada, e com seu filho, o neto Lucas, tamb&eacute;m como a sua m&atilde;e, a querida Sadako, que lecionou tamb&eacute;m por muitos anos na Escola Raul Brasil. Eles tinham um outro filho, o sempre gentil Dr. Milton, M&eacute;dico no antigo Hospital das Cl&iacute;nicas, ainda hoje. Uma fam&iacute;lia encantadora.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Masataka Hanashiro foi tamb&eacute;m um Mestre Ma&ccedil;om importante, tendo recebido neste ano a Medalha D. Pedro, a maior honraria da Ordem no Brasil, tendo atingido v&aacute;rios cargos de destaque e de alto n&iacute;vel de sabedoria.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>O &ldquo;Hana&rdquo;, como muitos o chamavam, n&atilde;o parou de estudar e oferecer estudos que pudessem levar ao caminho da constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor para todas as pessoas. Esse, sempre foi o seu desejo maior. N&atilde;o desistiu de seus anseios maiores para o benef&iacute;cio de todos.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Sempre lutou pelo equil&iacute;brio entre os seres humanos, com a paz se estabelecendo entre todos. Sua persist&ecirc;ncia partia da busca pelo Conhecimento. Se todos buscarem saber mais, teremos mais paz e mais equil&iacute;brio, e assim, teremos menos lutas, menos guerras. E o entendimento ser&aacute; maior.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>O Grande Arquiteto Do Universo, que &eacute; Deus, levou-o. Ficam as suas doces marcas, suas palavras, dentro de n&oacute;s, Grande Mestre.</p>]]></content>
                                    <category term="Colunista" />
                        <category term="Suami Paula de Azevedo" />
                        <published>2026-10-10T08:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-10-10T00:28:51+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Nosso Serviço Público]]></title>
            <link rel="alternate" href="https://www.diariodesuzano.com.br/colunistas/2026/10/03/nosso-servico-publico.html" />
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            <author>
                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
            </author>
            <summary type="html">
                <![CDATA[Tenho visto muita coisa feia dita sobre o nosso Serviço Público. Muita “Fake News”. Fui servidor por meus quarenta anos, com orgulho. Mas vejo hoje a sua destruição progressiva. Por isso, retomo aqui...]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Tenho visto muita coisa feia dita sobre o nosso Servi&ccedil;o P&uacute;blico. Muita &ldquo;Fake News&rdquo;. Fui servidor por meus quarenta anos, com orgulho. Mas vejo hoje a sua destrui&ccedil;&atilde;o progressiva. Por isso, retomo aqui pontos que j&aacute; disse antes. O Servi&ccedil;o P&uacute;blico se inicia na China (s&eacute;culo 6 d.C.). Muitos indicaram gente para ajudar o Rei, mas logo foi percebido que depender dessas indica&ccedil;&otilde;es de fam&iacute;lias n&atilde;o ajudava bem, assim, iniciaram uma sele&ccedil;&atilde;o. No in&iacute;cio do S&eacute;culo XIX, os ingleses constataram que esse era um modelo muito bom para eles tamb&eacute;m. A coisa se alargou pelo mundo. Mesmo tamb&eacute;m no Brasil Imperial. Contudo, em nosso Pa&iacute;s, somente depois de 1930, &eacute; que se iniciou uma regulamenta&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas nessa &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica para atendimento melhor da popula&ccedil;&atilde;o. Mas, ainda assim, s&oacute; depois de 1988, com a nova Constitui&ccedil;&atilde;o, atualizou-se o processo.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Muitas cr&iacute;ticas aos Servidores P&uacute;blicos s&atilde;o feitas, especialmente por governantes desejosos de receber recursos de empres&aacute;rios. Os servidores n&atilde;o s&atilde;o privilegiados e nem tem sal&aacute;rios imensos. Bem ao contr&aacute;rio. Muitos governantes prop&otilde;em o &ldquo;servi&ccedil;o p&uacute;blico por designa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, aqueles n&atilde;o concursados, mas nomeados por eles para cargos sob suas administra&ccedil;&otilde;es, que tem de obedecer plenamente &agrave;s suas ordens. E j&aacute; est&aacute; demonstrado que a privatiza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o p&uacute;blico, em destaque n&atilde;o s&oacute; de Sa&uacute;de como de Educa&ccedil;&atilde;o, tem trazido custos muito mais altos do que &eacute; exercido pelos servidores efetivos. Demonstrativos que s&atilde;o amplamente acess&iacute;veis, mas escondidos por uns tantos. Conseguiu-se exibir que o pagamento da Previd&ecirc;ncia, feito pelos trabalhadores para o INSS, como a que garante as aposentadorias dos servidores, se for aplicado para efetivamente custear as suas aposentadorias garantiria muitas vantagens, al&eacute;m de todos os custos. Mas sabemos igualmente que grande parte desses recursos s&atilde;o aplicado em outras dire&ccedil;&otilde;es. Pois, apesar disso, criaram a E.C. 103/2019, aprovada pelo Presidente naquele ano, que permite confiscar, dos aposentados e pensionistas se o governante &ldquo;afirmar&rdquo; que faltam recursos para o pagamento das aposentadorias. Ato imoral, concretamente, castigando em especial os idosos aposentados, que pela Constitui&ccedil;&atilde;o devem ser protegidos. Os administradores que &ldquo;deixaram&rdquo; escapar os recursos, aplicando em coisas diversas, nem ser&atilde;o implicados nesses fatos. Precisamos de aten&ccedil;&atilde;o nas leis criadas por a&iacute;.</p>
<p style="text-align: justify;"><br>Qualquer servidor p&uacute;blico, efetivo, concursado, no Brasil, pode ser afastado ou exonerado, mesmo ap&oacute;s os tr&ecirc;s anos do est&aacute;gio probat&oacute;rio, se passar por processo administrativo e tiver condena&ccedil;&atilde;o. Sabemos que o STF retirou dos Magistrados (Ju&iacute;zes) e do Minist&eacute;rio P&uacute;blico (Promotores), alguns privil&eacute;gios. Os servidores dos Poderes Executivos, especialmente municipais e estaduais, tem muito menos vantagens que os dos poderes Judici&aacute;rio e Legislativo. Os servidores n&atilde;o tem FGTS como os trabalhadores da CLT. Ali&aacute;s, a grandess&iacute;ssima maioria dos servidores aposentados n&atilde;o alcan&ccedil;a recursos como o do limite de 8.000,00 reais desse pessoal de carteira assinada. Na Inglaterra, recentemente, os cidad&atilde;os manifestaram cr&iacute;ticas contra a terceiriza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o p&uacute;blico, em especial de Sa&uacute;de, que decaiu muito em sua qualidade nesses &uacute;ltimos anos, como aqui no nosso Pa&iacute;s, por contratarem pessoal sem boa qualifica&ccedil;&atilde;o. Ali&aacute;s, os ingleses buscaram mostrar o SUS brasileiro (que ainda n&atilde;o est&aacute; perfeito) como exemplo para l&aacute;. Para quem n&atilde;o sabe, n&oacute;s &eacute; que d&eacute;cadas atr&aacute;s nos inspiramos neles para a nossa sa&uacute;de p&uacute;blica. Com certeza podemos fazer muito mais e melhor para a nossa popula&ccedil;&atilde;o. Senhores governantes tenham respeito pelos Servidores P&uacute;blicos que atendem diretamente a nossa Sociedade.</p>]]></content>
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                        <category term="Suami Paula de Azevedo" />
                        <published>2026-10-03T08:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-10-02T23:21:45+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[A Primavera que vem]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[A Primavera sempre nos encanta. Mesmo que demore a se aproximar. Chega sempre bem devagar, pouco a pouco, até assumir o seu lugar. Ela mostra o equilíbrio e também mostra como moderar. Se não for inva...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>A Primavera sempre nos encanta. Mesmo que demore a se aproximar. Chega sempre bem devagar, pouco a pouco, até assumir o seu lugar. Ela mostra o equilíbrio e também mostra como moderar. Se não for invadida, ela se mostrará com o seu jeito de ser e de estar. Também sei que podemos afetá-la de modo negativo, alterando o seu jeito de seguir sobre nós. E apanhamos muito ao assim errarmos. Mas podemos sempre atentarmos mais sobre o nosso caminho.<br />
Convido a pensar. Por que por vezes nos deixamos levar pelo Inverno? Desatenção ou mesmo erro? Vejo que pelo mundo também anda-se sofrendo as baixas temperaturas, tanto quanto as muito altas, que nos atacam a vida, nossos sonhos futuros, nossas perspectivas. Não é coisa só do nosso recanto. Mas, gente, por que o radicalismo? Precisamos disso?<br />
Já vivi pelo mundo? Já passei invernos fortes e tristes? Já sofri em minha vida? Sim! Não cheguei aos oitenta anos de vida gratuitamente. Os tempos por vezes nos abatem. Nem sempre nos brilha o sol adiante. Por vezes as nuvens nos escurecem a visão. Isso não significa que devemos desistir de buscar a esperança. Desistir é padecer sem lutar. Temos o nosso caminho a seguir.<br />
Nunca estamos sozinhos. Muitas das vezes somos mesmo exemplos aos demais. E podemos indicar caminhos floridos. Não nos cabe desestabilizar.<br />
Há períodos pelos quais passamos que podem nos deixar alquebrados, claro. Vivi os meus ainda na juventude. Mas não me larguei. Persisti em busca do melhor para mim e para os demais. A minha Poesia, narrou certos caminhos. Como este adiante: “Quase Ileso”<br />
“vivi a juventude dita nos sonhos perdida/ fugi disfarçando o meu peito/ como antes já disse/ nem tanto incólume/ daqueles mais sorrateiros abraços/ e após nas ambições dos mais matreiros//<br />
não me acabaram nem as tantas maldições/ nem me afoguei nas mágoas pelos cantos//<br />
disso tudo já me dei mesmo conta/ depois do que se tenta na santa vida//<br />
as tantas mulheres que amei deveras/ as que me juraram amor sem medida/ <br />
quanto aquelas de que me ausentei/ dediquei todo o meu afeto/ e perdoei as que dor me causaram//<br />
sei quanto os meus tropeços custaram/ eles foram muitos e seguidos/ na mesma estrada esquecida/ em que aprendi jamais se volta//<br />
nas tantas vezes em que trôpego me lancei/ por esses tantos dias que a mim se abriram/ das causas a que me entreguei como fera/ as que tão ingênuo me dei/ escapei tanto e tantas as vezes/ sem jamais saber como/ o que só agora sei/ tem sido muito do bem/ de toda essa minha proteção//<br />
nesse tempo todo/ que pelas minhas mãos escorreu/ ao reconhecer a luz que se abriu/ tornei-me um homem livre/ e de bons costumes/ para glorificar a verdade e a justiça//<br />
talvez por isso/ como hoje alcancei/ que na vontade de seguir/ direcionando a proa/ e iluminando o caminho/ restarão sempre em mim/ a música/ nos olhos que se projetam/ e/ os versos meus”<br />
Amigos, se podemos refletir e mudar para melhor, por que deixarmos a calma da Primavera?</p>

<p> </p>
]]></content>
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                        <published>2026-09-26T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:05+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Uai IA!]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Prometo que não vou falar do clima, dessa chuvarada danada que nos ataca e nos faz padecer. Esse tal do “El Niño”, um menininho, está nos jogando pro alto. Com nosso tempo mais equilibrado há anos est...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Prometo que não vou falar do clima, dessa chuvarada danada que nos ataca e nos faz padecer. Esse tal do “El Niño”, um menininho, está nos jogando pro alto. Com nosso tempo mais equilibrado há anos estamos nos sentindo fora do mundo.<br />
E prometo também não me deslocar para a Suprema Corte. Não vamos dar interpretações do que nem entendemos. Está bem. Vamos tratar de outra coisa que nos assola também. Essa tal de IA é bem complicada, né mesmo!<br />
Recebi uma mensagem interpretando o que temos hoje como regras dominantes. Vamos ver com calma. Coisa não muito longa mas nos provoca reflexão:<br />
“Uma sociedade que obriga uma pessoa de noventa anos a usar um smartphone para acessar seus próprios direitos não é moderna: é uma sociedade que decidiu se livrar de seus idosos. Em 2026 tudo virou um aplicativo, um código, um portal. Mas quem construiu este país com as próprias mãos hoje se encontra analfabeto dentro da própria casa. Para marcar uma consulta ou pagar uma conta, é preciso um filho ou um neto – quando existe um. O sistema falhou. Isso não é inovação. É exclusão. A tecnologia deve ajudar, não selecionar quem tem direito à dignidade. Quando deixamos para trás aqueles que vieram antes de nós, não estamos evoluindo: estamos apenas nos tornando mais cômodos e mais egoístas”. Como você, meu caro leitor, se vê diante disso tudo? Sabemos, de fato, que a garotada dança alegre no meio dessas novas linguagens. Mas os adultos sabemos que nem sempre. Não fomos impedidos, mas muito de nós nem tivemos acesso a esses novos instrumentos. Há pouco mais de cinquenta anos fiz meu primeiro Mestrado na Sorbonne tratando de um livro inteiro de Poesia, do grande mestre Português Eugénio de Andrade, num computador. Naquele tempo tínhamos de digitar todo o texto em cartões, que eram perfurados para depois serem lidos pelo aparelho. Um computador ocupava toda uma sala de vinte por vinte metros. Com isso interpretei todo o livro, todas as palavras, e, a seguir, todas as metáforas poéticas. Hoje é coisa simples. Mas somente quase dez anos depois disso consegui comprar meu primeiro computador pessoal. Hoje é coisa banal. Se trata disso tudo até pelo celular. Mas...<br />
Hoje, com os meus oitenta aninhos, vejo a coisa diferentinha. Essa semana tive de ir ao meu Banco para reabrir o seu aplicativo no meu celular. O bancário que me atendeu logo encontrou os problemas e os resolveu. Pude observar e seguir as regras.<br />
Tem um monte de expressão em inglês que nem todos conseguem entender. Coloca um “pin”! Mas sei de amigos que não conseguem tudo. Tem mesmo de pedir ajuda aos “filhos” ou aos “netos”, como denuncia aquela mensagem acima. O processo de IA (Inteligência Artificial), nos ataca forte. Onde anda a “modernização” que tanto afasta hoje não só os mais velhos como os tantos desarmados deste nosso amado País? Estou lendo o mais recente livro do Dan Brown, “O Segredo Final”. Ele trata ali não só da EQM (“Experiência de Quase Morte”), que vivi também, como o meu amigo Antonio Carlos Garcia, mas também da tal de Inteligência Artificial, que pode oferecer riscos mortais para a humanidade. Vamos saber mais disso e nos prepararmos.</p>
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                        <published>2026-09-19T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:05+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Uns tantos de História]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Essa semana comemoramos mais um aniversário da nossa querida Mogi das Cruzes. Todos nós do Alto Tietê sentimos nosso carinho especial pela maior cidade da nossa Região. Não simplesmente pelo seu taman...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Essa semana comemoramos mais um aniversário da nossa querida Mogi das Cruzes. Todos nós do Alto Tietê sentimos nosso carinho especial pela maior cidade da nossa Região. Não simplesmente pelo seu tamanho, cada uma das nossas cidades tem suas características, bem próprias, mesmo que com número menor de população. Mogi é mesmo a metrópole. A mais antiga pelos seus demonstrativos históricos. Fundada em 1º de setembro de 1560, alcança 466 anos, o que não é pouco, é coisa lá de longe. No início do crescimento do Brasil Colônia. Se relembrarmos aquilo que aprendíamos na escola (na minha geração, claro...), ela é 28 anos mais nova que São Vicente, a Primeira cidade de todo o nosso país, fundada em 1532. Mais nova que São Paulo, que é de 1554. Isso não é pouco, tem de ser reconhecida e homenageada, sempre. Foi a primeira cidade que conheci, quando estive por aqui, em 1957. Me impressionou, pelo seu jeito bem antigo, ruas estreitas, casinhas, era bem encantadora. Tinha vindo de Niterói, mas antes havia morado em S alvador, com que via mais parecida. Depois que conheci Suzano, também bem diversa de hoje. A evolução da Região foi imensa, como impedir. Mas conseguiu-se deixar em Mogi um bom tanto de sua formação secular. Meus parabéns susanenses a Mogi das Cruzes! Não podia esquecer de citar a querida Itaquaquecetuba, onde lecionei por anos, tanto na Educação Básica, como na Universitária. Lá atrás, Itaquá era uma grande aldeia guarani, conduzida pelos Jesuítas desde o século XVI. E foi se expandindo além do seus limitas iniciais. Agora também comemorando seus 466 anos, com festas e rodeios intensos e famosos, ainda que com as restrições de chuva deste ano. A cidade cresceu muito, inegável. E está se adequando aos novos tempos, o que é um feliz propósito. Precisa de um tempo, mas está indo na boa direção. Meu carinho. Tenho visto que uns jovens escritores tem descrito Suzano como apenas originária da Estrada de Ferro Central do Brasil que ligou, na segunda metade do século XIX, São Paulo a Mogi das Cruzes, seguindo em direção ao Rio de Janeiro. Não devemos esquecer que toda a nossa origem se faz lá no Baruel, a uns dez quilômetros ao sul. Lá havia, no último quarto do século XIX, um comércio bom para a época, e a primeira escola de todo o Alto Tietê, o que significava gente com muitas relações com as autoridades Imperiais. Depois da inauguração da Parada Piedade (em clara homenagem à Capela do Baruel) o povo de lá começou a vir e foi se instalando por aqui, até projetar uma cidade com arruamento e mais. E mais gente veio. Não são duas cidades. Crescemos, claro, e vamos continuando. Temos muito ainda a fazer e venceremos. Precisamos de um tanto de tempos. Mês passado uma amiga, a querida Fernanda Gomes Lima, perdeu seu pai, Luiz Antônio da Silva, falecido, e, nessa ocasião, teve acesso a um documento bem especial, conservado, bem guardado, por seu pai. Ela mostrou-me, é uma homenagem, do político João Silveira, ao então Prefeito de São Paulo, Dr. Pires do Rio, em 6 de fevereiro de 1926, quando ocorreu a inauguração da Estação de Calmon Viana, da então Estrada de Ferro Central do Brasil. Faz um século. Tudo manuscrito e com várias fotos do local. Material a ser conservado. Fiz cópia para ela mostrar para autoridades e estudiosos. Sempre aprendemos.</p>

<p> </p>
]]></content>
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                        <published>2026-09-12T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:05+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[O Nosso Diário de Suzano]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[O Diário de Suzano é parte da minha vida. Não posso negar. Conheci e inicie a escrever aqui ainda em 1977, no tempo do Dr. Thadeu José de Moraes. Talvez até por isso seja hoje o mais antiguinho. Na da...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>O Diário de Suzano é parte da minha vida. Não posso negar. Conheci e inicie a escrever aqui ainda em 1977, no tempo do Dr. Thadeu José de Moraes. Talvez até por isso seja hoje o mais antiguinho. Na data de mais uma comemoração do aniversário desta importante publicação, decidi trazer aqui uns trechos de meu livro “Suzano Estrada Real”, o primeiro sobre a História da nossa Cidade, publicado em 1994, há mais de trinta anos.<br />
“O primeiro jornal de Suzano foi a Gazeta de Suzano, fundado em 20 de setembro de 1953. Seu Diretor era newton A. de Souza. Vi exemplar tipo tabloide, datado de 13 de dezembro de 1953 (n.13), trazia relato da história de Suzano, de Eneas Borges Oliveira e a planta de Romariz para a Vila da Concórdia que me foi mostrado por José Maria de Souza Coutinho.<br />
A 3 de setembro de 1961 sai o primeiro número de A COMARCA DE SUZANO. Era uma publicação humilde, com o logotipo desenhado a mão em grosseiro gótico, sob o lema do trinômio “Independência, Imparcialidade, Justiça”. Seu Diretor-Chefe era Thadeu José de Moraes, um dos homens mais importantes da história moderna de nossa cidade. Foi Vereador em 1936. Tinha como endereço da Redação a Rua Dr. Campos Salles, nº 577, 1º andar, sala 102, Suzano.<br />
As manchetes eram escritas à mão, o texto datilografado em três colunas e mimeografado a tinta em papel sulfite. Com o passar do tempo foi tendo edições tipografadas.<br />
A primeira fase com iniciativa de Thadeu José de Moraes, esse valente catarinense, nascido em Lages, a 11 de junho de 1899, associado a Rubens Ferreira Martins e Herculano Pero, foi a mais difícil. Na segunda fase, já passando pelo linotipo, chegou a ter oito sócios, incluindo Carlos Molteni Jr. e Kazuhiro Mori. Todos foram se desligando, resistindo sempre o bravo Moraes. A periodicidade vai chegar a ser diária, provocando a denominação atual, DIÁRIO DE SUZANO. Hoje é o jornal com a tecnologia mais moderna da Cidade, com maquinário dos mais avançados do mundo, impressão a cores, redação informatizada. Tem equipamento que permite a editoração eletrônica e a diagramaç ão diretamente no computador.<br />
Recebendo noticiário nacional passa a ser um jornal regional da mais alta qualidade em forma e conteúdo. Tem uma equipe de qualidade e variadas seções. Hoje dirigido pelos filhos de Thadeu José de Moraes, encabeçado por Octávio Thadeu de Moraes, que foi quem me provocou a escrever este livro de História Local (“Suzano Estrada Real”), sintetizando dezessete anos de anotações, tem (tinha em 1994), como Editor-Chefe Simone Leone, sendo Editores Assistentes Benê Rodrigues e Márcia Braghiroli. Funciona (va) em sede própria à Rua Monsenhor Nuno, nº 641, no Centro de Suzano. É hoje uma das maiores empresas jornalísticas da Região, dispondo mesmo de outros &oacute ;rgãos em municípios próximos. A família Moraes tem pelo que se orgulhar de tão profundamente marcar a história de nossa Cidade.”<br />
Todos nós que participamos dessa empreitada, no meu caso, em especial, bem orgulhosamente, longa, somos felizes de tanto alcançarmos. Que continuemos nessas vitórias.</p>
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                        <published>2026-09-05T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:05+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Uma Escola Pode Encantar]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
            </author>
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                <![CDATA[Tenho uma relação muito próxima com a Escola Estadual Dr. Morato de Oliveira, da Vila Amorim, em Suzano. A primeira casa que construí, em 1980, e morei por anos era ali perto, na Vila Mazza. Em 1971,...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Tenho uma relação muito próxima com a Escola Estadual Dr. Morato de Oliveira, da Vila Amorim, em Suzano. A primeira casa que construí, em 1980, e morei por anos era ali perto, na Vila Mazza. Em 1971, Cris e eu nos casamos e fomos para a Europa. Na volta em 1977 demo-nos conta que mais um filhinho chegava. Decidi voltar ao Magistério, que iniciei lá fora. Retomei aulas universitárias e no Ensino Básico, primeiramente fora da minha cidade. Até que decidi fazer concurso público para a Educação Estadual. Fui bem classificado pude escolher a escola Morato. Mas como tinha boa qualificação me propuseram ser Diretor. Logo fui convidado a assumir como Supervisor, onde segui por anos. Mas preferi fazer novo concurso e ingressei como Diretor, com boa classificação logo pude escolher, e, novamente, foi a escola Morato, mas ainda seguia na Supervisão, até que voltei para minha escola, em 8 de abril de 1998.<br />
A Escola Morato foi criada em 1º de setembro de 1962, como “3º Grupo Escolar de Suzano”. Portanto está completando seus belos sessenta e quatro anos de existência. Na História Educacional da nossa Cidade de Suzano, a primeira escola foi a da Capela do Baruel, em 1870, a primeira de todo o Alto Tietê. Depois a segunda escola da nossa Região foi a, posteriormente denominada “Professor Raul Brasil”, em 1892, já com seus 134 anos de instalação. Só bem depois vieram escolas nas outras cidades em volta. Suzano pode gabar-se desse orgulho.<br />
Quando assumi o Morato em 1998, era com Ensino Fundamental ciclo II e Ensino Médio. Tempos depois ela seria transformada por ordens superiores em Ensino Fundamental I, de 1ª a 4ª série, com também classes especiais.<br />
O processo inicial foi um tanto complicado, havia uma pobre autoestima da Equipe Escolar. Um trabalho que precisava ser iniciado para reerguer a visão geral. Em um ano já podíamos perceber uma relativa melhora. O que foi prosseguindo. Estabelecemos um projeto de reerguimento geral incluindo as Equipes Pedagógica, Administrativa e Funcional, convidando a atuação da Comunidade, além dos Pais. Em três anos alcançamos resultados bem amplos de aproveitamento dos alunos e larga visão positiva da comunidade. Com o correr dos anos chegamos a magníficos resultados de aproveitamento dos nossos alunos no IDESP. Todos se orgulhavam. Comemoravam. Cantavam o Hino do Morato com alegria e satisfação.<br />
Sabemos que isso não cai do céu. Tem de ser trabalho planejado, preparado, bem executado e acompanhado, com equipe e gestores. Também sabemos que não é fácil mantermos tais quadros. A Escola Morato foi homenageada em Congressos Educacionais e Universitários e teve estudos publicados. Mas sabemos igualmente que muita paulada pode receber fora de sua estrutura por gente desqualificada. Principalmente por altas autoridades negacionistas que propõem até a destruição dos sistemas escolares. Simples não é.<br />
Não posso deixar de cumprimentar a atual Gestão e Equipe da Escola Morato bem como seus Alunos e Familiares. E esperar que tempos melhores venham favorecer a Educação Paulista, que em 2015 era a primeira em aproveitamento dos alunos e hoje é a décima do Brasil.<br />
Meu orgulho do querido Morato. Encanto.</p>

<p> </p>
]]></content>
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            <title><![CDATA[Conhecendo mais da nossa Música]]></title>
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                <![CDATA[Na minha idade não há como não lembrar de coisas vividas. Prefiro lembrar das coisas encantadores, claro. E lembro na minha juventude do encontro com o Samba Canção, ainda lá em Icaraí, Niterói, ingre...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Na minha idade não há como não lembrar de coisas vividas. Prefiro lembrar das coisas encantadores, claro. E lembro na minha juventude do encontro com o Samba Canção, ainda lá em Icaraí, Niterói, ingressando no antigo Ginásio, hoje Fundamental II, no final dos anos de 1950. E aí me apareceu Dick Farney, um cantor brasileiro que tinha passado anos nos Estados Unidos, trazia uma canção bem influenciada pela americana.<br />
Comecei a aprender inglês e me surge então o seu tanto de Jazz. E, com certeza, como negar, o Rock and Roll, especialmente Elvis Presley, mas tinha mais gente. Aparece então o João Gilberto, e a Bossa Nova. A minha família veio para São Paulo e aqui vou dando de cara com ainda mais coisa. Um amigo do meu pai, que me ensinava inglês foi me passando mais e mais de Jazz, a música, não me refiro a essa dança moderna. Entrando na adolescência, aquilo tudo envolvia mesmo. E me encantava.<br />
Eram melodias diferentes, tinha seu tanto de improvisos. Coisas que iam entrando em mim. E ia percebendo que a Bossa Nova também tinha seu tanto de Jazz. Tudo muito criativo.<br />
Seria bom se mais gente desse uma lida para saber algo melhor sobre a nossa música. Descobre-se que também nos ligamos muito a música americana, especialmente depois da Segunda Grande Guerra. Nos anos de 1950 muito nos influenciou. Coisa de qualidade, não exatamente no tipo do Funk, que se alargou das nossas favelas umas décadas depois. Temos bons livros sobre isso, procurem coisa de autores como Roberto Muggiati, que escreveu estudos importantes, em especial sobre Jazz. Procure ler também uns livros do Nelson Motta. E mesmo do Caetano Veloso, que igualmente é um precioso comentarista.<br />
Morávamos no bairro de Pinheiros, em São Paulo no final dos anos de 1960. E lembro que adorava ira ao Clube de Jazz, nos Jardins, ia com amigos numa boa caminhada alegre, e ouvíamos apresentações únicas, como do Zimbo Trio. Coisas magistrais. O Trio se apresentava ali com outros grupos, sem custos, era fantástico para a nossa juventude.<br />
Aí apareceu a MPB, Música Popular Brasileira. Já na Faculdade gostava de encontrar com o Chico Buarque e o MPB–4, com conversas se alongando. Era bom tomar uma cervejinha num barzinho em frente a Faculdade de Filosofa. Nessa época também fomos conhecendo pessoalmente outros destaques, como Caetano Veloso e Gilberto Gil. Ainda percebíamos algo do Jazz na MPB de então. Depois foi se afastando, com certeza.<br />
Com a Bossa Nova os brasileiros, e assim o nosso Brasil e sua Arte e Cultura, se alargaram no espaço, não apenas por sua proximidade com o Jazz, mas, certamente também por isso. Precisaríamos retomar. Tivemos gravações em português de gente grande como Ella Fitzgerald e Jane Monheit.<br />
Intercâmbio e proximidade cultural liga mais as pessoas. E os governantes pretensos dominantes diminuem seus tantos ataques pelo mundo. Sem cobrarem submissão. Temos de reaprender, com a Arte. Por que não, com a Música, e nos vermos como amigos, como irmãos?</p>

<p> </p>
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            <updated>2026-09-29T13:09:05+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Dia do Maçom]]></title>
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                <![CDATA[Em 20 de agosto podemos comemorar o Dia do Maçom. Uma data para o Brasil inteiro, mas formalmente também reconhecida em nossa querida Cidade de Suzano, onde existem várias entidades da Ordem Maçônica....]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Em 20 de agosto podemos comemorar o Dia do Maçom. Uma data para o Brasil inteiro, mas formalmente também reconhecida em nossa querida Cidade de Suzano, onde existem várias entidades da Ordem Maçônica.<br />
Para sabermos mais sobre essa Ordem como a temos hoje, temos de nos voltarmos para a Idade Média, lá pelo século XII, quando se estabeleceram os Cavaleiros Templários. Eles criaram sistemas de proteção aos cristãos que seguiam da Europa ao Oriente Médio em busca da base de Jesus Cristo. No percurso eram muito assaltados. E os Cavaleiros que se sentiam sacerdotes e guerreiros, decidiram dispor de alternativas de proteção, que depois vieram a se tornar práticas dos sistemas bancários. Eles recebiam dinheiro dos viajantes e garantiam suas hospedagens, alimentação, segurança, créditos na ida e na volta do percurso. Construíram inúmeros templos, tinham equipes de arquitetos e pedreiros qualificados. Como agradecimento os reis garantiram aos Templários o Sagrado Templo de Jerusalém. A guerra contra os inimigos continuou. E os Templários tornaram-se muito ricos, com grandes propriedades, recursos e grandes navios, emprestando dinheiros também para reis. E no século XIV o rei da França Felipe IV , o Belo, que tinha grande dívida, deu um forte golpe nos Cavaleiros. Chamou-os a França em 1307. Eles vieram. E prendeu seu Grande Mestre Jacques de Molay e todos os guerreiros que pode, torturando-os e matando-os. O rei declarava que os Templários traiam a Igreja. Anos depois, mesmo uma declaração do Papa desmentindo essas afirmações foram escondidas no Arquivo do Vaticano, só recentemente descoberta. Os que sobreviveram foram perseguidos. Precisavam esconder-se. A maioria saiu da França, que sempre fora a sua base. Nesse período escondendo-se foram protegidos em alguns países como na Inglaterra. E lá, pediram e tiveram apoio dos seus pedreiros, que abriram seus locais de reunião, suas “lojas”, para que se reunissem discretamente, e assim estivessem protegidos. Daí veio a palavra francesa “maçom”, que significa “pedreiro”. No Brasil, por exemplo, Tiradentes foi protegido e levado para a Europa por Maçons para negociar apoio dos governantes americanos na então recente república, que pediram um porto, armazém e a compra de trigo pelos revolucionários brasileiros. Mas a Inconfidência Mineira foi traída e Tiradentes o único morto.<br />
Em 20 de agosto de 1822 foi estabelecida a Independência do Brasil, com apoio de líderes maçons como José Bonifácio e mesmo do príncipe D. Pedro, o que dias depois foi conseguido. Queriam a libertação dos escravos entre outras reivindicações, mas nem tudo chegou logo a seguir.<br />
A Ordem Maçônica não é religião, mas acredita num Ser Superior, o Grande Arquiteto Do Universo. Desataca a Humanidade, a Família e a Pátria. Mesmo com seu apoio aos mais necessitados, não é uma sociedade filantrópica, luta pela postura ética, contra a corrupção, mas não faz política partidária. A Ordem Maçônica acredita que a Humanidade pode melhorar se cada um buscar aperfeiçoar-se. Insiste na Liberdade, Igualdade e Fraternidade.<br />
Pensando como pedreiro, podemos concluir que uma pedra bruta sempre pode tornar-se polida. Assim cada um de nós pode torna-se melhor.<br />
A Ordem Maçônica não vai se exibir, sempre será discreta com seus membros, na busca permanente de melhorar o mundo pela humanidade.</p>

<p> </p>
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            <title><![CDATA[Destaquemos os Profissionais da Educação]]></title>
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                <![CDATA[Acaba de ser lançado um resultado de como anda o aproveitamento dos alunos brasileiros no IDEB (Indice de Desenvolvimento da Educação Básica) no ano passado, 2025. O nosso Estado de São Paulo manteve-...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Acaba de ser lançado um resultado de como anda o aproveitamento dos alunos brasileiros no IDEB (Indice de Desenvolvimento da Educação Básica) no ano passado, 2025. O nosso Estado de São Paulo manteve-se um pouquinho acima da média nacional. Mas, ante as nossas condições, o estado mais rico e com o maior desenvolvimento econômico do país, estamos bem baixo das nossas próprias necessidades.<br />
Cabe a quem deseja saber mais verificar os resultados e compará-los. Teríamos de ser mais bem classificados. Entendamos, isso é sinal de que nossos investimentos em Educação estão bem abaixo do que seria preciso, e podemos, para atender o que precisamos atualmente.<br />
Então algo está seguindo de modo errado ou planejado de modo a ir em sentido pretendido para alguns que desejam efetivamente destruir a área. Não temos como afirmar nem negar totalmente. Como a principal afetada é a Educação Pública, pode ser que alguém pretenda efetivamente a privatização dessas escolas com tais demonstrações. Será que isso se soma ao mal atendimento dos Professores? Ou só estão criando problemas nas suas atuações? Estimulando a violência contra os Educadores de modo geral, por alunos, pais e comunidade? Se esses profissionais não estão atuando tão bem o que se tem investido para melhorar suas condições de atuação? Mas, concretamente, parece coisa articulada para um resultado pretendido.<br />
Na Educação em geral, numa Escola particularmente, todos que ali exercem suas atividades são os denominados de “Profissionais da Educação”. Aí podemos listar não apenas os Professores e Pedagogos de várias áreas e fases em geral, desde infantil, crianças, jovens e adultos, mas também as Equipes Gestora, de Direção e Coordenação, de Supervisão como de Orientação, a que devemos juntar os membros das Equipes de Limpeza e da Merenda, como o pessoal da Secretaria e de Administração, como mesmo os da Segurança. Todos têm papel de muita importância para a finalização do processo de Educação das crianças e jovens, como os de adultos, que se registram num espaço escolar e na estrutura administrativa que a mantém atuante e com o propósito de qualidade. Devemos incluir na homenagem desta data, também, segundo meu entendimento, os Profissionais da Educação Universitária, que fazem um trabalho de muita importância não só na formação de Profissionais da Educação como também em sua evolução.<br />
Com o propósito de reconhecimento desse pessoal todo e da importância de seu trabalho, foi criada a Lei 13.054/2014 que reconheceu o 6 de Agosto como o Dia Nacional dos Profissionais da Educação. Com essa data se busca desenvolver o reconhecimento pelos cidadãos brasileiros desses profissionais na desenvolvimentos em especial das nossas crianças e jovens. E reforça a ideia de reconhecimento da escola como ambiente de inclusão e de cidadania. Por que também não estimular nesta ocasião os debates sobre a importância da valorização desses profissionais todos e na melhoria das suas condições de trabalho? <br />
Meu respeito.</p>

<p> </p>
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            <title><![CDATA[Idoso Reconhecido...ou não...]]></title>
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                <![CDATA[Essa semana, um professor amigo meu antigo, ex-colega por anos, caiu na calçada no Centro de Suzano. Conseguiu se levantar. Chegou até em casa e percebeu que havia mais coisa. 0 filho levou-o ao hospi...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Essa semana, um professor amigo meu antigo, ex-colega por anos, caiu na calçada no Centro de Suzano. Conseguiu se levantar. Chegou até em casa e percebeu que havia mais coisa. 0 filho levou-o ao hospital. Constataram fratura. Como os idosos são estimulados a um mínimo de atividades físicas e as caminhadas são as mais simples e baratas, é o que muitos seguem. Mas a desatenção de responsáveis (ou irresponsáveis?) sobre onde estamos e onde deixamos de estar se amplia, as coisas acabam ficando mais complicadas. Se a Prefeitura não pode refazer calçadas, mudemos a lei, façam e cobrem dos proprietários. Desatenção, não!<br />
Este mês não tive acesso ao meu demonstrativo de pagamento do Estado de São Paulo, como servidor aposentado. Sempre cuidei de meus documentos com atenção. A avaliação que tinha era “ouro”, a melhor de todas. Liguei para a Previdência: “O Senhor tem de vir a São Paulo, na Agência”. Tenho oitenta anos e moro em Suzano. Estou sem alternativa. A grande maioria, quase totalidade, dos aposentados também não teve esse acesso. A culpa deve ser deles, claro. Quando criaram uma emenda que garantiu se houver déficit na previdência dos servidores eles devem pagar. E todos foram confiscados. E sabemos bem que o pagamento previdenciário paga tudo e sempre dá lucro. Mas se os governantes gastam em outras coisas, e some uma quantia, a culpa deve ser dada aos aposentados. Crime duplicado e escondido?<br />
Faz pouco, no dia 17 de junho tivemos o Dia do Funcionário Público Aposentado. Ninguém quer mais comemorar mesmo. Ao contrário! Só para lembrar: 15 de junho, outra data recente destaca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. Gente, respeitar a pessoa idosa, como lembro de um cartaz que vi, é também reconhecer sua história, sua experiência e sua dignidade. Outra data lembrada por um amigo é o Dia Nacional dos Aposentados, a ser marcado em 24 de janeiro. Gente, é uma homenagem importante a quem construiu nossa Sociedade.<br />
Em 1974, quando fiz meu Mestrado na Europa, apliquei computador na interpretação de livro de Poesia. Digitava em cartão perfurado e depois colocávamos no computador que ocupava uma enorme sala da Universidade. Só em 1978 que pude comprar meu primeiro computador aqui no Brasil. Nunca mais abandonei o uso da tecnologia. Mas vejo que esse é mais um “descuido” (ou “desinteresse”) das autoridades para proteger os idosos.<br />
Vi faz um tanto de tempo uma imagem em que uma criança pergunta a um idoso: “Você se preocupa com o avanço da Inteligência Artificial?” A resposta que recebe é: “Não, eu me preocupo mais com o retrocesso da Inteligência Natural.” Onde será que a falha está? A culpa é do usuário, especialmente idoso, que deve pagar a mais pelo que perde?<br />
Precisamos repensar a nossa forma de evoluir a sociedade que construímos. Talvez estejamos secundarizando pontos que deveriam ser prioritários, ou desviando interesses.<br />
Para encerrar, lembro de mais uma imagem em que o netinho pergunta ao avô: “No seu tempo em que não havia celulares, internet etc, o que usavam na escola?” A resposta do vozinho foi bem simples: “Usávamos a cabeça”.</p>

<p> </p>
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                        <published>2026-08-01T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:05+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Essa Copa se Foi]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Os que não querem me perdoem, sei que tem gente incomodada, mas também tenho de falar meu tanto sobre essa Copa de Futebol que nos atingiu faz poucos dias. Como um me disse um tempo lá atrás: “Você nã...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Os que não querem me perdoem, sei que tem gente incomodada, mas também tenho de falar meu tanto sobre essa Copa de Futebol que nos atingiu faz poucos dias. Como um me disse um tempo lá atrás: “Você não é famoso por jogar futebol.” Está certo, sou conhecido por outras áreas. Mas todos sabemos que poucos dos que vão aos estádios são jogadores.<br />
Está bem, joguei principalmente vôlei, desde criança, ensinado por meu pai. Fiz ginástica por vários anos, corrida, atletismo e outras. Mas não vamos fingir que o futebol não nos afeta a todos nesse nosso país amado. Lembro bem da primeira Copa que ouvia no rádio. Estava entrando no antigo Ginásio, Fundamental II. O garoto Pelé se destacando enormemente. Fui a primeira vez ao Maracanã nos meus dez anos de idade. E torci desde aquela época pelo Flamengo, morando no Rio, depois para o Santos, morando em São Paulo.Está certo, perdemos mais uma Copa. Mas ninguém ainda nos superou nas nossas cinco conquistas mundiais.<br />
Sinceramente, uma das coisas que mais me chamou a atenção dessa vez foi como jogavam. Achei tudo muito violento. Os jogadores uns seguravam os outros. Empurravam, derrubavam. Sem o menor constrangimento. Como se fossem coisas normais. Desde sempre tínhamos instrução de evitar “faltas”, ataques aos demais atletas. Esse desrespeito pareceu agora algo bem normal. Vi também em jogos por aqui. Caramba! Isso é negativo. Inaceitável. A sensação é de que a maioria dos árbitros não via, ou não queria ver, o tanto de desrespeito, o número de cartões amarelos, e de vermelhos, claro, seria imenso.<br />
Outro fato que me impactou foram as falas de alguns dos nossos jogadores, vários manifestavam um enorme desinteresse pela Copa. Vi umas declarações que romperam o meu equilíbrio: “Tiraram as minhas férias para eu vir jogar aqui”. Significa que esses tantos não foram lá com orgulho para serem vitoriosos, aliás, foi o que bem demonstraram. Outros so queriam exibir as suas vaidades, saberem que são milhonários, tem belas namoradas e por aí.<br />
E permitam-me interpretar, com exceção de uns poucos, eles não eram “Jogadores na Seleção Brasileira”, que por tantos anos foi um orgulho nacional. Eles mostravam-se apenas como jogadores de alguns times “chamados” para outras atividades suplementares. Eles praticavam suas atividades profissionais em campo, mas sem assumirem a Seleção, não mostravam ter muito interesse efetivo em se bater por uma vitória naquela condição. Desculpem, mas isso me incomodava ao ver se exibir tão ostensivamente um jogo após o outro.<br />
Não pude perceber que havia um Orgulho Nacional, um Orgulho de Ser Brasileiro. Poucos se mostravam como efetivos jogadores da nossa Seleção. Eles não se mostraram como jogadores brasileiros, tantos atuando no Exterior, provavelmente perderam a característica de serem daqui da nossa Terrinha. Sei a diferença. Morei por vários anos no Exterior. Mas sempre quis voltar para junto da minha gente, mesmo sabendo que era comandada por pessoas complicadas em outros tempos. Aqui o meu orgulho.<br />
Nem emocionalmente, nem conscientemente, os nossos jogadores não mostravam ser parte de uma Equipe. Atuavam num grupo a que foram contratados. Coisa incomodativa para mim. Sou antigo, talvez...</p>

<p> </p>
]]></content>
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                        <published>2026-07-25T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:04+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Oitentanizando]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Este mês de julho se inicia emocionante. Vários a comemorar na família. Vou me preparando para marcar os meus oitenta aninhos de vida. Além de mim, em casa somos mais três agora, antes havia também a...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Este mês de julho se inicia emocionante. Vários a comemorar na família.<br />
Vou me preparando para marcar os meus oitenta aninhos de vida. Além de mim, em casa somos mais três agora, antes havia também a minha irmã Suara Vicentina, que já se foi para o Oriente Eterno. Neste mês temos marcados em nós a netinha Sofia, já estudante de Medicina, a Cristiane, minha amada mulher por esses 55 anos juntos, a minha encantada filha Juliana, e eu. Farei o registro com a minha família na minha cidade. Não havia como ser diferente.<br />
Lembrei daquele poema do Carlos Drummond de Andrade, “Confidência do Itabirano”, em que ele diz: “Tive ouro, tive gado, tive fazendas./ Hoje sou funcionário público./ Itabira é apenas uma fotografia na parede./ Mas como dói”.<br />
Eu nasci numa cidade, mas nem fui criado lá. Morei por quase todo o Brasil, de norte a sul, quase a chegar a minha adolescência. Até que encontrei uma cidade, a da minha mulher, e a fui descobrindo até que me descobri dentro dela quando a reconheci dentro de mim. E foi daí que fiz o meu poema “Fotografia”, dedicado ao Povo Mirambava”, que somos nós: “Nunca tive uma daquelas fotografias/ como o Drummond/ Nunca tive uma Itabira/ mas quanta falta me fazia/ E a mim como ao Poeta/ também como doía// Um dia/ encontrei a vila/ e a ela me dediquei/ Não me deu ela ouro/ tampouco me deu gado/ nenhuma fazenda me deu/ Deu-me um jeito de olhar o mundo/ Deu-me aquela terna saudade/ cada vez que dela saia/ Deu-me um olhar orgulhoso/ de saber de onde eu vinha// A cidadezinha cresceu/ Cresceu mais dentro de mim/ Vesti-me de funcionário/ Criei parentes/ Criei amigos/ Criei meus filhos/ Criei irmãos// Que bom será/ se não tiver mais que partir/ Só de pensar/ dá uma dor besta no peito/ e um embaraço na vista/ que chega assim/ de repente”.<br />
Casamos em 1971, aqui em Suzano, no cartório do Dr. Mayer, então, ao lado do antigo Paço Municipal, ode hoje funciona o INSS. Depois fomos morar na França. Foram cinco anos especiais, distantes. Voltamos em 1977, já com o nosso filho Rodrigo, nascido lá na Europa, no ano anterior.<br />
Meus sogros, seu Martin Hermann e Dona Jussara, nos ofereceram uma casinha que tinham no quintal da casa deles. Fui trabalhar na “Assessoria” de Educação, então conduzido pela Dra. Dulce Lima, na primeira Administração do Prefeito Estevam Galvão. Na época ainda não havia Secretarias no município. Fizemos os cálculos, daria para aguentar a vida e nos abria esperanças. A Prefeitura funcionava inteiramente, junto com a Câmara, no antigo Paço Municipal. Iniciei minhas pesquisa sobre a Cidade, lindas descobertas.<br />
No ano seguinte passamos a atuar, na Educação Básica e em Universidades, o que continuamos por mais trinta e tantos anos.<br />
Publiquei livros, fui premiado umas tantas vezes. Ajudei a construir a minha Cidade. Aqui é o meu lugar. Orgulho. Agradeço muito. Carpe Diem.<br />
Agora, oitentizando, tenho marcas, deixei marcas.<br />
Felicidade chegar até aqui, com esperança de mais.</p>
]]></content>
                                    <category term="Suami Paula de Azevedo" />
                        <published>2026-07-18T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:04+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Data Magna Paulista]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Morei no Rio Grande do Sul por alguns anos na minha adolescência. E aprendi que lá se deve comemorar a Data Maior do Estado em setembro com muita festa, com muita celebração. Em todas as cidades feste...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Morei no Rio Grande do Sul por alguns anos na minha adolescência. E aprendi que lá se deve comemorar a Data Maior do Estado em setembro com muita festa, com muita celebração. Em todas as cidades festejam na praça central. Acampam por uma semana ali. Montam guarda, cantam, desfilam. Percebe-se que o orgulho gaúcho se alarga com o apoio de todos. Existe uma marca regional em cada um deles, venham de onde vierem, sejam de origem europeia, alemães. Italianos, portugueses, ou nordestina, sejam de origem negra, indígena ou outra. Há um convite a todos, integrem-se.<br />
Nunca vi nada parecido aqui em São Paulo. Mas sempre batalhei por isso, é um aprendizado, mesmo que demorado e difícil. Durante quase quarenta anos de atuação na Educação Pública pude espalhar esse empenho entre os meus pares e as comunidades onde trabalhei. Não foi simples, nem fácil, sei das dificuldades. Mas pude contar com apoios e as práticas se espalhavam. Lembro que ao menos por uns vinte anos, o Major Hiram Gouvea apoiou a ideia da Data Magna Paulista. Tivemos por muitos anos comemorações do nosso “9 de Julho” em escolas que dirigi com a presença forte e significativa da Polícia Militar. Algumas vezes era a mais importante, com a presença atuante do Comando Regional da PM do Alto Tietê. Muitos dos pais vinham participar, não apenas os alunos e professores. Transformava-se em festa efetiva de Viva São Paulo. Sei que essas coisas são complexas para alguns. Mas deveriam se estender como práticas. Fui muito combatido nas minhas tentativas de tornar obrigatório o ensino de História Local. Então sei também que alargar conhecimento pode se tornar difícil. Como não me referir a isso ante o “9 de Julho”? Você sabe o que é isso? Desculpe perguntar. Mas pude interrogar um menino o que lhe representava essa data. Ele não soube me responder. Depois me disse: “Ah, é feriadão!” Perguntei-lhe do quê. Não sabia. A mãe dele, me disse: “Nós não somos daqui da cidade, viemos do interior do estado”. Pois é, há muito mais o que se aprender em mais horizontes.<br />
Marcamos o nosso “9 de Julho” como o dia maior da nossa luta por Liberdade Democrática” em 1932. Batalhamos no sul do estado, com o Paraná, e igualmente nos limites do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. A Revolução de 1930 que colocou Getúlio Vargas no Poder acabou com a República Velha, mas acabou também com o voto a descoberto onde os antigos coronéis definiam onde seus subordinados deviam votar, era o “voto de cabresto”. Não havia nem Liberdade nem Democracia. São Paulo apoiou esse movimento, na esperança de fatos novos. Mas depois de dois anos Getúlio não permitiu eleições livres nem nova Constituição e nomeou interventores.<br />
Os símbolos paulistas sempre buscaram a união. A nossa bandeira pretendeu receber a República. Vejam este poema eu escrevi faz uns tantos anos. “Bandeira Paulista”:<br />
Introdução: “Se em 1888 não representastes a república nacional/ envolvestes em 32 o sonho de liberdade dos nossos heróis/ como ilustras agora as certezas de fruto/ neste terceiro século a que chegas.”<br />
“Pavilhão desta terra/ que flameja alto neste mastro/ A união das origens da nossa gente/ Em negro e amarelo e branco e vermelho/ No amado espaço azul sobranceiro/ Receba o nosso juramento de fiel respeito/ Nas treze listas em que retomas/ Os ideais maçons da América vista/ Seja dia ou seja noite oferecemos agora/ O sangue do nosso peito/ Para nos quatro cantos da roda dos ventos/ Garantir a paz do Brasil/ Orgulhosos do solo paulista.”<br />
Celebremos sempre.</p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Suami Paula de Azevedo" />
                        <published>2026-07-11T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:04+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Encantos Em Cantos Vários]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Sou sensível a muitas propostas. Estava esta semana dominado pelas imagens dos maravilhosos ipês da nossa Cidade. Dourando-a por tantos recantos. É coisa que me encanta de há muito. Essa beleza tão pr...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Sou sensível a muitas propostas. Estava esta semana dominado pelas imagens dos maravilhosos ipês da nossa Cidade. Dourando-a por tantos recantos. É coisa que me encanta de há muito.<br />
Essa beleza tão preciosa e envolvente controlava minha sensibilidade. Mas sabemos que mais coisas andam por todos os cantos também, como as racionalidades, da IA, a poderosa Inteligência Artificial. E de repente me vejo sem celular, caramba, sem celular nada somos. Ele foi invadido por vírus. O que fazer? Limpar os vírus! Ok, façamos isso. Desapareceram as minhas mensagens do Zap. Aí veio o bloqueio, do Google. E agora? Preciso do aparelho. Vamos ver, como dizem os técnicos. E não conseguem. O que vai dar? Talvez perca tudo. Vai ter de começar tudo do zero. E onde vai parar a minha sensibilidade?<br />
Gente, vou cuidar de mim. Sabe de uma coisa, isso aí a gente arruma. Depois aprendo como recrio meu celular. Os amigos vão me ajudar...<br />
Mas quero seguir a minha Poesia. Iluminando a minha sensibilidade.<br />
Na minha rua tem ipê há mais de quarenta anos, onde moro já faz mais de vinte e cinco. Lembro bem do muito querido amigo-irmão Dr. Pansardi, um dos grandiosos médicos da nossa Vila. Ele mantinha seu ipê envolventemente amarelo. Ele me provocou os versos do meu poema<br />
“Floradas”<br />
“os ipês da minha rua/<br />
silenciosamente/<br />
vão cumprindo promessas/<br />
renovando as surpresas/<br />
abrindo as manhãs/<br />
em brindes solenes/<br />
dourando o frio agosto do meu dia”<br />
Se olharmos com atenção ao circularmos pela nossa amada Suzano, veremos muitos ipês, em destaque os amarelos, que nesta época, final de Inverno, véspera de Primavera, assumem nossas sensações expondo-se a nossa frente. Lançam suas flores por todo o canto. Cobrem de tapete os nossos chãos.<br />
Tenho um prazer com o Parque Max Feffer. Lembro da muita luta da imensa luta, por transformar aquelas jazidas, aquelas minas, no que hoje nos provoca com seu verde, mesmo com suas tantas construções de lazer e esporte.<br />
Claro, tememos que ao seguir se transforme numa base de concreto, não sabemos como serão os governantes no futuro escolhidos por gente meio distraída. Já pedi, e continuarei propondo, que plantem árvores brasileiras, de florescimento periódico nas laterais do percurso de corrida do Parque. <br />
A Poesia também me toma com o Parque.<br />
“Nosso Parque”<br />
“o parque me chama/ abre caminhos as minhas vontades/ envolve bem os meus sonhos/ oferece luzes acompanhantes/ em suas brilhantes cores//<br />
seguir sobre o seu verde/ é voltar a nos juntarmos a natureza”<br />
Há umas tantas décadas venho propondo também o plantio e replantio de árvores pelas nossas ruas centrais. Já ouvi de vários que a ideia já está a um dia para acontecer. Posso esperar, só completo meus oitenta anos de idade no ano que vem. Então seguirei com calma.<br />
Ainda espero o plantio do Cedro-do-Líbano, ela já está em Suzano, com nossa imigração centenária dessa terra saudosa. Minha escolha seria ali na Praça João Pessoa, ao lado do Coreto da GCM. Pensemos nisso.</p>

<p> </p>
]]></content>
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                        <published>2026-07-04T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:06+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Vinho Ilumina]]></title>
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                <![CDATA[Sempre acato sugestões de meus leitores. É um prazer essa troca, esse intercâmbio. E me chamaram a atenção, que fazia tempos que não tratava de vinho nas minhas crônicas do DS. Sem dúvida, o vinho é u...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Sempre acato sugestões de meus leitores. É um prazer essa troca, esse intercâmbio. E me chamaram a atenção, que fazia tempos que não tratava de vinho nas minhas crônicas do DS. Sem dúvida, o vinho é um tema de prazer na vida de muitos. E ainda me é um encanto. Exatamente, o vinho encanta não só quem o bebe, pois quem se interessar e buscar saber mais, vai se envolver e ser levado ainda mais longe, o caminho é longo e prazeroso. E nos enriquece também a alma. Repito, não sou especialista, e não vou nunca ensinar tudo o que o vinho nos propõe. Mas posso contribuir para nos aproximarmos da satisfação oferecida.<br />
Os vinhos brasileiros cresceram muito em qualidade, não apenas os da Serra Gaúcha, em São Paulo já temos alguns premiados internacionalmente. Mas ainda temos alguns brasileiros preconceituosos. Tentem saber mais. O mundo gira e vamos fazendo mais e melhor.<br />
Claro que sabemos todos que existem confrarias que compartilham não só o conhecimento envolvente do vinho, mas também o enriquecimento do nosso saber aprender. Se podemos aprender mais teremos uma satisfação maior. Converse com gente das adegas, aqui no Alto Tietê temos várias opões, mesmo em nossa Suzano, com bons conhecedores. Tentem saber alguns nomes. Não deixem de procurar. Só nos enriquecem o sabor.<br />
Mas também existem muitas publicações, não só revistas com alargamento de dados e atualizações, mas também livros importantes. Não vou falar muito, mas trazer umas sugestões. A Revista “Adega” é uma das mais reconhecidas no nosso país, com sugestões bem interessantes, com assinatura, se gostar. Vou indicar aqui também apenas alguns livros que possuo para escolhas de direções. Para estabelecer suas bases vou indicar o “A História do Vinho”, de Hugh Johnson, da Companhia das Letras, com mais de quinhentas páginas que traz bastantes dados e condições de entendermos a origem e as bases do que nos interessa. Ele pode nos dar uma sustentação para seguirmos em frente. E para alargar indico dois livrinhos facilitadores: o “Expert em Vinhos em 24 Horas”, escrito por Jancis Robinson, uma imensamente respeitada crítica da área, da Editora Planeta. Publicação bem simples, mas que amplia as nossas informações sobre o vinho. E, claro, indico também o livro “Descomplicando o Vinho”, de Alexandre Santucci, que é de Vitória, Espirito Santo, e já esteve em Suzano. Ele explicita bastante a área, de modo bem acessível. A Folha de S. Paulo, só para não esquecer, já fez algumas publicações de coleções a respeito do vinho. Tem coisas bem interessantes. Tentem saber sobre isso, existem matérias bastante boas.<br />
Claro, não poderia deixar de manifestar-me aqui também em Poesia. Já escrevi alguns poemas sobre o vinho, e tenho publicado um num dos meus livros de mais sucesso, o “Aprendiz de Encantamento”. O poema é o:<br />
“Rubra”<br />
“terna me chega/ o olhar me aguça/ ergo no ar/ a transparência rubra/<br />
acaricia-me o olfato/ inebriante assume/ tanino persistente leve no palato/<br />
aspiro o suave aroma”//<br />
“no vinho a verdade do verso”<br />
Meu brinde!</p>
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                        <published>2026-06-27T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:06+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[A Pipoka Domina]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[A Pipoka é uma rainhazinha que nos acompanha há seus seis anos, logo após seu nascimento. E domina a nossa casa. Não morde ninguém, mas late bastante ao perceber que alguém se aproxima da sua família...]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>A Pipoka é uma rainhazinha que nos acompanha há seus seis anos, logo após seu nascimento. E domina a nossa casa. Não morde ninguém, mas late bastante ao perceber que alguém se aproxima da sua família ou da nossa casa. Ela é totalmente branca e peluda. Um doce.<br />
Sempre estivemos acompanhados por animais, a vida toda, desde muito pequenos, a Cris, minha mulher e eu em nossa vida familiar. O que nos estimulou sempre a precisarmos dessa companhia. Especialmente cães. Nunca gostei de passarinhos em gaiolas, ainda que os amasse e adorasse seus cantos. Normalmente tínhamos vários cães em nossas casas. Depois que nos casamos e nossos filhos foram crescendo e vários animaizinhos nos acompanhavam normalmente.<br />
As coisas nem sempre são perfeitamente entendidas por todos, especialmente crianças pequenas, com menos experiências. Certa vez morando numa fazenda em Minas Gerais, perto de Juiz de Fora, saindo da escola, com meus sete anos, vi um cão na rua e fui acarinhá-lo, ele me mordeu, talvez temesse que eu fosse atacá-lo. Depois o cão foi pego e descobriu-se que ele tinha raiva e tive de tomar dezenas de vacinas na barriga. As crianças tem de ser orientadas a não agir de qualquer modo, sempre com muito cuidado, mesmo para expressar seu carinho pelos animais.<br />
Carinho aos animais é imprescindível. Temos de repassar essa ideia a todos os demais. Campanhas populares devem persistir. Temos de protege-los permanentemente. Eles são fundamentais para a vida dos seres humanos em especial. Combater as agressões, abusos, violências não são apenas para proteger os humanos, temos de garantir a integridade tanto dos animais como das plantas.<br />
Quando nos mudamos para apartamento, há quase trinta anos, tivemos de reduzir nossas adoções. Passamos a ficar apenas com um. Primeiro vivíamos com a querida Jolie, um encanto. Ela tinha origem de raça pequena. Mas sempre foi frágil. E uns poucos anos depois se foi. Sentimos muito. E um dia fomos expostos a um bebê, a Mel, que nos escolheu de imediato. Ela nos acompanhou por seus quatorze anos. Pela equivalência de raça pequena, de dachshund, como a Jolie, isso equivale aos nossos oitenta anos. Permaneceu conosco até precisar ir-se embora.<br />
Foi quando uma amiga que sabia da nossa perda nos ligou, dizendo ter um bebê para nós. Fomos correndo ver. A pequerrucha se ofereceu para nós com muito amor. Fizemos todos os exames para saber mais dela. Perfeita. O veterinário disse que aquela figurinha criaria muitos pelos e aumentaria bem de tamanho. Ele não errou. Sua origem, chic como se exibia, identificamos com uma nova expressão: “tombe-late”.<br />
Ela logo se integrou no novo espaço da sua família. Adotou minha filha Juliana como sua mãe natural e minha mulher e eu como seus avôs. Muito ligada a mim, fica o quanto possível a meu lado. Bastante comportada, respeitosa só busca saber quem são os novatos que se apresentam a nós. Sempre que pode viaja conosco, sabe seu lugar no carro e nos cantos onde vamos. Se saímos e não vai, aceita, mas sente a nossa falta e festeja quando chegamos.</p>

<p> </p>
]]></content>
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                        <published>2026-06-20T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:06+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Proteger o Nosso Meio Ambiente]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Acordei aí por umas seis horas. Fui olhar na janela. Um bom tanto de neblina lá fora. Seria indicativa de que teríamos sol durante o dia? Ali dentro do quarto o termômetro indicava 21º C. E a previsão...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Acordei aí por umas seis horas. Fui olhar na janela. Um bom tanto de neblina lá fora. Seria indicativa de que teríamos sol durante o dia? Ali dentro do quarto o termômetro indicava 21º C. E a previsão para lá fora, na madrugada era de 9º C, um Outono com convite para Inverno. Suzano andando no tempo e no clima, como caminha o mundo hoje. Gente antiga me lembrava que quando morava no campo, quando moleques, sempre havia água congelada no lado de fora da casa, aqui em Suzano. Provavelmente já tivemos nossa porção de calor para este ano que corre. Como deixar de dar atenção às experiências que estamos passando com o clima nos impactando pelo nosso despreparo para tais condições que se nos oferecem de um dia para o outro? O que você, meu caro leitor, já fez nesse tema? Ou nunca lhe veio a ideia de agir na área?<br />
Mas, vamos lá, ficar se reclamando não creio que seja o melhor percurso a fazer. Vamos nos perguntar, com o que estamos contribuindo para melhorar nossas condições efetivamente? Da minha parte plantei muitas árvores por esses últimos quarenta, cinquenta anos, durante todos os meses. Em especial no dia 6 de Junho, Dia do Meio Ambiente, que bate com o do falecimento da minha Mamãezinha. Depois de aposentado, nos últimos cinco anos, passei a plantar flores nessa data.<br />
Sempre, desde garoto defendi a proteção ao meio ambiente. Na Europa em 1972, matriculado na Escola de Demografia de Paris, cursava a cadeira de Ecologia, certamente a primeira a ser instalada no mundo, nomenclatura que só passou a ser usada muito depois. Minha pretensão na época era me especializar em planejamento urbano. Aqui em Suzano, depois do meu retorno ao nosso País, participei da criação do COMDEMA, Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, com outros parceiros como o amigo-irmão Arnaldo Lincoln de Azevedo, há umas tantas décadas. Durante muito tempo expunha a ideia de plantar mais árvores pelas ruas da Cidade. Cheguei a oferecer um projeto com arvores plantadas em um e/ou dois lados das calçadas das ruas Francisco Glicério e Benjamin Constant. Alguns me cumprimentaram, outros contestaram. Se diminuir o espaço das calçadas dessas ruas, mais gente pode ser atropelada. Se alargar as calçadas vai diminuir o espaço de circulação de veículos, com a cidade se ampliando passaríamos a ter imensos problemas. De todo jeito temos de refletir sobre alternativas que podem nos ser possíveis. Mesmo plantando em outras ruas no entorno do Centro Histórico. Talvez no futuro tenhamos mesmo de proibir a circulação de veículos em umas tantas ruas. Planejemos estacionamentos elevados talvez. Sabemos que o comercio local só se amplia. Comunique, espalhe as suas ideias a respeito.<br />
Por que não lançar um projeto solicitando propostas da população? Comecemos com as crianças. Com os estudantes de vários níveis. Com os profissionais, mesmo do Comércio, da Indústria, dos Serviços, da Educação e da Saúde.<br />
Com mais verde na Cidade estaremos em melhor situação, certamente.</p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Suami Paula de Azevedo" />
                        <published>2026-06-13T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:06+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Viva a Cultura]]></title>
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            <id>https://www.diariodesuzano.com.br/01a0ed40-963e-729b-9ad7-821daa508002</id>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Já dá pra perceber que essa parte do Inverno chamada Outono anda nos dominando bem. E temos de ficar atentos a tudo que se nos oferece. Isso é parte da nossa Cultura em que não costumamos reconhecer,...]]>
            </summary>
            
                        <content type="html"><![CDATA[<p>Já dá pra perceber que essa parte do Inverno chamada Outono anda nos dominando bem. E temos de ficar atentos a tudo que se nos oferece. Isso é parte da nossa Cultura em que não costumamos reconhecer, e até fingimos que não nos afeta, o que nos ofende a saúde e mais. Descuido ou desinformação?<br />
Sempre fui de atentar para os aspectos culturais da nossa vida. E sempre busquei saber como isso nos atinge. E como podemos e devemos reagir. Minhas pós-graduações foram inicialmente na área de Linguística, uma ciência que se interessa pela manifestação que temos, que fazemos, com o uso das palavras nas nossas comunicações. Mas logo fui sentindo a necessidade de ampliar esse campo de abrangência dos meus interesses. E só o uso de palavras não é suficiente. Vamos nos dando conta de que temos outras formas de expressão além das palavras, como gestos, movimentos, sons e mais. Essas áreas são ampliadas pelo interesse científico alarga da Linguística para a Semiótica. Isso tudo hoje já foi ainda mais ampliado pela largura da agora chamada Semiótica das Culturas. Só para termos uma ideia de quão larga é a manifestação cultural.<br />
Tive a felicidade de atuar por várias ocasiões em espaços e tempos diversos na área da Cultura, privada e pública, desde Professor na área, e também como gestor, sendo Diretor e Secretário Municipal de Cultura. E pude aprender quão complexo e largo é mesmo esse tema. Briguei por vários anos, na verdade, continuo lutando ainda, para, por exemplo, que se torne obrigatório o ensino nas escolas iniciais da História Local. A criança aprende a se identificar após reconhecer seus pais, irmãozinhos, priminhos, vizinhos. Depois ela vai alargando com os colegas de escola, os professores e mais. Localiza-se, assume os seus locais, a sua identidade. Se aprender a história da sua cidade ela vai alargando o entendimento do seu mundo. Vai se sentido pertencente a um local e a sua gente. E assim reduzimos os vândalos. Vai surgindo mais gente para proteger as nossas coisas, os nossos patrimônios. Vamos cada vez mais longe.<br />
A nossa luta não se limita apenas a defesa do nosso patrimônio material, nossos prédios, nossas áreas, alargamos também pelas nossas coisas imateriais, ampliando a compreensão da área de domínio de informação e formação, com nossos dados históricos e culturais como nossa música, nossas expressões artísticas das mais amplas formas, nossos costumes, nossos jeitos de nos expressarmos.<br />
Essa semana recebi a visita da Grande Mestra Cind Octaviano, Arquiteta Suzanense de muita importância e Membro dos Estudiosos Nacionais de Defesa do Patrimônio Cultural, atuante forte em nossa Cidade também, além de Doutoranda igualmente nesse interesse tão largo, com vitórias expressivas que temos todos de reconhecer como fundamentais. Ela tem a minha admiração e meu respeito pelo seu trabalho digno e belo. Tivemos, como sempre, belas conversas sobre Arte e Cultura, com minha mulher Historiadora, e minha filha, Professora de Artes e Artista Plástica. Um lindo encontro.<br />
Viva a Cultura! Demos nos todos as mãos!</p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Suami Paula de Azevedo" />
                        <published>2026-06-06T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:06+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Queridos Leitores]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Meus queridos leitores, mais uma vez nos encontramos por aqui para o meu prazer dessa nossa conversa semanal. Permita-me que a veja regularmente como um instante de satisfação em completarmos esses en...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Meus queridos leitores, mais uma vez nos encontramos por aqui para o meu prazer dessa nossa conversa semanal. Permita-me que a veja regularmente como um instante de satisfação em completarmos esses encontros. Como escritor tenho de me lançar ao espaço em busca de expressão e entendimento do que faço, ou entendo fazer. Claro que sabemos todos que a comunicação se faz pelas duas partes, mas mesmo assim podemos ter nossas interpretações, independentemente, claro.<br />
Eu mesmo já disse em estudos meus, bem antiguinhos, que o escritor se lança com a expressão do que pretende dizer. Mas nada garante que consegue a cada vez em que se lança. Quem define se o autor alcançou algo de suas pretensões é o leitor. Esse é o meu entendimento. Contudo, sei bem, sei também, que nem todos aceitam essa tal interpretação que aqui expressei. Em todo caso, o escritor tem de tentar chegar ao leitor, sempre. Mas a sua comunicação plena é uma proposta, nunca definida antes do texto chegar ao seu fim, junto ao leitor.<br />
Alguns que me contestaram diziam que o leitor tem piorado em suas condições de entendimento da leitura. Mas sei também que nem todos os escritores são mestres na expressão do que pretendem. Alguns gostam de criar complicômetros para o leitor, mesmo sabendo para quem se dirigem. Por exemplo, numa expressão popular como a de jornal, uma linguagem cheia de altos e baixos, com metáforas nem sempre acessíveis, a coisa pode se tornar bem complicada a muitas pessoas. E esse não é o melhor o caminho a escolher. Se a sua finalidade é trazer temas complexos, mesmo numa expressão popular, certamente, deverá usar linguagens sempre mais acessíveis. Se a escolha do espa& ccedil;o e da expressão não se identificam a falha não foi do leitor. Então, cada um deve saber do que pretende e como fazê-lo.<br />
Se queremos conversar, queremos nos comunicarmos plenamente, como disse. Senão for assim será outra coisa.<br />
Claro que sei também que se o leitor conhece o seu escritor ele já prevê o que vem, já se prepara para os próximos momentos. Mas, persisto, o leitor é que define se o escritor se expressou bem. O comando é do leitor. Por isso já sei se vou, ou não, levar paulada.<br />
Quando escrevo um estudo acadêmico, como de Linguística ou Semiótica, ou mesmo de Gestão Pública ou Educacional, sei que o público é diverso, em grande parte, do que escrevo em minhas crônicas. O problema da escolha do que faço é meu, não do leitor.<br />
Quero sim chegar ao meu leitor. Quero ampliar esse contato, sendo possível. E tenho de ir tentando o tempo todo. Mesmo sabendo que isso não é tão simples e nem fácil.<br />
Fui me apaixonando pela escrita ainda bem garoto. Adorava decorar poemas. Processo que iniciei antes mesmo de aprender a ler, por isso tive de acelerar meu aprendizado. E memorizar era ótimo. As rimas eram encantamento para aquele menino de então. Depois, quando fui escrevendo, fui bucando ampliar o que pretendia expressar e o modo como podia chegar ao meu leitor.<br />
Como você se coloca para entender o que se mostra a sua frente numa leitura?</p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Suami Paula de Azevedo" />
                        <published>2026-05-30T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:05+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Outono Sobre Nós]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Estava observando como cresceu a nossa Vila de Suzano nos últimos anos. Crescimento também rápido. Nos anos de 1970 quando cheguei por aqui os Nordestinos se destacavam bem. A industrialização se expa...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Estava observando como cresceu a nossa Vila de Suzano nos últimos anos. Crescimento também rápido. Nos anos de 1970 quando cheguei por aqui os Nordestinos se destacavam bem. A industrialização se expandia e precisávamos de mão de obra urgente. Eles contribuíram muito também na agricultura, além da construção e dos serviços. Hoje temos um número grande de gente do interior do Estado instalada aqui. Nosso comércio, especialmente o de rua, é um dos mais amplos do Alto Tietê, coisa bem visível. Sei que com o crescimento os loucos também se expressam mais amplamente, claro. E o trânsito se amplia com problemas meio complicados. Atropelamentos, acidentes, alguns com mortes, não ignoramos. Isso precisa de cuidados das autoridades com mais força, sempre. Segurança precisa de atenção muito ampla, problema nacional, de que não estamos fora, mas de preparação, não só das autoridades, mas de toda a população. Relaxamento causa danos monumentais. Mostrei em pesquisa que se dermos mais atenção à história local teremos menos número de vândalos. Nem todos acreditam. Leiam a respeito, como as crianças identificam a si mesmas. E continuemos protegendo, em especial, as crianças, i dosos e mulheres dos loucos e descontrolados. As práticas da juventude se ampliaram enormemente. Já percebíamos lá atrás, quando o Suzano Volei começou a se destacar e ganhar campeonatos há uns dez anos. Ainda somos destaque em várias áreas esportivas, mas podemos muito mais. Cuidemos mais de nossas escolas, em especial as públicas, não só as municipais, as estaduais estão em fase de destruição, precisam de muita atenção. Os professores e funcionários merecem ser levados para assistir espetáculos, mesmo em São Paulo, um ônibus por semana ajuda bem. Fazíamos isso anos atrás, por que não voltar à essa prática de respeito?<br />
Precisamos alargar as manifestações artísticas em vários pontos da Cidade. Nossa gente precisa ter mais oportunidades para ver dança, orquestra, coral, teatro, artes plásticas por todo o seu território. Temos condição. Então avante.<br />
Nossa Região era bem mais equilibrada na questão tempo, clima. O mundo foi desandando. E fomos atingidos bem fortemente pelos resultados dos nossos descuidos. Por muitos anos não tivemos os calores desses que padecemos ultimamente, coisa muito rara por aqui, nesses últimos cinquenta anos. E, certamente, poderemos passar por complicações friorentas nos próximos meses ou mesmo dias. Lembro de um tempo atrás, coisa de um ano, ter passado dias bem gelados no nosso Litoral. Amigos me disseram que passaram muito frio nas últimas semanas com fortes chuvas e ressacas por lá. Suzano que sempre foi equilibrado tem desandado seu porcentual. Claro que não esqueci, Outono é preparaç ão do Inverno, mas sabemos que podemos ter uns dias de reviravolta com calor intenso antes do gelo. É, meus caros, as regras estão sendo quebradas na Natureza. Quanta coisa andamos fazendo sem maior atenção nossa! As casas e prédios, mais antigos, anda construídos com tijolos, não precisavam de aparelhos de ar-condicionado aqui em Suzano, tempos de antigamente. Hoje, não só pelas mudanças em construções, mas também climáticas as coisas mudaram para muita gente padecer com as novas afrontas. Infelizmente nem todos estão preparados ou em condições de poderem conseguir chegar a mudanças. Vamos em frente. Estamos crescendo, podemos melhora ainda mais. Desistir jamais.</p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Suami Paula de Azevedo" />
                        <published>2026-05-23T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:05+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Alegrias da Vida]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[Sei que uma enormidade de gente anda estressada. Talvez até eu mesmo também esteja, ainda que não tenha plena consciência ou sensação disso. Sabemos todos que o estresse produz um cansaço e uma insati...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Sei que uma enormidade de gente anda estressada. Talvez até eu mesmo também esteja, ainda que não tenha plena consciência ou sensação disso. Sabemos todos que o estresse produz um cansaço e uma insatisfação no caminho que seguimos e isso constrange, claro. Mas, me coloco como quem está disponível para vivenciar o que me surgir adiante. Seguramente não me exponho ao mundo como o melhor exemplo, como o melhor modelo. Lembro bem que meu pai não aceitava algumas dessas pretensões exibitórias. Coisa que também não me modelava e continua não me servindo.<br />
Com certeza não fico amarrado ao que passei nos anos anteriores a hoje. Mas não rejeito a todos. Algumas passagens foram de encantamento. Jamais as vou recusar. Não as destaco como exaltação, mas como alegrias na minha vida. Por vezes levamos muito tempo para nos darmos conta de momentos especiais passados em nosso percurso. Porém, se nos damos a alegria dessa satisfação, por que não repassá-las aos demais? <br />
Esta semana ouvia uma música do querido Gonzaguinha, na televisão. Era aquela obra antiga para muitos de hoje que talvez nem a conheçam, “o que é o que é”, composta em 1982. Deem uma assistida por aí, pela internet, pela televisão. Ela tem uns versos, lindos e simples, que repito aqui:<br />
“viver/ e não ter a vergonha/ de ser feliz/ cantar e cantar e cantar/ a beleza de ser/ um eterno aprendiz”.<br />
Em vez de chorar e chorar e chorar, por que não cantamos e cantamos e cantamos?<br />
Está certo, também é bom chorar, soltamos o negativo e nos libertarmos de um tanto do mal. Lágrimas, é verdade também nos limpa. Mas sem ficar cultivando o que nos abate.<br />
Nessa estrofe o Gonzaguinha usa de uma expressão especial, o “eterno aprendiz”. Essa expressão é muito repetida pelos membros da Ordem Maçônica que se pretendem eternos aprendizes, assim, temos sempre de imaginar que temos mais e mais a saber a cada passo que damos. Não creio que ele tenha sido maçom, mas o seu pai, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, sim, foi maçom e muito respeitado. Por isso, imagino, tenha passado ao filho esse ideal. Podemos sempre aprender mais e mais. Coloquemo-nos disponíveis.<br />
Numa outra estrofe da letra da mesma música, Gonzaguinha amplia sua interpretação positiva:<br />
“Ah, meu Deus!/ eu sei, eu sei/ que a vida devia ser/ bem melhor e será/ mas isso não impede/ que eu repita/ é bonita, é bonita e é bonita”.<br />
Que leitura bonita, que leitura feliz do nosso mundo, da nossa vida! Coisa para nos estimular a nos encantarmos pelo caminho que seguimos. Gente, a vida devia ser bem melhor e será! Temos de olhar com olhos mais positivos. Olhar a vida com mais esperança! Como dizia a gente da minha geração, sem “abaixar a crista”!<br />
Conheci pessoalmente o Gonzaguinha em 1970, quando a minha família se mudou para o Rio de Janeiro. Ele era um líder do movimento estudantil também, mas já se apresentava com músicas. Um tempo depois eu saí do país, seguindo em frente na minha vida. Ele se tornou um ídolo nacional. <br />
Todos nós temos encantos a serem passados aos demais. São as alegrias da vida.</p>

<p> </p>
]]></content>
                                    <category term="Suami Paula de Azevedo" />
                        <published>2026-05-16T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:05+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Mães]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[É normal ficarmos emocionados ao lembrarmos de nossas mães. Elas sempre seguram as nossas pontas, nossos extemos, o que nos põe em equilíbrio ante o mundo. As mães nos mostram o caminho a nossa frente...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>É normal ficarmos emocionados ao lembrarmos de nossas mães. Elas sempre seguram as nossas pontas, nossos extemos, o que nos põe em equilíbrio ante o mundo.<br />
As mães nos mostram o caminho a nossa frente, coisa que nem sempre identificamos. Desde lá no início quando nos deram a luz, como a vida, ao abrirmos os olhos. A luz nos aponta sempre a direção a seguir.<br />
Sabemos que as mães deixam essas marcas, que ficam em nós, mesmo depois de suas idas. E as retomamos sempre que podemos como sempre que precisamos. A minha mãe, Dona Maria Izolete, se foi, faz décadas, mas era um encanto em meu percurso. E mesmo hoje a luz de seus olhos ilumina por onde sigo. Sempre que podia, vinha do Rio de Janeiro onde morava para nos ver e ficar com os netinhos. Minha sogra, Dona Jussara, também sempre foi doce comigo e com os netos. Sempre presente em tanto quando pode.<br />
Casei-me com a Cristiane, uma garota forte, em 1971, aqui em Suzano. Foi alegre, com ambas as famílias e amigos. Depois saímos do País, vivendo com as diferenças que isso implica.<br />
Tive uma felicidade bem poderosa na minha vidinha. No ano de 1975, quando vivíamos na França, minha amada mulher, ficou grávida. Tínhamos programado, mas a novidade trouxe muita alegria para nós. Estávamos concluindo os nossos Mestrados na Sorbonne. Mas nada nos apavorava. Nunca havia pensado em ser pai, mas se podemos vivenciar uma bela novidade, vamos adiante. O que precisamos saber? Então me perguntaram se queria fazer o preparo de pré-natal. Conversei com amigos que assistiram partos, me impactaram, alguns tinham desmaiado. Carambola! Seria tão impactante?<br />
Assisti as aulas de preparação, sempre aprendemos. Minha mulher estava bem pronta. Pouco após o ano novo, no dia 2 de janeiro, a natureza nos achou, antecipando-se. Ligamos para o hospital, que nos chamou: “Venham já!” Fomos. Tivemos de esperar ainda era cedo. No começo da noite fomos para a sala de parto. Logo me disseram: “Se não se sentir bem é só pedir para sair.” A coisa foi andando, não tive nenhum mal-estar, acompanhando tudo. O bebê nasceu, mesmo prematuro ele era alto e com bom peso. Minha mulher foi ser cuidada e fui acompanhar a atenção ao bebê. Tudo direitinho. Depois de todo o processo foram levados para o quarto. Minha mulher, a mãe, estava bem tranquila, contente, com o bebê no bercinho ao lado da sua cama. Isso me deixou mais seguro. Mas não havia vaga ali para mim. Até que chegou minha hora de ir para a nossa casa. Estava muito feliz. Um novo mundo se abria para mim, para nós. Sabia da atenção, dos cuidados da Cris para que tudo aquilo transcorresse assim calmo, bem. E seguimos.<br />
Dois anos depois, já de volta ao Brasil, em Suzano, pensamos numa nova gravidez. Então vamos em frente, decidimos, claro. No meio da festa do meu aniversário os sinais chegaram, fomos para a Santa Casa. Os amigos médicos foram avisados. Mas acharam melhor não entrar todo mundo para assistir o nascimento. Ninguém entrou, fiquei esperando. Depois do parto, me chamaram. Tudo bem, tudo calmo, a mãe estava tranquila.<br />
A Cris sempre foi uma excelente mãe, mesmo hoje com os filhos adultos, e mais as netas, garante a segurança do que se fizer necessário.<br />
Aprendi muito. Continuo aprendendo, com uma mãe forte ao meu lado. </p>

<p> </p>
]]></content>
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                        <published>2026-05-09T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:05+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[As Brumas]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
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                <![CDATA[O título me lembra as neblinas que nos surgem pela vida, não deixando claro tudo que se apresentaria a nossa frente. Poderíamos interpretar como dúvidas que se nos oferecem. Por mim nunca seria uma im...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>O título me lembra as neblinas que nos surgem pela vida, não deixando claro tudo que se apresentaria a nossa frente. Poderíamos interpretar como dúvidas que se nos oferecem. Por mim nunca seria uma impossibilidade. Talvez em alguns pontos pudesse ser um desafio, mas, por isso mesmo por que não avançar e tentar superá-lo. Se temos de fazer, vamos fazer.<br />
Estava pensando nesta data que vivenciamos agora. Há uma discussão ainda sobre esse Dia do Trabalhador. Coisa lá do final do século XIX. Mas lembremos um pouco. Na realidade, sindicatos dos Estados Unidos iniciaram discussões em 1884 para criarem condições novas de trabalho. A coisa foi se prolongando e somente em 1886 conseguiram se organizar de modo a se proporem a uma greve efetiva. A luta foi complicada com fortes reações governamentais e policiais, com mortes e prisões. A partir daí a ideia se espalha pelo mundo, especialmente na Europa.<br />
As comemorações do Dia do Trabalhador vão se solidificando no início do século XX por toda a Europa. Os Estados Unidos até hoje ainda não oficializaram tal reconhecimento em 1º de maio, que marcaria um registro em sua história.<br />
E vejam que interessante, discutia-se o estabelecimento concreto e geral de uma jornada de trabalho com redução das dezesseis horas diárias de então para oito horas por dia. Coisa que só foi mesmo se estabelecer no período entre as duas grandes guerras do século XX pelo mundo. Sabemos que ainda existem abusos nesse período de trabalho, não só no Brasil, mas em muitos países. Coisa que estamos agora rediscutindo aqui, por jornada menor, já aprovada por muitas outras nações.<br />
A data de 1º de Maio é reconhecida em todo o mundo, salvo poucas exceções, como o Dia do Trabalhador. Na década de 1930, no período e Getúlio Vargas, a denominação aqui no Brasil passou a ser de Dia do Trabalho, como uma forma de controlar as manifestações. Mas com o prosseguir da História voltamos a expressão universal.<br />
Mas não deixemos de homenagear os que fazem o mundo andar com seu trabalho, mesmo nós e tantos mais.<br />
Lembrei de um poema meu com mais de vinte anos. Nele trato desse fazer, da labuta.<br />
“Lide”<br />
“minha lide é ser poeta/ portanto/ aqui estou/ para cantar as coisas naturais da vida/ de gente que labuta/ e ama o que vive/ sentindo os passos fortes sob o sol/ a pele cobre/ com as gotas prateadas/ do orvalho das manhãs/ ou das chuvas noturnas/ que orne com doçura/ e com paixão/ de irmãos amigos/ e desesperados amantes/ antes que se desfaça o dia/ ou nos escape dos dedos/ os beijos que deslizarei/ no seu corpo/ na alegria da luz/ no encontro do sonho”<br />
E num dia como esse trago igualmente a escolha que me fez enfrentar as brumas e que vejo tão atacada nos tempos atuais. Viva o Dia Internacional e Nacional da Educação! Viva os Trabalhadores da Educação!, que saúdo neste poema:<br />
“As Brumas”<br />
aprender é tão lento/ todos os dias agradeço/ cada nova oportunidade de aprender/ um professor também/ vai aprendendo devagar a ser mestre/ um aluno leva tempo para saber/ ver e ouvir e entender o mestre/ levei meu tempo/ mas aprendi que se a noite foi escura/ e se a manhã se desperta em brumas/ podemos ter certeza de que o sol vai brilhar/ forte e cheio de calor e vida”<br />
Que a vida seja poética a todos.</p>

<p> </p>
]]></content>
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                        <published>2026-05-02T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:05+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Salve Idosos]]></title>
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                <name><![CDATA[Gabriely Machado]]></name>
            </author>
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                <![CDATA[Assisti uma violência contra idoso na rua. Estava fazendo a minha caminha, quando mais adiante, um idoso de bengala, que vinha na calçada, parou frente a uma jovem, que ia em sentido contrário. Espero...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Assisti uma violência contra idoso na rua. Estava fazendo a minha caminha, quando mais adiante, um idoso de bengala, que vinha na calçada, parou frente a uma jovem, que ia em sentido contrário. Esperou que a jovem saísse de sua frente. A jovem não desviou, simplesmente, deu um empurrão no velhinho, que caiu no chão. Acelerei para ajudar a levantar o idoso. A jovem seguiu adiante, com mais pressa. Ninguém seguindo na calçada parou para ajudar. Ninguém parou a jovem.<br />
A cena me incomodou bem. Não só por ser idoso também. Ainda que me dê conta de que coisa igual pode me ocorrer. Mas, principalmente por constatar que a violência gratuita, absolutamente desnecessária, irresponsável, está cada vez mais ampla, cada vez mais visível, em nossa amada terra.<br />
Claro que todos sabemos da violência exacerbada contra mulheres, especialmente na vida doméstica, tantas vezes levando a homicídio. São números imensos diários. Sabemos igualmente, sem que possamos fingir ignorar, da violência contra crianças. Ataques de todos os níveis, não somente de pretensões sexuais, que já são impactantes. Por tudo isso mesmo não deveria me espantar pela cena que vi ostensiva, pública. E feita por uma moça.<br />
Sei bem que não posso deixar de me preparar para tais eventos nos tempos logo adiante, devo sim, estar pronto a sofrer novas visões impactantes assim.<br />
Como ignorar os números abrangentes da nossa população de idosos, eles estão ultrapassando o de crianças. Temos menos nascimentos, mais idosos permanecendo. E toda essa gente mais frágil, mais vulnerável, não pode ser esquecida. Elas estarão mais presentes a nossa frente, diariamente.<br />
Só para termos uma ideia mais clara, os dados do IBGE do ano passado, 2025, indicam que já ultrapassamos os trinta e cinco milhões de pessoas com idade superior a sessenta nos. Pensemos bem, isso supera os 16% da população total brasileira. Aliás, é interessante considerar que a maioria são mulheres, o que já amplia a vulnerabilidade delas. E para não ficar fora dos dados, as regiões Sudeste e Sul são as com os maiores números de idosos de todo o País.<br />
Queiram ou não, mesmo sendo muito questionado por todo o Brasil, temos de reconhecer que houve uma real preservação da vida. Alguns estudiosos reconhecem nesses dados a real longevidade se ampliando, o que também implica num progresso civilizatório. Apesar de tantas críticas, temos tido concretamente com isso tudo uma melhoria das condições de saúde da população. O SUS, um dos mais amplos sistemas de saúde do mundo, respeitado por toda parte, agora também sendo instalado do México, deve ser reconhecido como parte de todos esses números. Claro que sabemos termos ainda de fazer muito mais na melhoria das nossas faculdades de Medicina, mas, paralelamente, temos uma efetiva melhoria do nosso san eamento básico como igualmente da nutrição da população. Tanto a saúde física quanto a saúde mental dos idosos tem de ser muito observada.<br />
E ante tudo isso, um ponto que afeta em especial a todos os idosos, é a sua fragilidade frente aos golpes a eles que sabemos intensos nas redes sociais digitais. Isso não pode ser desconsiderado.<br />
Gente, todo esse quadro vai ser mais e mais ampliado nos anos a seguir. As autoridades não podem relaxar. Infelizmente, percebemos posturas negativas. Faz poucos anos atacaram os idosos, aprovando uma mudança legal, com base inconstitucional, contra os idosos. Estabeleceram que se for constatado déficit autorial na previdência pública, os culpados não precisariam ser investigados e punidos, os valores perdidos deveriam ser cobrados dos aposentados. Se na prática todos os aposentados são mesmo idosos é inconstitucional puni-los. Deveriam, ao contrário, serem protegidos. A aposentadoria foi paga antecipadamente pelos aposentados, não é uma doação governamental. Temos de repensar bem como vamos salvar os idosos. </p>

<p> </p>
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                        <published>2026-04-25T11:00:00+00:00</published>
            <updated>2026-09-29T13:09:05+00:00</updated>
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            <title><![CDATA[Vinha Vila]]></title>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Suzano é a minha Cidade. E sempre tentarei passar a todos os nossos pontos importantes. O orgulho de poder ter contribuído, feito descobertas ao longo do tempo entra e fica em nós. Se mais gente da nossa Vila souber de sua História, mais conseguiremos afastar e restringir os vândalos.<br />
O povo que vivia, no século XVI, onde hoje fica o Centro da cidade de Suzano, era conhecido por “Mirambava”, uma expressão que o caboclo atrofiou do tupi-guarani “Manh’wara”. Minhas pesquisas revelaram que a expressão significa “aqueles que comiam “wará-itás”, ou “guará-itás”, caranguejos de rio, com casca dura (como pedra, “ita”). Esse espaço era um cerrado, como a região do Vale do Anhangabau, em São Paulo. O rio Guaió inundava várias vezes por ano o lugar e quando retornava ao seu leito deixava sobre o campo, além de peixes, também uns caranguejos de rio, de casca dura, ou seja, pedra. Aliá s, a expressão Guaió, significa, também em tupi-guarani, “rio que volta sobre si mesmo”. Ele desaguava no rio Tietê, que era mais poderoso e retornava a seu leito. E gente antiga de Suzano, ainda lembra que há uns trinta anos os rios de Suzano, Guaió e Una (antigo Figueirinha) inundavam muito os arredores.<br />
Um fato inegável é que os nomes que os indígenas davam aos pontos geográficos, rios e mais, sempre descrevem pontos inegáveis, sempre reconhecidos por todos os estudiosos como absolutamente corretos. E nós, que aqui estamos, e ficamos, nesse campo, nesse cerrado, hoje urbanizado, somos o atual Povo Mirambava. Mudamos o cerrado. Plantamos uma cidade. Mudamos a nós próprios. Não podemos nos esquecer das origens dos que nos deram base para sermos o que nos transformamos ao longo do tempo.<br />
A todos nós, dedico uns versos da minha poesia, que singelamente chamei de “Minha Cidade”: <br />
“uma cidade pode ter sua paisagem/ rica de morros e de cores/ de ruas e de rios//<br />
ou pode mesmo ser pobrinha/ de tanta gente que não lhe quer/ só na busca do que lhe renda//<br />
pode uma cidade subir/ pelas plácidas colinas urbanas/ adormecida em blocos descorados/ para acordar os dias cinzas/ e recolher-se em meio às noites/ quem sabe esconder-se na neblina// tem esta um rio descuidado/ serpeante pelo vale/ em femininas generosas curvas/ uma encruzilhada de entradas/ que se abrem caminhos pelo campo/ que foi um dia dos manh’waras//<br />
uma cidade pode ser uma casa/ como esta minha/ ter quartos/ corredores/ quintal/ até jardim//<br />
de algum modo/ com todo o coração/ estes braços/ e umas tantas ideias que achei/ ajudei a erguê-la do chão//<br />
não estava sozinho/ nunca se está/ dentro de uma vila/ que será sempre minha e sua/ será nossa/ mesmo que não queira/ ou não saiba//<br />
queria muito/ que um pouquinho todos dessem/ as suas mãos solidárias/ como um carinho/ que lhe estamos a dever//<br />
uma cidade não é aquela sua imagem/ frio desenho de elevadas arquiteturas/ flutuantes em meio à fumaça fabricada/ como se fria bruma pelos montes// uma cidade é a sua gente/ a gente que nos faz o tempo/ a gente que lhe ilumina os versos/ que lhe faz em poesia”<br />
Avante no caminho que fazemos!</p>

<p> </p>
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            <title><![CDATA[Abril de Suzano]]></title>
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                <![CDATA[Na realidade, o mês de abril só adquiriu significado para Suzano em 1949, quando foi oficializada a sua autonomia. Ela, verdadeiramente, foi um presente de Natal, no dia 24 de dezembro de 1948, com a...]]>
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                        <content type="html"><![CDATA[<p>Na realidade, o mês de abril só adquiriu significado para Suzano em 1949, quando foi oficializada a sua autonomia. Ela, verdadeiramente, foi um presente de Natal, no dia 24 de dezembro de 1948, com a promulgação da Lei Estadual no 233, assinada pelo então Governador do Estado de São Paulo, Dr. Adhemar de Barros. Em consequência, as eleições para os primeiros Vereadores e Prefeito de Suzano foi realizada a 13 de março de 1949. Por isso é que a data da posse dos novos governantes locais se dá em 2 de abril, na Praça João Pessoa, no antigo Cine Suzano. Mas, reconheçamos, tal fato só se dá efetivamente, em raz&atild e;o da luta por anos dos líderes locais pela real autonomia do então Distrito de Mogi das Cruzes em Cidade plena.<br />
Falar um tanto de história é rememorar. Filho de oficial do Exército morei por todo o Brasil e lá fora, mas não tinha a “minha cidade”, até me instalar definitivamente em Suzano em 1977, com a volta ao Brasil, vindo depois de cinco anos seguidos de vida na Europa, na França. Eram tempos complicados, mas já permitiam retornos. Havia me casado com a amada Cristiane em 1971, no cartório ao lado do antigo Paço Municipal. Ela, filha de Dona Jussara Feitosa Domschke, de família tradicional brasileira, antiga diretora da primeira escola da Cidade, que vem a denominar “Prof. Raul Brasil”, e do senhor alemão Martin Hermann Domschke.<br />
O Prefeito Estevam Galvão em 1977 me convidou para trabalhar na Prefeitura. Estudando sobre a Cidade fui descobrindo que ela não tinha um livro com sua história. Então comecei a escrevê-la. Tive a ajuda de amigos de então, como destaco o jurista Pinheiro Franco e o cientista Isaac Grinberg, parceiro por anos, que indicou pontos em Mogi e em S. Paulo, onde consegui dados fundamentais para nossas definições. Levei anos para conseguir publicar o primeiro livro, “Suzano Estrada Real – Roteiro Emocionado da Minha Cidade”(1994) em que tentei seguir o modelo de ligação pessoal, como Manuel Bandeira redigiu seu “Guia de Ouro Preto”. Depois vieram “O Povo Mirambava”(1997) e “Retratos de Suzano – Canto Meu Recanto&r dquo;(2004).<br />
E sei que precisamos de bem mais. Todos precisamos saber mais sobre a nosso Cidade. É uma necessidade para a sua preservação. Assim, quando fui Secretário Municipal de Cultura (2013-2016) lutei muito para conseguirmos mais, não foi fácil. Mas sempre vou agradecer e cumprimentar, quem veio depois e completou lutas em que batalhei, com propostas concretizadas pela equipe do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (COMPAC), destacando a querida líder Cind Octaviano. <br />
Assim, sabemos que novas descobertas sempre podem ocorrer. Por anos só sabíamos que a nossa Igreja do Baruel, base de tudo o que construímos depois no nosso município, teria sido erguida por volta de 1720, pois hoje pesquisadores, como Aurélio Teodoro Fontes e Nádia Fontes, mostram o registro, no Rio de Janeiro, de uma capela a N. Sra. da Piedade já em 1687, no mesmo local da atual igreja do Baruel. Ela seria conduzida então pelo padre Francisco Baruel, que fez a doação das terras locais para a paróquia em 1680. Muitos anos antes do que se sabia. Meu carinho e respeito.<br />
Gente, tentemos saber mais. Estimulemos.</p>

<p> </p>
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