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Jornal Diário de Suzano - 19/09/2021
COLUNA

Sueli Barão

É evangélica, professora escreve aos domingos

A ditadura do pensamento único

12 SET 2021 - 05h00


É muito comum alguém deixar de participar de um determinado grupo de Whatsapp, porque um membro postou um pensamento divergente do seu. Estamos vivendo, mais uma vez, o tempo da "ditadura do pensamento único". "Ou pensam como eu penso, ou não podem fazer parte do mesmo grupo, da mesma turma, da mesma família". Assim, as pessoas deixam os grupos, as amizades, até a família, por mais absurdo que isso possa parecer! Já soube de pessoas da mesma família que brigaram, por terem pensamentos políticos divergentes. Infelizmente, cada vez mais as pessoas só querem ler, ouvir, ver, aquilo que confirma as suas próprias convicções. Desde criança aprendemos a respeitar o pensamento do outro, ainda que não concordemos com ele. Dentro dos limites da civilidade e do respeito ao outro, é natural a exposição livre do pensamento. Todavia, atualmente, dizer, escrever, postar o que pensamos, pode-nos custar caro. Pode-nos levar ao julgamento e ao isolamento por parte dos que discordam de nós! Em uma sociedade democrática isso parece absurdo! Uma célebre frase da escritora inglesa, Evelyn Beatrice Hall, atribuída a Voltaire, diz: "Discordo do que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo". Que fique bem claro que não estou tratando aqui de pensamentos que incitam o preconceito, a violência, o ódio! Precisamos lidar com o contraditório de forma pacífica e respeitosa. 
A "ditadura do pensamento" é uma forma de violência. Todos sabemos que violência gera mais violência. As grandes guerras começam com as pequenas guerras de cada um de nós. É a guerra da intolerância, da vingança, da prepotência, do fazer valer a sua vontade a qualquer preço. Os homens, ao longo do tempo, têm usado os argumentos mais escusos para justificar os seus atos odiosos, a violência, as guerras. Até por Jesus Cristo já se batalhou. Foram as chamadas guerras santas. Falta de compreensão quanto à verdadeira natureza do Cristianismo. Quando Jesus foi preso, um dos que estavam com ele estendeu a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha. Então, Jesus o repreendeu, dizendo: - "Mete no lugar a tua espada; porque os que lançarem mão da espada à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que Ele não me daria mais de doze legiões de anjos?" (Mateus 26:51-53) Nesse sentido, devemos nos lembrar que os nossos pensamentos e ações devem ter a aprovação de Deus, seguindo os princípios divinos; no caso de um cristão, os princípios ensinados por Cristo. Quando enfrentamos uma situação problemática, precisamos pensar sobre o que Jesus faria naquela situação, e quais princípios de Sua Palavra podem-nos levar a atitudes mais nobres. Depois de pensarmos cuidadosamente sobre como reagir, devemos saber como falar, se for o caso. Muitas vezes o silêncio é mais produtivo. É por isso que em Tiago 1:19-20 lemos: "...cada um esteja pronto para ouvir, mas demore para falar e ficar com raiva. Porque a raiva humana não produz o que Deus aprova". Muitos problemas seriam evitados, se as pessoas pensassem muito antes de falar. 
Em um mundo de tanta intolerância, precisamos ser promotores da paz, da conciliação, da reconciliação. O Espírito Santo agindo em nossas vidas nos capacita não apenas para estarmos em paz, apesar dos conflitos que vemos ao nosso redor; mas também para promovermos a paz. Enquanto o mundo vibra quando vê "o circo pegar fogo", o pacificador vibra com a restauração da paz. Sendo assim, que sejamos "a ponte" do diálogo, da tolerância, da paz, da harmonia, da conciliação! 

CREDSU
PMMC REDESCUBRA MOGI

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